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quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Virando tudo de ponta-cabeça - ao pé da letra!

A Gap lançou um programa de fidelidade, chamado Sprize, no Canadá, que, segundo a marca, vai virar o varejo de cabeça pra baixo: os consumidores ganham crédito quando as roupas que compraram pelo preço integral entrarem em promoção (em um prazo de 45 dias).

E esse crédito pode ser usado não apenas na Gap, mas na Banana Republic e na Old Navy (marcas pertencentes ao grupo).

Como esta é uma iniciativa arrojada, resolveram chamar a atenção das pessoas da mesma forma: tudo (o que foi possível) na rua da principal Gap de Vancouver foi virado de cabeça pra baixo, incluindo a placa com o logo na fachada, as roupas expostas e até os carros em frente!

  • Tão bom ver que existe tanto para inovar no comércio, basta ter inteligência e vontade de pôr as mãos na massa.

  • Pena que, neste ramo, a maoria prefira a cópia e a imitação...

* vi primeiro no Upadteordie.

sábado, 7 de novembro de 2009

Concorrência amiga

Em dois bairros paulistanos, grupos de lojas concorrentes estão sendo formados para atrair mais consumidores.

Na Vila Olímpia, quatro lojas voltadas a gestantes deram a largada, na intenção de firmar a imagem do bairro como um circuito completo de compras para as grávidas. Funciona assim: quem compra pela primeira vez em uma das lojas do grupo ganha um cupom que dá direito a 15% de desconto nas outras. "Existem entre 20 e 25 lojas dedicadas às gestantes no bairro. A grávida pode resolver sua vida por aqui", diz Flávia Lemes, dona de uma das lojas.

Na Vila Madalena, a coalizão também acontece no ramo de mãe e criança, mas é mais ampla. Envolve oito lojas e produtos de moda infantil, decoração e brinquedos educativos. O grupo vai oferecer atividades de rua para as famílias,com ateliês e brincadeiras, na praça do bairro.

O horário das lojas foi unificado e todas vão funcionar também aos domingos, de 29 de novembro a 20 de dezembro. "Queremos, com essa união, sinalizar que o bairro tem esse mercado infantil forte", diz Paula Moreno, uma das comerciantes participantes.

  • As atividades na Vila Madalena estão sendo divulgadas no site
    circuitovilinha.com.br.
  • As da Vila Olímpia estão em roteirodasgravidas.com.br.
  • Adoro estas iniciativas e acho uma perda de tempo encarar a concorrência como inimiga.
  • Ora, concorrentes são adoráveis! Sem eles ninguém iria a lugar nenhum, não é?

* li na Folha de São Paulo

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Socorro, tem um homem de cueca no provador!

Se você ainda não sabe, já desconfiava: homens não costumam gostar de comprar roupas para si. São as mulheres as responsáveis por mais de 50% das compras de roupa masculina - fato já confirmado em dezenas de pesquisas. Um resultado que não parece ser cultural, mas da espéci,pois foi confirmado em dezenas de países, não importando classe econômica ou nível cultural dos pesquisados, contrariando as expectativas alardeadas pelas mudanças de comportamento masculino deste início de século.

E como isso se dá no ambiente das lojas? Nem sempre funciona. Para além das dúvidas e do desperdício de tempo, muitas dessas compras enfrentam problemas na escolha do tamanho e caimento.

Com a proposta de minimizar as trocas e oferecer maior satisfação tanto para quem compra como para quem recebe o produto, uma cadeia de lojas de moda masculina francesa, a Celio inovou com a contratação dos Shoppenboys - garotos das compras, numa mistura de alemão e inglês - já em sua terceira edição.

Os Shoppenboys são um grupo de homens reais - não modelos! - selecionados em concurso (vídeos e fotos enviados pelos concorrentes, ao estilo BBB) e com tipos físicos variados, que passeiam pelas lojas em datas importantes e comerciais, vestindo apenas uma cueca tipo samba canção na cor vermelha (cor principal na logo da marca).

Eles são baixinhos, muito altos, magros, gordos, corcundas, barrigudos... com idade entre 19 e 63 anos e vestem tamanhos que variam de PP (extra pequeno) a XXGG (super extra grande). Nada comparável com uma versão de "Clube das Mulheres". A intenção é auxiliar as clientes femininas, servindo como manequins ao experimentarem as peças que correspondem a morfologia dos seus companheiros e repassando dicas das preferências masculinas. Tudo de forma leve e bem humorada.

O sucesso da ação pode ser explicado por sua simplicidade e por trazer, na sua essência, um conceito muito buscado nos dias de hoje: a aproximação da moda com as pessoas reais, comuns e verdadeiras, sem o falso glamour das passarelas e das fotos de revistas (com corpos surreais, redesenhados com o auxílio luxuoso de muito photoshop).

Desde a primeira aparição dos Shoppenboys, em 2008, na inauguração da nova loja Celio em Nice, no sul da França, a repercussão ultrapassou as expectativas e a empresa decidiu repetir a dose, nas grandes cidades da França, com farto material de propaganda com o tema, inclusive com um divertido calendário de fotos "sensuais" dos rapazes.

    Aplaudo a iniciativa e simpatizo com os meninos - mas não sei o que faria com um calendário destes em casa...

  • As lojas Celio são lídereres no mercado francês de roupa prêt-a-porter masculina. Atuam em 28 países, com 680 lojas.
  • Desde a primeira edição do evento, o número de correspondências solicitando o serviço aumentou exponencialmente, e no momento há estudos de como atender os consumidores sem banalizar a idéia.
  • Mais que isso, não foi só as mulheres que gostaram da iniciativa. Os homens, também insatisfeitos com a pressão da mídia de moda, estão se cadastrando para, voluntariamente, se transformar em um Shoppenboy por um dia.
  • A lista já conta, no momento, com cerca de 900 nomes que desejam protestar contra a ditadura da moda para os corpos masculinos.
  • E tudo isso, na França!
  • Para entender o clima da campanha, vale se divertir assistindo um dos vídeo enviados:
Foi selecionado, sem dúvida!

domingo, 4 de outubro de 2009

O luxo e o trabalho do artesão

  

"SEBASTIÃO é um adolescente de 13 anos com quem converso com frequência. Gosto dele, e ele tenta gostar de mim, embora, às vezes, eu seja chato.Por exemplo, recentemente, Sebastião me confessou que tinha o sonho de sacudir e explodir um magnum de champanhe - isso quando ele ganhar um Grand Prix de Fórmula 1 ou algo equivalente.
Eu comentei que, nessa ocasião, ele deveria escolher um espumante de terceira -não pelo custo, mas "por respeito". "Respeito pelo quê?", ele perguntou. Improvisei uma dissertação sobre a "méthode champenoise". Expliquei como, numa região específica da França, as uvas chardonnay e pinot são colhidas, seu mosto é fermentado em tanques e, logo, durante seis anos ou mais, transvasado repetidamente em garrafas, retirando do gargalo, a cada vez, o sedimento e as levuras. Evoquei a vida do viticultor, entre a espera e o cuidado da vinha. Falei da invenção do champanhe, no século 17, por um monge que se chamava Dom Pérignon, e das novidades introduzidas pela senhora Clicquot, no século 19. Em suma, estraguei a festa imaginária de Sebastião só para lhe lembrar que o líquido que ele se propunha despejar era o resultado do trabalho paciente de artesãos obstinados e orgulhosos de sua arte. Chatice, não é? Mas tenho uma desculpa. A conversa com Sebastião acontecia em Milão, enquanto: 1) eu estava lendo o novo livro de Richard Sennett, "The Craftsman" (O Artífice, Ed. Record), 2) o centro da cidade, onde a gente estava, era tomado por hordas de compradores de moda e design, entre os quais a maioria absoluta era de "emergentes" de sociedades que, hoje, vivem uma rapidíssima mobilidade social (Rússia e China). Ou seja, eu era circundado por consumidores pouco interessados na qualidade do trabalho embutido nos objetos que eles adquiriam e muito interessados no status que esses objetos e suas marcas podem conferir aos usuários. Ao mesmo tempo, eu era encantado pelo texto de Sennett - seu comovente elogio da perícia que encontra seu maior prêmio no orgulho da obra benfeita. Certo, se nem todo trabalho é alienação, é graças à mestria do artesão, ou seja, à alegria de quem exerce sua destreza, mas é também porque, EM TESE, o usuário do produto artesanal reconhece e admira, no objeto manufaturado, a arte de quem o fabricou. Digo "em tese" porque, de fato, é cada vez menos assim: na extrema insegurança produzida pela rápida mobilidade social ("Será que os outros sabem que eu me enriqueci?"), o novíssimo-rico acumula produtos de luxo (supostamente artesanais) sem ter o tempo de acumular a cultura mínima para apreciá-los. Como assim, que cultura? Quando eu era criança, o senhor Columbaro era o humilde alfaiate da família: ele sabia recortar os ternos velhos do meu pai para confeccionar calças e casacos para nós e, também, ele conseguia dar uma segunda vida a ternos puídos, reconstituindo-os depois de ter virado o tecido pelo avesso. Pois bem, uma vez, o senhor Columbaro me explicou longamente por que um terno de Seville Road cai solto ao redor do corpo (só para começar: a tela interna não é colada, mas costurada com centenas de pontos). Comecei assim a enxergar, nos produtos manufaturados, o esforço e a habilidade de quem os fabrica. É possível que, um dia, o preço de um produto artesanal não seja decidido pela excelência do trabalho do artífice, mas seja apenas função do status que sua posse confere (inevitavelmente) numa sociedade em que o consumo aparente define as diferenças sociais. A partir daquele dia, aos poucos, só sobrarão produtos medíocres, que não dirão nada sobre a perícia do artesão -apenas bradarão o status de seus consumidores. Os leitores de "Gomorra", de Roberto Saviano (ed. Bertrand Brasil), assim como os espectadores do filme homônimo, sabem que já há porões em que se fabricam, ao mesmo tempo, do mesmo jeito e no mesmo molde, a suposta alta-costura e suas "cópias" destinadas a quem só quer passear com uma marca famosa gravada no peito. Qual a relevância disso tudo? Pois é, vou parecer catastrofista, mas penso assim: no dia em que formos incapazes de reconhecer e respeitar, no produto, a excelência do artesão, quando não soubermos mais enxergar o trabalho humano nos objetos que usamos, teremos perdido todo interesse pela vida concreta -inclusive pela nossa própria. Era isso que eu tentava dizer a Sebastião."

  • A foto acima é de Ana Clara Garmendia e mostra um artesão da Fendi, exibindo sua arte na noite de celebração da Vogue, o Fashion's Night Out, em 10 de setembro deste ano, em Paris.
  • Gosto ainda mais deste texto porque repete os ensinamentos que passei a vida ouvindo, da boca de meu pai
  • Ensinamentos que voltam à minha mente sempre que vejo uma liquidação em lojas que, supostamente, deveriam vender produtos artesanais de alto luxo, como Dior, Louis Vuitton ou Salvatore Ferragamo.
  • Se os administradores destes negócios pensassem como meu pai ou o escritor do texto acima, jamais rebaixariam o preço de produtos criados com tanto esforço e habilidade.
  • É que este tipo de "valor" não anda em voga nestes dias...
 
 
*



* crônica de Contardo Calligaris, publicada em janeiro de 2009, na Folha de São Paulo. ** tela "Ute the Craftsman", do pintor realista Scott Brough, 1999.

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Pichação chique

No último dia 13 de julho, a loja da Giorgio Armani em Hong Kong amanheceu com uma versão "derretida" do logo da Chanel aplicada em sua fachada. Detalhe: a tinta era guache de criança, que sai lavando…

A piada com as duas grifes foi obra do artista francês Zevs, e a brincadeira fez com que ele fosse parar na delegacia às vésperas da abertura de sua exposição na cidade.

Em cartaz até 30 de setembro em Hong Kong, a mostra "Liquidated Logos" (logos liquidados, em tradução livre) reúne uma série de logomarcas - da Louis Vuitton à Coca Cola, além do símbolo da Chanel- exibidas em telas ou objetos em cerâmica, como se estivessem derretendo.

Zevs reproduz as marcas em suas cores originais, mas usando tintas em excesso. "O logo se dissolve na frente de quem o observa, chamando a atenção e perturbando visualmente essas marcas tão conhecidas e onipresentes. O que eu tento é investigar o poder visual do logo", completou o francês, que só se deixa fotografar com chapéu e uma meia fina escondendo o rosto.
  • Zevs escapou de ter de pagar 600 mil euros à Armani e passar duas semanas na cadeia pelo "atrito entre marcas" que atiçou.
  • E a Chanel? Não vai processar o Zevs por apropriação intelectual ilícita(branding piracy)?
  • A arte de Zevs não te inspira? Sem piração: na próxima temporada de liquidação quão bacana seria ver logos "derretendo-se" (= liquidated logos) nas vitrines e material publicitário das lojas daqui - muito mais inovador do que as (já desgastadas) palavras de ordem: "sale", "off", "promoção", etc et all...

* Zevs, ou Christophe Schwarz, 31, começou a grafitar em Paris na década de 90. Desde a metade dos anos 2000, Zevs deixou de lado as ruas e anúncios publicitários para intervir em logomarcas - nem o Google escapou de ter suas tintas diluídas. Li na Folha.

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Conselhos...

Imelda Marcos está chegando. Compre mais sapatos agora!" Cartaz (pendurado no cabide!) no depósito da Barney's New York (Barney's Warehouse Annual Sale, de 20/08 a 7/09/09.

"Enfie sua bunda em alguma calcinha sexy!" A "Raposa do Brooklyn", sex shop, agosto/09.

  • Viver em Nova York tem dessas vantagens. Com tantas opções e tão pouco tempo a perder, a publicidade não substima a inteligência do consumidor e simplifica.
  • Vai direto ao ponto.
  • Sem gastar "rios de dinheiro"
  • Com muita criatividade. E sem dispensar o bom humor.

* a foto da Barney's veio do dbstudio. "The Brooklyn Fox", do Racked New York

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Precoce

A professora de Matemática solicitou como tarefa que cada um imaginasse um nome para uma loja e que fosse criado um anúncio de promoção de algum produto.

Ele começou a desenhar, em silêncio, sem pedir orientação. Deixei-o sozinho, criando. Só olhei o resultado final:

  • Nome da loja: GASTE!
  • Promoção: Só hoje, TV Plasma. De R$4.999,99 por R$4.999,98. Só aqui: GASTE!

domingo, 30 de agosto de 2009

Antes que agosto termine...

...preciso esclarecer: foi no blog da escritora infantil Silvana Tavano, o excelente Diários da Bicicleta, que eu achei a inspiração para o post Aposte no oposto: xô desgosto!

Explico: a frase do título é de sua autoria, assim como estas outras duas, que servem direitinho como tema ou slogan para alavancar as vendas de agosto:

  • "Agosto, mês do bom gosto" ou
  • "Eu gosto de agosto".
  • Mas, o meu predileto é mesmo o "Aposte no oposto: xô, desgosto!".

Ok, a dica veio um pouco tarde, mas anota em uma pasta de "Ideias", envia para sua agência de publicidade ou, caso pertença à família dos elefantes, guarda aí na sua cachola mesmo. Pronto! Já tem um tema para a campanha de vendas de agosto do ano que vem - seja com clientes, seja internamente mesmo, entre vendedores.

Não achou tudo aquilo? Tudo bem, só não esqueça:

Nossa mente é como um pára-quedas: só funciona se abrir.

  • Qualquer leitura é válida! Mesmo as denominadas "infantis".
  • E você, conhece melhor maneira de voar?

* a ilustração também veio do blog da Silvana Tavano. É um clipart, do
Discovery Education. A frase abaixo dela não lembro onde li - é que, apesar do tamanho, não sou parente dos elefantes...

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Perfume de flores no ar

Sabe o floral Liberty? Aquele floral miudinho que está no lançamento da Nike, no anúncio da Schutz deste verão, do desfile da Triton do último SPFW, nos vestidinhos by Kate Moss para Topshop que esgotaram em um dia...

O nome vem da marca inglesa Liberty of London, criada na década de 1875 e primeiramente chamada de East India House, pelas mãos de Arthur Lasenby Liberty. Os tecidos orientais que ela vendia ficaram tão famosos que Arthur começou a importar seda, cashmere e algodão sem tingimento, para estampá-los à mão na Inglaterra.

A história deles é mesmo gloriosa - vale ficar de olho. Paul Poiret já criou pra marca (no começo dos anos 30) e vários outros já usaram os seus tecidos, de Cacharel a Mary Quant.

A Liberty continua existindo, servindo de fonte de inspiração para outras marcas e inovando. A última novidade é uma exposição de peças (Prints Charming, em cartaz até 2 de setembro) com releituras de padronagens clássicas e um concurso de looks, tudo dentro da temática da loja.

Embalada pela forte tendência floral, a loja de departamentos aproveitou um dia ensolarado do final do verão europeu para promover um pequeno concurso de looks. A vencedora, vestida com peças bastante coloridas, ganhou um bule e um caderno. Ambos, obviamente, inteiramente estampados com minúsculas e numerosas flores.

Fachada recebeu papel de parede e arranjos naturais
No exterior do prédio, a fachada foi completamente revestida com papel de parede em padronagem de uma das estampas Liberty, em tons suaves de rosa, vermelho e verde. Arranjos de flores naturais completam o visual da loja.

Antes

Depois

  • Adorei a intervenção na fachada! E não é que é uma excelente idéia para dar um up no exterior das lojas?! Edifícios comerciais no Brasil costumam ser tão sem graça...

*do Portal Use Fashion e do Blog LP

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Maratona Fashion - Les Soldes à Paris

Começou na semana passada a mais disputada maratona fashion de Paris.... Não, não estou falando de alguma fashion week. Falo da "corrida" aos soldes (saldos)!

É preciso preparo físico para enfrentar esta "competição". Lojas que, nos últimos meses estavam calmas e com vendas morosas, sentiram-se como em época de Natal (natais anteriores a 2008, que fique bem claro!).

O Soldes é um assunto tão sério para os franceses (afinal, são YSL, Hermés, Chanel, Balmain, valentino, Rykiel - tudo! - com até 80% de descontos) que ninguém perde tempo: dias antes do início das promoções as lojas são vasculhadas, roupas experimentadas e listas de compras são escritas com requintes de detalhes, com até mesmo a referência do ítem desejado.

E não só, o Soldes faz parte de uma estratégia bem planejada do governo francês, regida por leis severas e com critérios preestabelecidos. (Eu morro de inveja... vê só:)
  1. Datas fixas (decreto artigo L. 310-7) e duração somente de 5 semanas
  2. A publicidade sobre soldes só é permitida durante as semanas de promoção (e uma semana antes)
  3. Os preços antigos devem constar, junto ao valor de redução de -30%,- 40%, -50%, -70% e assim por diante.
  4. Os soldes são divididos em "demarcas": a primeira, com duração de 2/3 semanas; logo entra a segunda demarca, onde os preços baixam ainda mais e finalmente a última, onde as peças podem ter até 90% de redução! Para quem tem sorte e consegue a peça de sonhos na última demarca, é como fazer um gol de decisão na copa do mundo... Conheço quem tenha comprado vestidos Valentino a 100 euros!
  5. Peças fora de soldes devem ser sinalizadas como "nova coleção" e só se deram entrada no estoque da loja uma semana antes do soldes oficiais.
  6. A palavra SOLDES só tem autorização de uso nos casos acima.
  7. Promoções podem ser feitas fora do calendário oficial, mas passam por regras bem restritas. Não se pode decidir baixar o preço por conta própria.
  8. O controle é feito semanalmente e as multas são altíssimas para quem tenta dar um "jeitinho"...

  • Vai daí que se entende porque que as francesas são tão magras (as danadas!): é preciso estar em plena forma para os Soldes!
  • Interessou? Os soldes de inverno começaram em 24 de junho e vão até 28 de julho...
  • Já eu... como escrevi antes (e falo sempre que deixam) não quero morrer sem antes ver, aqui, no comércio de minha cidade, semanas de liquidação como as européias, organizadas, preestabelecidas e regidas por legislação.
  • Mas, uma andorinha só não faz o verão... Quem está comigo?

* dados do Mundo do Marketing. A primeira foto é da campanha da Prefeitura de Paris. A segunda, da Galeries Lafaytte, tirada no metrô. A última é da ilustradora parisiense, Soledade Bravi, que desenhou, entre "milles autres choses", as lindas caixas do chocolate Pierre Herme.

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Fashion's Night Out - o Vogue's Day

Dizem que foi idéia da própria Anna Wintour - a "diaba" - que, entre uma edição e outra da Vogue US (a revista que é a própria bíblia do consumo de moda mundial), bolou uma ação para celebrar a indústria fashion e incentivar o consumo nesses tempos difíceis. (Que foi, Anna, a água bateu aí, foi?) O Fashion's Night Out foi apresentado em maio de 2009 pelo prefeito da cidade norte-americana Michael Bloomberg (e eu repliquei imediatamente, em 16/05). Apoiado por empresários, estilistas, modelos e artistas, o evento está programado para acontecer dia 10 de setembro (quinta-feira), em 13 capitais do mundo simultaneamente. Lojas em Nova York, Madri, São Paulo, Paris, Moscou, Milão, Pequim, Londres, Berlim, Atenas, Nova Délhi, Tóquio e Taipei ficarão abertas até meia-noite com atividades para promover a ação. Será uma ação similar à produzida pela champanhe Chandon na Oscar Freire, em São Paulo: mais de 100 lojas dos EUA já se cadastraram para, na data, receber clientes com bebidinhas, descontos e outros mimos exclusivos. Estão por trás da iniciativa nomes como Anna Wintour, Vera Wang, Tommy Hilfiger e Oscar de la Renta. Em São Paulo, o evento incluirá o Shopping Iguatemi, Market Place e a Daslu, onde acontecerão pocket-shows, microdesfiles, sorteios e até gincanas do tipo "caça ao tesouro". Além disso, cada local terá um stand da Hering onde serão vendidas camisetas do evento com parte da renda revertida para causas sociais. Os consumidores brasileiros já podem acompanhar todos os preparativos da festa através do blog exclusivo no site da RG Vogue, além de conhecer as "apostas" dos editores da revista brasileira para as coleções das marcas participantes. Serão selecionadas 10 peças de cada, que ganharão uma etiqueta especial e dicas de como usar junto com outras tendências de moda. Entre as grifes participantes estão 284, Accessorize, Alexandre Herchcovitch, Armani, Calvin Klein, Cavalera, Christian Louboutin, Diesel, Dior, Gucci, Hering, Isabela Capeto, Lacoste, Louis Vuitton, Marc Jacobs, Maria Bonita, Osklen, Rosa Chá e Vivara. Por enquanto. Estima-se que mais de 100 marcas participem da ação.

  • Difícil que uma ação solitária consiga minimizar os efeitos da crise nos Estados Unidos ou gerar algum ânimo em um mercado tão retraído...
  • Mas não desdenha, não! Minha opinião é que eventos como este vão começar a pipocar por aí.
  • Tem um montão de gente inteligente prevendo uma "nova ordem mundial" onde comunidades unidas por interesses comuns começem a se manifestar... presta atenção!
  • Uma coisa é certa: este é um super evento para o mercado da moda.
  • E que tal pegar um "jacaré" nessa marola? Aproveita algumas destas sugestões: aqui e aqui!

* nas fotos, famosos como Reinaldo Gianecchini e a estilista Lenny Niemeyer ( na primeira foto) e as tops Bruna Tenorio e Ana Claúdia Michels, entre a a maquiadora da MAC, Vanessa Rozan, vestiram na SPFW a camisa do Fashion´s Night Out.

sexta-feira, 12 de junho de 2009

Morno e frio - o Dia dos Namorados no Brasil

E chegamos ao Dia dos Namorados, a comemoração mais comercial do ano (sabe do que estou falando? No final do texto explico.) Sendo assim, era de imaginar que o comércio e agentes publicitários "deitassem e rolassem" com todas as possibilidades que a data sugere. Que nada. Ao invés de surpreender-me com ações de marketing cativantes o que vi foi um pouco mais do mesmo - e tudo muito morno, sem nenhum arroubo de emoção, como a data sugere. Mas, minha chatice é respeitosa - fiz uma pequena seleção do que mais me chamou a atenção.

A coleção com edição limitada da Arezzo

A Arezzo há algum tempo vem lançando mini coleções, com curto período de validade nas vitrines, mas esta é a primeira com o tema Dia dos Namorados. São 3 modelos de sapatilhas, 3 modelos de bolsas, 3 de cintos e 3 modelos de chaveiros, todos com corações e a palavra love como estampas.

  • Teve quem não gostasse da cor caramelo utilizada, mas achei bem a cara da Arezzo.
  • Destaque para a sapatilha "gêmea" - um pé com a palavra my e outro com love. Achei fofo. Será que as namoradas aprovaram?

Gant recorre a Santo Antônio

O mais casamenteiro dos santos ainda tem poder para arrumar casamentos? A Gant, grife estadunidense (no país desde 2007, com 3 lojas próprias), confeccionou medalhas em prata 950 com o rosto de Santo Antônio para ajudar a transformar o namoro em casamento. A designer Camila Sarpi foi quem criou os pingentes, desenvolvidos para serem usada em correntes ou pulseiras, tanto para os homens quanto para as mulheres. Mas só ganha quem fizer compras acima de R$ 500,00.

  • Achei simpático. Para uma loja "gringa", mais fácil seria importar alguma campanha do Valentine's Day. Investiram em um produto com conceito e design brasileiro. Acertaram!

Sorte no amor?

A ação da Spezzato veio para minha seleção por ser pouco convencional: as clientes da marca (de moda jovem feminina) que passaram esta semana nas lojas da Vila Nova Conceição, em São Paulo e na loja do Shopping Iguatemi, de Campinas puderam agendar uma consulta com uma cartomante.

  • O assunto? Ah, o amor, claro! Com jeitão de Halloween, mas, enfim...

Polêmica instalação com camisinhas da A/X

Quatro corações formados por 450 preservativos estão expostos nas vitrines das lojas Armani Exchange (4, no Brasil). Eles integram a campanha Give Love, Get Love (Dê amor, receba amor), que valoriza a importância do sexo seguro. Parte da receita das vendas no período será revertida para a Associação Brasileira para Estudo, Prevenção e Tratamento da Síndrome Metabólica em Aids (Abemaids).

  • Até aí, nenhuma novidade. Existe coisa mais óbvia do que coraçõezinhos vermelhinhos ou cupidinhos fofinhos para todos os lados? Mas acreditem, estas vitrines causaram a maior polêmica nos Estados Unidos, às vésperas do Valentine’s Day, deste ano.
  • A gerência do Somerset Collection Shopping, na cidade de Troy, Michigan julgou a vitrine ofensiva e ordenou a retirada dos corações. Mas, mas... Olhem a imagem no detalhe: são camisinhas fechadas, não há nenhuma foto com casais insinuando sexo ou frases picantes, nada.
  • Francamente! Este shopping sofre de crise de identidade - pensa que está em Roma, dentro do Vaticano!

  • O Dia dos Namorados foi introduzido no Brasil, em 1950, pelo publicitário João Dória (autor do slogan "não é só com beijos que se prova o amor"). A intenção de Dória era criar o equivalente brasileiro ao Valentine's Day - o Dia dos Namorados realizado nos Estados Unidos.
  • É provável que o dia 12 de junho tenha sido a data escolhida porque representa uma época pobre em festas comemorativas que alavanquem as vendas do comércio. Outra versão diz que o publicitário quis reverenciar a véspera do dia de Santo Antônio, o santo casamenteiro.
  • A idéia funcionou tão bem entre os comerciantes, que desde então o Brasil inteiro comemora anualmente a data.
  • Nos Estados Unidos e na Europa, não existe Dia dos Namorados, mas uma data que celebra o amor - o Valentine’s Day, em 14 de fevereiro, em homenagem ao Bispo Valentino. Em 270 a.C., o bispo romano Valentino desafiou o imperador Claudius II que proibia que se realizasse o matrimônio e continuou a promover casamentos. Para Claudius, um novo marido significava um soldado a menos. Preso, enquanto esperava sua execução, o bispo Valentino se apaixonou pela filha cega de seu carcereiro, Asterius. E, com um milagre, recuperou sua visão. Para se despedir, Valentino escreveu uma carta de amor para ela. Foi assim que surgiu a expressão From your Valentine. Mesmo tido como santo pelo suposto milagre, ele foi executado em 14 de fevereiro.

  • E vocês? Viram ou participaram de alguma ação de marketing interessante neste Dia dos Namorados? Em se tratando de amor - e com o frio que anda fazendo, jurava que a "chama da paixão" incendiaria vitrines e lojas. Agora só me resta torcer para que, ao menos, a temperatura aumente entre quatro paredes, na rede, no chão, na garagem, na fazenda, numa casinha de sapê... ando meio descrente, mas lá no fundo bate um coração incorrigivelmente romântico - desejo que vocês sejam mais criativos que o pessoal aí de cima! E que tenhamos todos, um Feliz Dia dos Namorados!

* li sobre estas campanhas em vários sites de moda e notícias e fui juntando tudo para colocar aqui. Quero pontuar somente a última imagem. Trata-se de um cartaz francês atribuído a um "grupo que organiza ações espontâneas contra a publicidade". O texto incita as pessoas a fazerem amor, apesar das lojas e mostra um coração ostentando um cartaz que diz: Não estou à venda! Será, mesmo?

sábado, 16 de maio de 2009

Vogue Day

Notícia fresquinha: a Condé Nast está preocupada com a crise no mercado de moda. Afinal, a poderosa editora das revistas Vogue também depende disso. Por isso mesmo, o presidente da Condé Nast, Jonathan Newhouse e a muito famosa diretora de Vogue América, Anna Wintour, resolveram criar um evento internacional, nos 22 países onde Vogue é editada, que durará só uma noite, mas vai dar o que falar.
Será no dia 10 de setembro, das 18h às 24h, nos principais circuitos de moda do mundo: as lojas ficarão abertas, e parte de toda a renda vendida irá para ONGs beneficentes. O anuncio oficial será feito em Nova York no dia 20 (deste mês).
No Brasil, Patricia Carta, editora da Vogue brasileira, já está à toda com a organização do evento, que será realizado apenas em São Paulo, em princípio na Daslu, no Shopping Iguatemi e no circuito Oscar Freire. Já conversou com Eliana Tranchesi, Carlinhos Jereissati (do Iguatemi) e Rosangela Lyra (da associação comercial da Oscar Freire), e todos gostaram da idéia. Ainda falta resolver algumas coisas, mas o evento não precisará de patrocinadores, o que facilita a história. Precisará, sim, do apoio da Prefeitura. O que já está sendo tratado. Tanto que o anúncio oficial em São Paulo será no dia 17 de junho, no SPFW, com a presença do prefeito Kassab.
Patricia reitera que o foco do evento é alavancar vendas, tirar o mercado da crise. Não é fazer promoção de liquidações! Por isso a data: setembro, quando as novas coleções estarão nas lojas do mundo todo. E o mais legal: as produtoras de Vogue colocarão etiquetas nos produtos que elas recomendarem.
  • Idéia boa pra copiar, hã? Que tal? Já pensou todos os lojistas da sua rua, shopping ou CDL de sua cidade organizados em um bom fusuê, com uma boa ação envolvida? Com direito à musica, pipoca, balões...
  • E as etiquetas de recomendação podem ser feitas por celebridades locais ou gente que trabalha com moda, tipo top cabeleileiros, modelos, fotógrafos, stylists, apresentadores de TV, pessoas que, reconhecidamente, entendem de moda e esbanjam estilo.
  • A Promenade Chandon da Oscar Freire (já leu?) tem o jeitão desse evento e é uma boa inspiração - eu adoro!

* li no Cesar Giobbi.

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Fechando IV - Com clientes dentro!

A Victoria's Secret fecha loja para noivas! No domingo, 3 de maio, a loja da Lexington Avenue (Nova York) foi fechada exclusivamente para noivas.
As clientes - 50 noivinhas e seus convidados - tiveram assessoria de vendedores treinados especialmente para auxiliarem na escolha das melhores lingeries e maquiagens para usar no grande dia e assistiram a uma palestra com Mindy Weiss, a top wedding planeers dos Estados Unidos - a maior autoridade em organização e planejamentos de festas e casamentos nos EUA. Tudo isso regado a muito champanhe coquetéis e hors d'oeuvres especiais.

Para conferir a decoração da loja para o evento e parte da coleção especial de noivas, acompanhe comigo esta seleção de fotos feitas por uma noivinha blogueira (me espanta que disponham de tempo também para blogar!).

As cores que são a aposta da Victoria Secrets para as noivas 2009: lavanda e beringela.

Mesmo os modeladores são sedutores e não podem ficar de fora, nem na Victoria Secrets!

Buquês na decoração- com camélias, peônias e orquídeas - très chic!

Frases engraçadas (noiva "amarrada") nas típicas calcinhas americanas (reparem que a parte da frente parece uma tanga, mas atrás...) E vidros de balas com calcinhas embrulhadas com lacinhos cor de rosa.

E para as noivinhas antendas com a moda, uma aposta "haute couture": preto, rendas, transparências e mini rosas em tule, aplicadas à mão - tudo junto que é para não dar a oportunidade da cliente reclamar!

  • Deu para perceber que a loja da Lexington Avenue é enorme? Além do mais, sei de um monte de brasileiras que não hesitariam em morar lá dentro, tamanho é o encantamento pelas coisas que a empresa produz.

A flag ship da Victoria Secrets - "the most luxurious location ever!" (segundo a Morgan, noivinha que cedeu as fotos para este post.)

* li primeiro no Noiva.com. A foto do convite também veio de lá. As outras vieram do Moments by Morgan. E a da fachada da loja é do Fashion Windows.

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Cliente paga o quanto quer em site de moda

Um site de moda da França está convidando os internautas a pagarem o que quiserem por 10 mil artigos durante uma promoção que ficará em vigor por quatro dias e que a empresa descreveu como "fórmula antirrecessão".
 

Entre 15 e 18 de maio, o site http://www.brandalley.fr/ disponibilizará roupas, sapatos, bolsas e outros acessórios originais de grifes famosas a um preço base de 1 euro, deixando os compradores pagarem mais somente se quiserem. Cada cliente poderá comprar no máximo dois itens.

 

"É uma liquidação que vai elevar o poder de compra dos consumidores num momento de crise, elevar nosso perfil, aumentar o tráfego em nosso site e gerar uma repercussão na net que é essencial para qualquer empresa que vende online", disse o executivo-chefe da BrandAlley, Sven Lung. O site faz parte dos 15 maiores varejistas da internet na França, com faturamento previsto de 50 milhões de euros este ano.

 

A promoção vem após iniciativas semelhantes de restaurantes em Londres e Sydney, que procuraram combater o ambiente pessimista gerado pela recessão econômica, deixando, por períodos limitados, que os clientes, depois de fazerem uma refeição, decidissem quanto achavam que ela valera. A expectativa é que as pessoas gostem da experiência e retornem aos restaurantes, mesmo depois de os cardápios voltarem a apresentar seus preços tradicionais.

Lung disse que a estratégia da BrandAlley é semelhante, com o intuito de atrair clientes novos que normalmente não compram pela internet. Ele admitiu que comprar bens online é impessoal, comparado a ir a um restaurante, e que pode ser mais fácil para os clientes (que não presenciaram um "esforço de atendimento") pagarem o preço mínimo dos seus produtos e nada mais. Se isso acontecer, a empresa pode perder até 90 mil euros.
 

"É um risco. Não vou me iludir. As pessoas que estão diante de suas telas permanecem anônimas e vão querer fazer um bom negócio. Mas tenho esperanças de que seja um sucesso", disse ele, acrescentando que, "com o tempo, os clientes novos conquistados compensarão pelos possíveis prejuízos".

     

  • Essa notícia vem de encontro com outras duas que li recentemente, sobre uma pesquisa realizada pela Euro RSCG Worldwide nos Estados Unidos, França e Reino Unido que comprova que, durante o período de vacas magras o consumidor aumenta sua percepção de valor. Ou seja, quer mais qualidade pelo mesmo preço.
  • Segundo David Jones, Executivo-Chefe Global da Euro RSCG Worldwide, isso não significa que estamos diante de caçadores de barganhas. "Valor é muito mais complexo do que simplesmente preço".
  • Outra pesquisa, esta realizada apenas no Reino Unido, pela LinkShare em parceria com o Penn Schoen & Berland Associates, aponta que 92% dos consumidores confiam mais no resultado de suas buscas online do que nas informações dadas por vendedores. 81% deles fazem pesquisa na internet antes de comprar e 19% declararam que pretendem diminuir suas compras na rua para aumentar as realizadas na rede.
  • Uôu! Essas informações geram tantas reflexões que é difícil focar em uma só. Por hoje, sugiro uma tarefa de casa. Tente responder porque 92% dos consumidores (uma soma de respeito - a que se considerar) não confiam nas informações dadas por vendedores, ãhn?
  • Respostas nos comentários, plis!
* da agência Reuters/Paris, para o jornal Correio do Brasil. Resultados das pesquisas, do Portal Use Fashion.