Mostrando postagens com marcador lingerie. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador lingerie. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 6 de outubro de 2009

"Tudo o que você precisa vestir..."

Fuçando em um site de publicidade (o Updateordie, fonte de novidades frescas e "da hora") encontrei estas fotos que me encheram de boas idéias...

Recentemente foi lançada uma "ação de guerrilha" (que vem a ser uma campanha arrojada de marketing) para divulgar o perfume Christina Aguillera em Israel. O perfume já havia sido lançado oficialmente nos Estados Unidos em meados de 2007, mas só agora chegou em Israel. Como despertar o desejo por um produto (aparentemente) datado?

Que delícia de surpresa... quem não gosta de perfume?

Baseado no slogan "sometimes it’s all you need to wear..." (às vezes, é tudo que você precisa vestir...), os publicitários responsáveis pela campanha criaram uma campanha de sensibilização original. Espalharam 150.000 cabides acompanhados com uma amostra do perfume, pendurando-os em diversos locais públicos e estratégicos pelo país.

Os cabides, por toda a ciclovia, nas árvores e no detalhe

Resultado: o sucesso foi tanto que o perfume esgotou em apenas 3 dias após o seu lançamento oficial, alcançando mais de 1.500.000 de consumidores! Não só, a ação ganhou destaque nos principais jornais, mídias online e TV de Israel. No vídeo dá para ver bem o alcance e o sucesso retumbante da campanha:

  • Gostei da ação porque inspira uma boa campanha para perfumarias, lojas de lingerie, de bijoux ou joalherias.

  • E também uma vitrine poderosa.
  • Pensa comigo: imagine uma joalheria expondo em sua vitrine um poderoso colar ou par de brincos em um cabide (charmoso) e uma etiqueta, com a frase "às vezes, é tudo o que você precisa vestir..."
  • Uau! Eu gosto deste conceito...
  • E fica bem power com lingerie, também. Um belo sutiã ou só as ligas, o cabide e a frase (parecidinha com aquela atribuída à Marilyn Monroe - "para dormir, só uso três gotas do Chanel Nº5", mas tudo bem - boas frases são eternas).

  • Interessante reparar que vidro e a embalagem do perfume acompanham a imagem da cantora: pin-up, retrô, sexy e chic.
  • E se liga na tendência: o bege cor de pele (nude), as transparências e as rendas estão no auge neste verão, mas continuam fortes até o verão 2010/11, como mostraram os últimos desfiles de Londres, Paris e Milão (neste final de setembro e começo de outubro).

Desfile Dior, spring/summer 2010, Paris (4/10/09)

* para entender como funcionou a campanha, tem que assistir o vídeo. Para saber mais, as inúmeras fotos do flickr vão te dar uma boa idéia. As fotos do desfile Dior também saíram do flickr.

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Cuecas sinalizam o mercado financeiro. Será?

O que cuecas e a crise econômica têm em comum? Segundo o ex-presidente do Fed, Alan Greenspan, muito. O economista americano tem uma teoria: em tempos bicudos, a primeira coisa que o homem deixa de comprar é underwear – o raciocínio segue uma lógica (masculina) bem peculiar: como a cueca é algo que ninguém vê, não haveria necessidade de comprar uma nova.

Se Greenspan estiver certo, não é estranho pensar o oposto - ou seja, que a economia vai bem quando as vendas de cuecas aumentam. E não é que, nos Estados Unidos, houve mesmo um crescimento de consumo de roupa íntima masculina de 4,7% durante o primeiro semestre deste ano?

Os números positivos já empolgam alguns empresários e fazem com que muita gente acredite no fim da recessão. "Roupas íntimas são uma necessidade, não é uma coisa que se pode ficar muito tempo sem comprar. Portanto, quando as pessoas voltam a consumir, são os primeiros itens que a serem comprados", diz Michael Kleinmann, presidente da Freshpair.com, site de vendas de underwear.

  • E no Índice do Batom, já ouviu falar?
  • Explico:quando as finanças não andam bem, as mulheres tendem a consumir produtos com preços mais acessíveis.
  • Ou seja, quanto maior a crise, maior a venda de batons.
  • No Brasil, um batom pode ser comprado a partir de R$2 (similar aos Estados Unidos, variando entre US$2 e US$ 50).
  • E de tão certeiro, o fator já se tornou praticamente um índice econômico para os americanos. Para se ter uma ideia, de novembro de 2008 a julho de 2009, as vendas de batons nos EUA tiveram um aumento de 40%!
  • Tá, tem quem considere esta teoria contraditória, afinal, as vendas de batons também crescem em períodos de prosperidade. Só que o interessante é que este item não parece sofrer com a recessão, ao contrário de outros itens considerados "supérfluos".
  • Para saber mais sobre este assunto, tem um texto bem completinho aqui.
  • Acreditando ou não, não custa prestar atenção e calcular como andam as vendas de cuecas na sua loja. Se percebeu alguma diferença, me conta, ok?!
  • Sua loja não vende underwear (e nem batom)... Então pensa, andou comprando mais cuecas (para si; para o marido/namorado) nos últimos meses?

* do Chic. Na primeira foto, David Beckham, para Armani Underwear.

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Crítica de Loja - Gilly Hicks

Não satisfeitos em dar uma virada total no posicionamento da marca Abercrombie & Fitch - que, de lojas de roupas para homens clássicos, tipo calça-cáqui-de-algodão-camisa-oxford-azul-claro-blazer-marinho virou uma marca tipo loja-com-clima-de-balada-para-mocinhas-e-mocinhos-modernosos - o pessoal do grupo Abercrombie resolveu lançar uma rede de lojas de lingerie de classe A totalmente diferente, a Gilly Hicks. Como se pode conferir no site, eles tentam dar um ar de exotismo à coisa toda, sugerindo que a marca vem de Sydney, Austrália. Mas a verdade é que a sede fica em Ohio, nos EUA mesmo.

Fui duas vezes à única loja que existe na região de Miami. Uma vez sozinho, só para conhecer. E, depois, levando minha mulher para conhecer (e comprar, é claro). A loja fica no Aventura Mall, no segundo piso, bem em frente à loja da Ferrari. Dou essa dica para o caso de você querer ir lá, porque, mesmo procurando, tive dificuldade em encontrar a Gilly Hicks. É que a fachada é um tanto fechada (desculpe o trocadilho involuntário). E a marca simplesmente não aparece (confira na foto).

Na verdade, a marca está grafada em letras douradas, bem pequenas, coladas à parte inferior do vidro das janelas da fachada - janelas que sugerem pertencer a uma casa chique, situada em uma fazenda australiana ou em alguma plantation do sul dos EUA.

Dentro, a loja é imensa. Calculei pelo menos uns 600m2, mas posso ter errado, pois o espaço é dividido em vários ambientes, como se fossem os cômodos de uma casa antiga. Tudo fica na penumbra, com paredes e prateleiras de uma madeira quase negra, um grande lustre de cristal com lâmpadas bem fraquinhas, carpete cor de vinho e uma luz muito suave, a não ser pelos focos individuais dirigidos para cada um dos produtos expostos. O arquiteto foi muito feliz no uso da iluminação. Criou com ela um verdadeiro cenário, no qual os protagonistas são os produtos. As fotos, infelizmente, não dão uma idéia clara do quanto é bacana o efeito resultante do uso bem pensado da iluminação dirigida num ambiente bem escuro. Aqui no Brasil, a maioria das lojas não sabe fazer uso da iluminação com a competência que os gringos têm para esse tipo de coisa. Embora um tanto alta para os ouvidos sensíveis de um cinquentão, a música é de boa qualidade. Chique, sofisticada. Nada daquele bate-estaca irritante das lojas Abercrombie, que tanto me incomoda. O serviço também não tem nada com o das lojas Abercrombie, onde vendedores e vendedoras quase-grosseiros, que parecem se achar os bam-bam-bans da bala chita e pensam (ou são levados a acreditar) que são mais importantes do que qualquer cliente, se limitam a, se tanto, indicar com ar blasé onde fica o produto que o pobre coitado que se dispõe a comprar algo lá está procurando. Na Gilly Hicks, o atendimento foi cordial, feito por mocinhas atenciosas, discretas e, aparentemente, bem treinadas. Só não me deixaram entrar na área dos provadores, mas isso é compreensível, porque lá dentro circulam clientes do sexo feminino em trajes menores. Corria o risco de ficar traumatizado para sempre (!!!). Minha mulher, que entrou nessa área restrita para ver e para provar algumas peças, me contou que os provadores são grandes, bacanas, com lugar para sentar e um móvel que imita uma cômoda antiga (ver foto abaixo) com várias gavetas. Em cada gaveta, um modelo de sutiã em todos os tamanhos disponíveis. Para a cliente provar à vontade, sem ter que sair do provador. Experimenta, pega os papeizinhos com a referência dos modelos de que gostou e depois pede à vendedora os que quer levar, no tamanho e nas cores de seu interesse. Prático, simpático, inovador, inteligente.

Os produtos, de forma geral, são bacanas. Minha mulher achou, eu achei e minha filha, para quem trouxemos algumas peças, também. Claro que há calcinhas gringa style, com a parte do bunda um tanto grande e bufante. Mas também há modelos que uma brasileira pode usar sem o risco passar vexame na frente do amado (ou amada, que este é um blog sem preconceitos), na hora de tirar a roupa.

A não ser pelos produtos em promoção (bem interessantes, diga-se de passagem), os preços, no geral, são bem salgadinhos. Ainda mais para o bolso de quem ganha em reais. Mas suspeito que estejam altos, mesmo para quem ganha em dólar, o que talvez explique o motivo dea a loja estar tão vazia, nas duas vezes em que lá estive. Isso e mais o fato da loja ser tão "fechada", parecendo um lugar onde a gente só deve entrar se for convidado, como a casa de alguém que a gente não conhece direito. Em suma, um conceito de negócio bacana, com bons produtos, comunicação azeitada para uma identidade visual bem bolada, mas que vai precisar ser revisto - ou muito divulgado e promovido - se o objetivo for torná-lo lucrativo.
  • Obrigada, Marcelo, seu texto fornece tantas informações que merece ser estudado, parágrafo a parágrafo.
  • Gosto especialmente do trecho que trata sobre música ambiente e da atitude arrogante de vendedores em certos estabelecimentos, notadamente os de moda jovem.
  • Para finalizar, acrescento uma opinião feminina sobre a Gilly Hicks, extraída deste blog: "A linha de calcinhase sutiãs de cores de balas é estensa e preence várias paredes, mesas e expositores. A variedade realmente impressiona e incluem ainda materiais como renda e algodão. Todos os modelos de sutiãs podem ser comprados com ou sem aro. Sem falar na miríade de camisetinhas (undershirts), biquinis, cuequinhas, pijamas e produtos para baho, velas e colônias. E a qualidade dos produtos também não fica a dever. Foi uma experiência encantadora comprar em um ambiente tão íntimo e com uma atmosfera sexy, nada vulgar. E em momento algum fui importunada por vendedoras invasivas, ao contrário! Mas elas estavam sempre por perto exatamente quando eu precisei de ajuda."

* texto do consultor de varejo Marcelo Cherto, publicado em seu blog em 21/05/2009