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domingo, 6 de dezembro de 2009

Até tu, Zara?

A crise na Europa pode estar passando, mas seus reflexos ainda são muito claros.

Acabo de ler em um site espanhol que a Zara fechou seis lojas na Espanha, nestes dias. Doze no total, em 2009, e fechará mais uma até abril de 2010, devido a quedas nas vendas.

A Zara, que pertence ao grupo Inditex, é considerada a maior empresa espanhola do universo têxtil e a segunda do mundo depois da sueca H&M.

  • O mais interessante é que as notícias sobre a Zara sempre foram em sentido contrário, falando de sua expansão planetária e de lucros sem fim.
  • Parecia intocável.
  • Agora, não só deixa espaços abandonados,ou troca por outra marca do grupo, como Lefties, de produtos muito baratos, como não tem planos de inaugurações a curto prazo.

* li no Portal Onne.

domingo, 4 de outubro de 2009

Mais uma!

Será aberta no final de novembro no Shopping Iguatemi São Paulo, a primeira loja Missoni do Brasil.

Com área de 164 m², a loja da grife italiana terá intens com a linha masculina e feminina, linha casa, móveis e tecidos de decoração.

No comando da operação estão Vicente Mello, Roberto Jorge e Rodrigo Martinez.

  • A Missoni é uma das grifes que mais aprecio. Não só pelo apreço ao trabalho artesanal ou a maestria com o uso das cores, mas pelo respeito às origens da marca e por se manterem (ainda) uma empresa familiar.

  • A Missoni tem repetido o caminho de muitas grifes de luxo mundo afora: a abertura de lojas em novas praças, mais precisamente, nos mercados emergentes (Brasil, China e Rússia) para driblar a recessão norte-americana.
  • Corrijo. A crise não é só norte-americana, "na Europa, é impressionante o freio que foi dado nesse mercado”, declarou Carlos Ferreirinha, a "autoridade" em mercado de luxo no Brasil, durante a apresentação que abriu a 2° edição do seminário Atualuxo – Conferência Internacional do Mercado de Luxo, que aconteceu no começo de setembro, em São Paulo.
  • "Estamos em um momento de redesenho mundial por causa da crise", explicou ele.
  • Exemplo do "redesenho": as marcas que conseguiram manter ou aumentar o faturamento no último ano foram as que investiram em internacionalização.
  • Então tá confirmado: o Brasil está na rota dos grandes grupos de moda.

* as fotos são da última campanha Missoni e mostram a coleção outono/inverno 2009/10. O fotógrafo é Ryan McGinley. O que eu mais gostei? A idéia de movimento em tudo: dá até para sentir o vento no rosto... E o zero glamour - os modelos estão na boléia de uma pick-up!

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Agora também em NY

Na entrada da loja mais cara de Nova York, a Bergdorf & Goodman, à noite, dorme um mendigo...

"A crise aumenta o número de homeless na cidade, é muito triste. Essa foto eu poderia ter tirado em qualquer canto do Brasil (e ainda correria o risco de levarem a câmera). Aqui ainda não chegou a este ponto, continuamos sem assaltos (pelo menos na rua). Espero que esse dia não chegue."

A foto e o texto acima são da Tânia Menai, que escreve o blog Só em Nova York.
  • Adoraria dizer que isso também é "Só em Nova York", Tânia, mas infelizmente, não é o caso.

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Cuecas sinalizam o mercado financeiro. Será?

O que cuecas e a crise econômica têm em comum? Segundo o ex-presidente do Fed, Alan Greenspan, muito. O economista americano tem uma teoria: em tempos bicudos, a primeira coisa que o homem deixa de comprar é underwear – o raciocínio segue uma lógica (masculina) bem peculiar: como a cueca é algo que ninguém vê, não haveria necessidade de comprar uma nova.

Se Greenspan estiver certo, não é estranho pensar o oposto - ou seja, que a economia vai bem quando as vendas de cuecas aumentam. E não é que, nos Estados Unidos, houve mesmo um crescimento de consumo de roupa íntima masculina de 4,7% durante o primeiro semestre deste ano?

Os números positivos já empolgam alguns empresários e fazem com que muita gente acredite no fim da recessão. "Roupas íntimas são uma necessidade, não é uma coisa que se pode ficar muito tempo sem comprar. Portanto, quando as pessoas voltam a consumir, são os primeiros itens que a serem comprados", diz Michael Kleinmann, presidente da Freshpair.com, site de vendas de underwear.

  • E no Índice do Batom, já ouviu falar?
  • Explico:quando as finanças não andam bem, as mulheres tendem a consumir produtos com preços mais acessíveis.
  • Ou seja, quanto maior a crise, maior a venda de batons.
  • No Brasil, um batom pode ser comprado a partir de R$2 (similar aos Estados Unidos, variando entre US$2 e US$ 50).
  • E de tão certeiro, o fator já se tornou praticamente um índice econômico para os americanos. Para se ter uma ideia, de novembro de 2008 a julho de 2009, as vendas de batons nos EUA tiveram um aumento de 40%!
  • Tá, tem quem considere esta teoria contraditória, afinal, as vendas de batons também crescem em períodos de prosperidade. Só que o interessante é que este item não parece sofrer com a recessão, ao contrário de outros itens considerados "supérfluos".
  • Para saber mais sobre este assunto, tem um texto bem completinho aqui.
  • Acreditando ou não, não custa prestar atenção e calcular como andam as vendas de cuecas na sua loja. Se percebeu alguma diferença, me conta, ok?!
  • Sua loja não vende underwear (e nem batom)... Então pensa, andou comprando mais cuecas (para si; para o marido/namorado) nos últimos meses?

* do Chic. Na primeira foto, David Beckham, para Armani Underwear.

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Fashion's Night Out - o Vogue's Day

Dizem que foi idéia da própria Anna Wintour - a "diaba" - que, entre uma edição e outra da Vogue US (a revista que é a própria bíblia do consumo de moda mundial), bolou uma ação para celebrar a indústria fashion e incentivar o consumo nesses tempos difíceis. (Que foi, Anna, a água bateu aí, foi?) O Fashion's Night Out foi apresentado em maio de 2009 pelo prefeito da cidade norte-americana Michael Bloomberg (e eu repliquei imediatamente, em 16/05). Apoiado por empresários, estilistas, modelos e artistas, o evento está programado para acontecer dia 10 de setembro (quinta-feira), em 13 capitais do mundo simultaneamente. Lojas em Nova York, Madri, São Paulo, Paris, Moscou, Milão, Pequim, Londres, Berlim, Atenas, Nova Délhi, Tóquio e Taipei ficarão abertas até meia-noite com atividades para promover a ação. Será uma ação similar à produzida pela champanhe Chandon na Oscar Freire, em São Paulo: mais de 100 lojas dos EUA já se cadastraram para, na data, receber clientes com bebidinhas, descontos e outros mimos exclusivos. Estão por trás da iniciativa nomes como Anna Wintour, Vera Wang, Tommy Hilfiger e Oscar de la Renta. Em São Paulo, o evento incluirá o Shopping Iguatemi, Market Place e a Daslu, onde acontecerão pocket-shows, microdesfiles, sorteios e até gincanas do tipo "caça ao tesouro". Além disso, cada local terá um stand da Hering onde serão vendidas camisetas do evento com parte da renda revertida para causas sociais. Os consumidores brasileiros já podem acompanhar todos os preparativos da festa através do blog exclusivo no site da RG Vogue, além de conhecer as "apostas" dos editores da revista brasileira para as coleções das marcas participantes. Serão selecionadas 10 peças de cada, que ganharão uma etiqueta especial e dicas de como usar junto com outras tendências de moda. Entre as grifes participantes estão 284, Accessorize, Alexandre Herchcovitch, Armani, Calvin Klein, Cavalera, Christian Louboutin, Diesel, Dior, Gucci, Hering, Isabela Capeto, Lacoste, Louis Vuitton, Marc Jacobs, Maria Bonita, Osklen, Rosa Chá e Vivara. Por enquanto. Estima-se que mais de 100 marcas participem da ação.

  • Difícil que uma ação solitária consiga minimizar os efeitos da crise nos Estados Unidos ou gerar algum ânimo em um mercado tão retraído...
  • Mas não desdenha, não! Minha opinião é que eventos como este vão começar a pipocar por aí.
  • Tem um montão de gente inteligente prevendo uma "nova ordem mundial" onde comunidades unidas por interesses comuns começem a se manifestar... presta atenção!
  • Uma coisa é certa: este é um super evento para o mercado da moda.
  • E que tal pegar um "jacaré" nessa marola? Aproveita algumas destas sugestões: aqui e aqui!

* nas fotos, famosos como Reinaldo Gianecchini e a estilista Lenny Niemeyer ( na primeira foto) e as tops Bruna Tenorio e Ana Claúdia Michels, entre a a maquiadora da MAC, Vanessa Rozan, vestiram na SPFW a camisa do Fashion´s Night Out.

quarta-feira, 10 de junho de 2009

Luxo em crise

Não são boas as notícias para o chamado "mercado de luxo". Segundo experts do setor, as vendas de todo o mundo desses produtos, voltados à classe AA, provavelmente voltarão a cair em 2010, retomando o crescimento apenas em 2011.

"A pior coisa que pode acontecer é termos mais um ano de crescimento negativo em 2010... Mas vejo que as coisas deverão melhorar até 2011", disse Huang Scilla Sol, que gere um capital de US$ 30 milhões do fundo de luxo da holding Julius Baer.

Falando à agência Reuters, a Global Luxury Summit, de Londres, prevê queda de venda de 5 a 10% neste mercado para este ano. Mas ressalta que esse tipo de produto ainda não teve sua morte decretada com a crise financeira mundial. "Eu não acho que o luxo está morto, porque acredito que a natureza humana sempre será atraída por esse tipo de objeto de consumo, ou seja, as marcas de luxo. A questão é saber quando voltaremos aos surpreendentes níveis de 2007", disse o representante da Global Luxury Summit, referindo-se aos tempos das "vacas gordas", quando esse mercado cresceu até 17 vezes.

  • Lembrando que o comércio de luxo no país estava em franco crescimento - com aumento de 25% anual, nos últimos seis anos.
  • Em 2008, só na cidade de São Paulo, o faturamento deste mercado foi US$ 2,3 bilhões.
  • Não é à toa que a cidade - sozinha! - represente 72% de todo o mercado de luxo no país.
  • De acordo com pesquisa realizada pela MCF Consultoria, quase a totalidade (91%) do público consumidor de luxo no Brasil possui nível superior completo; 58% são mulheres; com idade entre 26 e 35 anos (40%); casadas (48%) e sem filhos (66%).
  • Do universo de produtos relacionados ao luxo (de canetas, jóias, carros, lanchas à bebidas), cerca de 70% tem a moda como o principal foco de consumo.

* dica do Cesar Giobbi. A primeira foto é um mix de imagens da Daslu, do Shopping Cidade Jardim, em São Paulo. A segunda é de interior da loja Elie Tahari, nos Hamptons, EUA

sábado, 23 de maio de 2009

Poesia em forma de publicidade

Como se não bastasse amanhecer em família, neste sábado luminoso de outono, eis que me deparo com este comercial argentino para o Wall Mart:

Se o espanhol não lhe é uma língua familiar (gracias, hermanos, por sua paixão pela terrinha), reescrevo abaixo:
NÃO ECONOMIZE
Não economize ar;
nem palavras.
tampouco mudanças.
Ou esforço
Não ecomize seu canto;
nem lágrimas.
Não guarde os sorrisos,
nem amor;
tampouco beijos.
Não economize aprendizado;
ou brincadeiras.
Não economize viver!
Economize dinheiro
e viva melhor!

  • Publicidade de qualidade deve merecer todo nosso respeito.
  • E boas idéias devem ser espalhadas: as pessoas não precisam economizar nas coisas que são importantes na vida, precisam economizar apenas dinheiro...

* vi no Updateordie

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Fechando III - E quando ocorre uma tragédia?

O mundo inteiro parou para entender sobre a esta nova gripe (suína, H1n1 ou gripe A, como quiser), iniciada no México.

E o que este blog tem a ver com isso? Não sei se deu para vocês acompanharem todas as notícias, mas souberam que o governo federal mexicano ordenou o fechamento de todos estabelecimentos comerciais, restaurantes, indústrias, escritórios, postos de gasolina, escolas, tudo!, por 5 dias (de 1º a 5 de maio)?

A estimativa da Confederação Patronal da República Mexicana é que o comércio na Cidade do México tenha perdido 1,5 bilhão de pesos por dia (cerca de R$ 240 milhões!), devido aos cinco dias inoperantes. E temem o fechamento de micro e pequenas empresas em consequência da situação econômica do país que já começa a se ressentir dos efeitos da epidemia.

Quem estava na cidade do México (o Distrito Federal mexicano) naqueles dias descreveu um cenário assustador: "100% das portas fechadas. Ruas desertas. Parece filme do Velho Oeste, momentos antes do duelo entre o mocinho e o bandido... Hoje mesmo conversei com 3 pessoas que, por conta do medo de contaminação, cancelaram viagens de negócios que fariam... aos Estados Unidos!"

Concordo plenamente com a decisão (corajosa) do presidente mexicano, Felipe Calderón. A saúde dos mexicanos (e da humanidade) é mais importante que os negócios. Mas, agora, que a situação parece estar sob controle, é preciso pensar também na recuperação do crescimento econômico do país, afinal, o México é um dos países mais afetados pela crise econômica mundial.

  • A situação do México me lembra o que passamos com as enchentes em Santa Catarina, em novembro de 2008.

  • Todos os esforços foram para resgatar e salvar vidas, mesmo assim, o número de mortos da tragédia local superou a quantidade de pessoas que (segundo G1, até agora, são 64 mortos no México) vieram a óbito pelo vírus da gripe suína.
  • Na época, duas de nossas lojas, a de Itajaí e de Blumenau, ficaram fechadas por 10 dias. Mas houve lojista de Itajaí que só pode reabrir suas lojas 15 a 20 dias depois. Lembro ter lido que a estimativa de prejuízo era de R$ 600 milhões no PIB do estado, o equivalente a um mês de parada das atividades da indústria, comércio, serviços e agricultura, pelas estimativas iniciais da Secretaria de Planejamento do Estado de SC.
  • Não estou promovendo uma competição de tragédias, mas quero muito acompanhar as notícias para verificar o que será feito efetivamente para restaurar a economia mexicana. Porque, por aqui, ainda não conseguimos sair do lamaçal deixado pelas enchentes...

* a primeira foto (da vitrine) é da cidade do México e saiu do Portal Terra, assim como boa parte das informações citadas no texto. A foto da enchente é de Blumenau e foi retirada da web. O relato do vazio na cidade do México saiu do Blog do Cherto. Para entender a gripe suína, suas origens e saber das ligações da doença com a China, a indústria de alimentos e muito mais, recomendo a leitura destes dois (aqui e aqui) textos de Saramago.

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Fechando...

Por culpa das altas taxas argentinas de importação, Emporio Armani fecha única loja na Argentina. Em texto divulgado pela assessoria da grife para a América Latina, alegam que as barreiras tarifárias que priorizam o mercado interno e objetivam reconstituir a economia do país, somadas aos reflexos da crise mundial, acabaram por justificar a retirada da marca da capital argentina.
Curiosamente, a loja sai do país em decorrência de fatores parecidos que propiciaram sua entrada, já que foi estabelecida em 2001, ano da pior crise vivida pelo país. O detentor dos direitos da marca no país, The Exxcel Group, era obrigado a importar todas as peças vendidas na loja, localizada no elegante bairro Recoleta, em Buenos Aires. Mesmo assim, até o início da crise, as vendas se mantiveram estáveis, paralelas ao crescimento médio anual de 8% da economia argentina.
A Armani continua representada no país por 3 outras lojas da Armani Exchange, uma espécie de segunda marca que vende roupas mais básicas. Mas a permanência de tais lojas depende ainda de negociações, já que a The Exxcel Group quer ao menos a autorização para produção local destas roupas, que não possuem a mesma exigência de confecção exclusiva da primeira marca.
  • Mais uma retração causada pela crise econômica mundial, que não poupou o mercado de luxo e confirma a tendência de que os ricos têm comprado menos. De acordo com o ranking de março da revista Forbes, o mundo agora tem 793 bilionários em comparação com os 1125 do mesmo mês do ano passado, uma queda de 29,5%.
  • Vale lembrar que as leis de importação no Brasil também visam proteger a produção fabril interna. E a aplicação da lei tem sido bem rigorosa (ou seria vistosa?), vide caso Daslu.
  • Mas a explicação que a Emporio Armani argentina forneceu é ridícula: burocracia, impostos, greves de portuários, formulários e mudanças nas leis são percalços previsíveis neste mercado que torna tortuoso o caminho de qualquer produto importado. O mercado de luxo se sustenta na importação, portanto, deveria estar preparado para enfrentar vicissitudades deste tipo.
  • Conclusão: uma loja com produtos de qualidade; estruturada; em bom ponto de venda; amparada por uma marca forte e amplamente reconhecida por um poderoso aparato publicitário, não faz dela um sucesso comercial, simplesmente. Sem uma boa administração, não vinga.

* nota lida no Portal Use Fashion

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Cliente paga o quanto quer em site de moda

Um site de moda da França está convidando os internautas a pagarem o que quiserem por 10 mil artigos durante uma promoção que ficará em vigor por quatro dias e que a empresa descreveu como "fórmula antirrecessão".
 

Entre 15 e 18 de maio, o site http://www.brandalley.fr/ disponibilizará roupas, sapatos, bolsas e outros acessórios originais de grifes famosas a um preço base de 1 euro, deixando os compradores pagarem mais somente se quiserem. Cada cliente poderá comprar no máximo dois itens.

 

"É uma liquidação que vai elevar o poder de compra dos consumidores num momento de crise, elevar nosso perfil, aumentar o tráfego em nosso site e gerar uma repercussão na net que é essencial para qualquer empresa que vende online", disse o executivo-chefe da BrandAlley, Sven Lung. O site faz parte dos 15 maiores varejistas da internet na França, com faturamento previsto de 50 milhões de euros este ano.

 

A promoção vem após iniciativas semelhantes de restaurantes em Londres e Sydney, que procuraram combater o ambiente pessimista gerado pela recessão econômica, deixando, por períodos limitados, que os clientes, depois de fazerem uma refeição, decidissem quanto achavam que ela valera. A expectativa é que as pessoas gostem da experiência e retornem aos restaurantes, mesmo depois de os cardápios voltarem a apresentar seus preços tradicionais.

Lung disse que a estratégia da BrandAlley é semelhante, com o intuito de atrair clientes novos que normalmente não compram pela internet. Ele admitiu que comprar bens online é impessoal, comparado a ir a um restaurante, e que pode ser mais fácil para os clientes (que não presenciaram um "esforço de atendimento") pagarem o preço mínimo dos seus produtos e nada mais. Se isso acontecer, a empresa pode perder até 90 mil euros.
 

"É um risco. Não vou me iludir. As pessoas que estão diante de suas telas permanecem anônimas e vão querer fazer um bom negócio. Mas tenho esperanças de que seja um sucesso", disse ele, acrescentando que, "com o tempo, os clientes novos conquistados compensarão pelos possíveis prejuízos".

     

  • Essa notícia vem de encontro com outras duas que li recentemente, sobre uma pesquisa realizada pela Euro RSCG Worldwide nos Estados Unidos, França e Reino Unido que comprova que, durante o período de vacas magras o consumidor aumenta sua percepção de valor. Ou seja, quer mais qualidade pelo mesmo preço.
  • Segundo David Jones, Executivo-Chefe Global da Euro RSCG Worldwide, isso não significa que estamos diante de caçadores de barganhas. "Valor é muito mais complexo do que simplesmente preço".
  • Outra pesquisa, esta realizada apenas no Reino Unido, pela LinkShare em parceria com o Penn Schoen & Berland Associates, aponta que 92% dos consumidores confiam mais no resultado de suas buscas online do que nas informações dadas por vendedores. 81% deles fazem pesquisa na internet antes de comprar e 19% declararam que pretendem diminuir suas compras na rua para aumentar as realizadas na rede.
  • Uôu! Essas informações geram tantas reflexões que é difícil focar em uma só. Por hoje, sugiro uma tarefa de casa. Tente responder porque 92% dos consumidores (uma soma de respeito - a que se considerar) não confiam nas informações dadas por vendedores, ãhn?
  • Respostas nos comentários, plis!
* da agência Reuters/Paris, para o jornal Correio do Brasil. Resultados das pesquisas, do Portal Use Fashion.

terça-feira, 28 de abril de 2009

Milão, Paris e Miami liquidam

Por conta da recessão, algumas boutiques de Milão começaram a oferecer descontos na coleção de outono em dezembro (detalhe: a coleção de outono a chega às lojas em setembro/outubro/novembro). Os empresários decidiram promover a redução dos preços um mês antes da temporada oficial de liquidações na cidade.
As autoridades reagiram: a Camera della Moda estabeleceu que a coleção primavera (a seguinte - com produtos recebidos em fevereiro/março/abril) só poderá ser liquidada em julho.
Os lojistas levaram um susto! De acordo com Paola Bottelli do Il Sole 24 Ore (um dos mais influentes jornais econômicos de Milão), várias grifes de luxo italianas estariam planejando o início dos "saldi" dia 25 Abril.
O caixa das empresas, portanto, continuará engessado.
  • E a livre iniciativa, você pode argumentar. Deve ser respeitada, em minha opinião.
  • Mas se existe uma legislação que organiza o comércio, respeitemos a legislação, ué?! Uma das coisas mais complicadas que existem no comércio é lidar com lojistas deseperados que liquidam seus produtos ainda no "meio da estação". Tipo, liquidação de verão nos primeiros dias de janeiro, ou liquidação de inverno em junho, após o dia dos namorados... O assunto é polêmico e, certamente, voltará aqui, mas posso adiantar: meu maior sonho é ter uma espécie de Camera della Moda aqui na cidade...
  • Mais: amigos que andaram pelo "primeiro mundo" na semana passada, relatam sinais da crise, notados no comércio de luxo. Um veio de Paris e conta que em várias lojas de grandes grifes, os vendedores lhe disseram que, caso gostasse de alguma mercadoria e preferisse esperar a liquidação, eles reservariam para ele e avisariam. Reservar o produto pra que ele baixe de preço? Acudam, estão com a corda no pescoço!
  • Um casal que chegou de Miami conta que, lá, as liquidações não foram interrompidas. Continuam desde o Black Friday, ou seja desde o fim de novembro - antes do Natal! As novas coleções, compradas antes do estouro da crise, chegaram às prateleiras já em liquidação...
  • E na Semana de Conferência do Varejo, em Londres, a enquete sobre o prazo para a recuperação econômica acontecer resultou assim: 11% dos comerciantes presentes responderam que será no 2º semestre de 2009; 41%, no 1º semestre de 2010; 41%, no 2º semestre de 2010; 7% disseram que será mais tarde.
  • E para você? O comerciante europeu está pessimista ou é realista?
* os dados númericos são do Portal Onne . A nota sobre Milão, do dbstudio. A foto também é de lá.

segunda-feira, 20 de abril de 2009

"Mantenham a calma e... continuem comprando!"

A General Growth, segunda maior proprietária de shoppings centers nos EUA decretou bancarrota na semana passada (16/04) ao informar que sua dívida de 27 bilhões de dólares é impossível de pagar.

Adam Metz, CEO, declarou que após meses tentando liquidar os débitos, o colapso do mercado de crédito tornou impossível a continuidade das operações da empresa. A General Growth cresceu justamente com a bolha imobiliária, através de uma estratégia agressiva de aquisições. No dia do anúncio de falência as ações da empresa despencaram de US$ 52.38 dólares para US$ 0.50. O chamado "virou pó".

A empresa, baseada em Chicago, é dona de nada mais, nada menos que 200 shoppings, dos quais 158 também devem decretar falência.

  • Falência de shopping, nos EUA, significa a falência da compra, a falência do consumo. E isso é mais significativo para o "fim" do capitalismo do que a falência de um banco.

 

     

  • Não sei vocês, mas quando leio notícias como esta me dá uma vontade de dar um pulinho ali na padaria, tomar um bom café, respirar um pouquinho... e voltar pra loja lá por 2015!

 

* li no updtade or die

domingo, 15 de março de 2009

O marketing deve ir onde o povo está

Em 2008, quando começou a perceber queda nas vendas de sua loja, a diretora de marketing da Senso Shoes, Carolina Danielian, 27, investiu em idéia ousada. Contratou cinco modelos, vestiu-as com calçados e bolsas produzidos pela firma e pediu que passeassem na frente de duas lojas com sacolas de compras com o logotipo da marca - na hora do almoço e no fim da tarde, usualmente, um horário que percebia um pique nas vendas. Na ação, que durou uma semana, Danielian investiu R$ 10 mil (com cachê das modelos e custos com os produtos desfilados). "As vendas aumentaram 47%", comemora. "O marketing é elementar na crise", ressalta o consultor Marcelo Ortega, também autor do livro "Sucesso em Vendas", que recomenda que o empresário faça as contas e invista ao menos 20% do faturamento em marketing. Ele aplaude a iniciativa da Senso Shoes (que atende lojistas e vende basicamente para atacadistas, na região paulista do Brás)."Não se deve apostar num único caminho, nem mesmo fazer uma ação isolada uma única vez". Para Walmir Bello, do Sebrae, é importante ter estratégias para anunciar e captar novos clientes. Mas avisa, "há um fator que muitos empresários desconsideram: o marketing de relacionamento. Manter contato com clientes é mais barato do que conquistar novos. É uma pena que cadastrar consumidores e suas demandas ainda é uma prática pouco recorrente entre as lojas." * texto extaído do Caderno de Negócios, na Folha de São Paulo deste domingo, 15/03/09. A foto é do Daily Mail de Londres e ilustra uma ação de marketing dos lojistas da Oxford Street, de dezembro de 2008. Modelos passearam nus, cobertos somente por sacolas das lojas associadas, anunciando que o tráfego fecharia para os carros e seria liberado para os pedestres agilizarem suas compras de Natal.

domingo, 8 de março de 2009

Carmen Steffens troca 300 demissões por redução da jornada e dos salários

A fábrica calçadista Carmen Steffens, de Franca, desistiu ontem de demitir 300 de seus 1.300 funcionários a partir da próxima segunda-feira após fechar acordo. Os empregados aceitaram reduzir para três dias a jornada de trabalho durante 70 dias, com queda também nos salários, mesmo com o sindicato desaprovando o acordo.
A empresa anunciou que faria as 300 demissões devido à falta de pedidos. O anúncio foi feito no serviço de som da fábrica. Não houve divulgação de nomes. A situação começou a ser revertida quando parte dos funcionários se reuniu para negociar flexibilização de direitos e jornada.
Para o presidente do Sindicato das Indústrias de Calçados de Franca, José Carlos Brigagão, outras empresas devem tentar seguir esse caminho. "É preferível fazer uma flexibilização do que dispensar. "A situação da indústria em Franca é preocupante, segundo Brigagão. Ele afirmou que as fábricas estão sem pedidos e que "o primeiro semestre já está comprometido".
  • Ver o semblante preocupado destas mulheres, no Dia Internacional da Mulher (a notícia é de ontem, mas só li hoje) me faz refletir. As mulheres do mundo nunca mais foram as mesmas após aquele fatídico 8 de março de 1857, onde 130 mulheres foram mortas, carbonizadas, dentro de uma fábrica de tecidos en NY, após greve por melhores condições de trabalho. O mundo mudou, as mulheres se transformaram, nossos homens, filhos e leis se adaptaram. Só os problemas que nos afligem ainda são os mesmos...
* notícia e foto da Folha Ribeirão, 07/03/09

quinta-feira, 5 de março de 2009

Especialista diz que tratamento dado ao consumidor é a chave das marcas fortes

Varejo busca fidelização

Em razão do frágil momento que a economia global vem passando, muitos empresários do varejo em geral e especialmente de moda têm repensado as maneiras com que atingem seu público-alvo. Reposicionamentos e novas formas de comunicação com o consumidor nunca tiveram tanta força como atualmente.
Em razão disso e também do "Dia Mundial dos Direitos do Consumidor", comemorado no dia 15 de março, a ACEB (Associação Comercial Empresarial do Brasil) divulgou um comunicado que relembra algumas ações que se ainda não foram devem ser adotadas pelos empresários do setor.
Segundo Fabrízio Quirino, gestor de comunicação e marketing da ACEB, é a satisfação dos consumidores que gera um resultado positivo para a empresa, qualitativa e quantitativamente. "Nossa tarefa é descobrir a verdadeira expectativa do público-alvo para atingí-lo. Devemos agir como 'detetives da satisfação', pesquisando melhores maneiras a fim de alcançar resultados esperados baseados nos desejos dos consumidores", explica.
Além disso, Quirino lembra que os consumidores atuam como agentes do marketing empresarial. "Por exemplo, se um produto/serviço o agrada ele irá enaltecê-lo a outras pessoas que por sua vez ficarão curiosas para conhecer ou talvez utilizá-los. Assim, conseguiremos manter o mercado aquecido", acrescenta.
A qualidade no atendimento também é ressaltada por ele, pois faz com que o consumidor sinta-se parte integrante da organização e seja fiel aos produtos e serviços oferecidos. "Mas isso só é obtido quando é feita a avaliação das necessidades do consumidor e quando é observada a oportunidade de supri-las".
O resultado final para ele é uma imagem bem construída. "Desta forma, temos a chave para fazer com que os produtos e serviços estejam entre os melhores do mercado", finaliza o gestor de comunicação e marketing.

  • Até aqui, nenhuma novidade... O que me incomoda é por que é sempre tão difícil manter um bom padrão de atendimento? Por que é tão difícil para os vendedore(a)s (incluem-se aí muitos proprietários e seus gerentes) iniciar uma negociação com o que há de mais básico nas vendas - o sorriso?

* li no Portal Use Fahion

quarta-feira, 4 de março de 2009

Frases

"Paralisação de montadoras provoca falta de carros." O Brasil não tá em crise! O povo quer comprar! E por que as montadoras pararam de montar? Porque a Míriam Leitão falou que o Brasil tá em crise e eles acreditaram. Rarará! Só tem crise pra duas pessoas no Brasil: jornalista e humorista! É como falou aquela consumidora no shopping, comprando feito louca nas promoções de verão: "a crise a gente deixa pra março!" É mole? José Simão, cronista, na Folha de São Paulo.
  • Março chegou! E o sol continua a brilhar - como nunca! Onde estão as águas de março? E o chororô dos comerciantes? Por enquanto, só um ou outro chiado. Por enquanto, ainda estamos no paraíso... ainda!

* ilustração Gra Mattar

Consumoterapia e a vida sem excessos

Atire a primeira pedra quem nunca afogou as mágoas ou celebrou uma vitória se dando um presente, em geral, algo desnecessário, quase inútil. Comprar é o esporte predileto do planeta. "Quando começou a comprar almas, o diabo inventou a sociedade de consumo", zombava o jornalista Millôr Fernandes a respeito do consumismo exacerbado. A revista Mad Magazine resumiu em uma frase a atitude dos americanos: "A única razão por que uma família de classe média não possui um elefante em seu quintal é porque esse ‘produto’ nunca foi ofertado nos supermercados numa promoção vantajosa". Piadas à parte, o maior problema é quando se busca no consumo a solução para angústias. "Comprar não resolve questões da alma", analisa Beth Furtado. "Mas consumir acabou virando sinônimo de prazer", concorda Vera Rita de Mello Ferreira, professora da PUC-SP (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo), que estuda o comportamento dos indivíduos na sociedade do consumo. "Diante das frustrações, a gente se socorre num vestido novo, apostando que ele possa aliviar nossas dores. Ao não encontrar aí a felicidade, vem um desapontamento maior."
VAI VIRAR
A desaceleração econômica, o arrocho do crédito, o desemprego, o mercado em queda... Uma ala significativa dos analistas concorda que do prejuízo sempre se pode obter lucro. Eles põem fé de que todas essas perspectivas que toldam o horizonte representam oportunidades. E trazem a reboque um consumo mais consciente. Na França, por exemplo, intelectuais como o sociólogo Gilees Lipovetsky estão saudando a recessão no setor de artigos de luxo, que, para eles, perverteu a cultura nacional. Outros estudiosos fazem coro: quando o mercado financeiro está bombando, as pessoas não têm pudor em ostentar e o dinheiro e seus delírios tomam conta da cena. Comprar se apresenta como alicerce para uma falsa segurança. Quando o orçamento aperta, somos obrigados a olhar para outros aspectos da vida.
Não se trata da frugalidade absoluta. O consumo muda, mas os desejos continuam se multiplicando – ninguém quer adquirir um produto que dure para sempre. A variedade continua atraente. Somos seres mutantes, especialmente as mulheres, grupo que define a compra – o feminino é efervescente, inquieto. Não há nada de errado com isso. A coisa só fica ruim quando serve de desculpa para dilapidar, desperdiçar, desvalorizar. Para a psicanalista Vera Rita, autora do livro Psicologia Econômica – Estudo do Comportamento Econômico e da Tomada de Decisão (editora Campus/ Elsevier), a crise pode conter uma força agregadora. "Agora temos a chance de rever conceitos com que convivemos há décadas como se fossem naturais e inevitáveis. A estabilidade causa acomodação e engessa o pensamento. Perdemos a capacidade de olhar por outras perspectivas", diz ela.
Nem os otimistas se atrevem, no entanto, a apostar que a vida vai ficar fácil. O que faz brilhar os olhos da psicanalista é a incrível criatividade que seremos obrigados a descobrir: "A mente só se desenvolve sob pressão", insiste Vera, e comemora antecipadamente o fim da inércia.
Outras fontes de satisfação já despontam no horizonte: o ser humano vai se alimentar, por exemplo, da energia do encontro. Dedicar mais tempo aos amigos e à família torna-se uma nova forma de consumo. Ficar em casa, em vez de sair em busca do restaurante da moda, é uma das opções de uma vida pontuada por prazeres que não implicam excessos. Surge um modelo de compra diferente: ao mesmo tempo em que se busca o preço justo, investe-se em produtos que ofereçam gratificação emocional. Vamos descobrir que viver com menos pode render uma vida mais plena.
* trecho da matéria "Menos", da revista Bons Fluidos, março 2009.

sábado, 28 de fevereiro de 2009

Azaléia concede férias coletivas a 2,3 mil funcionários

Olha eu, de novo, escrevendo sobre a crise econômica... e desta vez relacionada diretamente com a indústria calçadista brasileira. Sexta-feira, 13 (que data, hein?!) a Azaléia concedeu férias coletivas para 2,3 mil funcionários, tanto para as unidades de Itapetinga-BA, como para a unidade de Parobé. A empresa estima que a pausa será de 20 a 30 dias.
Para os funcionários é um receio que se confirma, já que em tempos de crise todo mundo quer mesmo é trabalhar e não tirar férias. A declaração do presidente da empresa indicou três fatores para a decisão: primeiro de que os primeiros meses do ano possuem um volume baixo de vendas, segundo o alto nível de estoque e terceiro, o aumento das importações.
Sabe-se que mesmo com todo este burburinho de crise econômica mundial, o povo daqui continua a consumir e muito - e analisando bem não só os daqui - já que as exportações cresceram 9,5% só na primeira quinzena de fevereiro. Mas, a Azaléia deve ter boas justificativas para fechar as portas por quase um mês, já que os números falam em um crescimento das importações de calçados de 35% sobre fevereiro de 2008 e de 214% sobre o mesmo mês em 2007.
Deu prá perceber? Os números mostram a "desvantagem" entre exportações e importações, mas será mesmo que a culpa do crescimento das importações é mesmo da globalização,do mercado único? Isso não é uma novidade...então será que não existem maneiras inteligentes e eficazes para tornar um produto competitivo e que não fique tão a mercê da economia mundial? O que será que está faltando?

* a foto, que mostra uma linha de produção de tênis Olympikus Tube, foi estraída do Pense Moda.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Frase

"É na crise que podemos ganhar dinheiro. Quando todas as vitrines estiverem iguais, o homem poderá conseguir um diferencial aqui, no meu espaço". Ricardo Almeida, estilista de roupa masculina, durante coletiva de lançamento de sua coleção outono/inverno 2009, este mês, em SP.
  • Ir na contramão da maioria, que prega economia até nas cores, apostando nos básicos preto, cinza, bege e branco pode ser o toque de midas da sua loja. Se Ricardo Almeida aplica esta teoria ao universo masculino - bem mais conservador em termos de compras - imagine isso no campo feminino?

* li no forademoda.

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

Amex paga US$ 300 para se livrar de maus clientes

A crise está provocando algumas medidas antes inimagináveis. A American Express lançou uma ofensiva para estimular clientes a deixarem a companhia: para tanto, paga até recompensa, de US$ 300.
Para receber o dinheiro, os clientes devem deixar de usar o cartão de crédito e saldar sua dívida até 30 de abril.
Segundo a companhia, a medida é uma forma de se livrar de maus pagadores. A inadimplência norteamericana, junto à operadora de cartões, alcançou o maior nível de todos os tempos neste início de ano: 11%.
  • Taí uma ideia fantástica! Quisera ter o cacife da Amex e sugerir o mesmo para meus clientes inadimplentes.
  • É com medidas como essa que se estabelecem os abismos entre o Primeiro e o Terceiro Mundo...

*vi no blog da Lurdete Ertel, no clicrbs