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quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Socorro, tem um homem de cueca no provador!

Se você ainda não sabe, já desconfiava: homens não costumam gostar de comprar roupas para si. São as mulheres as responsáveis por mais de 50% das compras de roupa masculina - fato já confirmado em dezenas de pesquisas. Um resultado que não parece ser cultural, mas da espéci,pois foi confirmado em dezenas de países, não importando classe econômica ou nível cultural dos pesquisados, contrariando as expectativas alardeadas pelas mudanças de comportamento masculino deste início de século.

E como isso se dá no ambiente das lojas? Nem sempre funciona. Para além das dúvidas e do desperdício de tempo, muitas dessas compras enfrentam problemas na escolha do tamanho e caimento.

Com a proposta de minimizar as trocas e oferecer maior satisfação tanto para quem compra como para quem recebe o produto, uma cadeia de lojas de moda masculina francesa, a Celio inovou com a contratação dos Shoppenboys - garotos das compras, numa mistura de alemão e inglês - já em sua terceira edição.

Os Shoppenboys são um grupo de homens reais - não modelos! - selecionados em concurso (vídeos e fotos enviados pelos concorrentes, ao estilo BBB) e com tipos físicos variados, que passeiam pelas lojas em datas importantes e comerciais, vestindo apenas uma cueca tipo samba canção na cor vermelha (cor principal na logo da marca).

Eles são baixinhos, muito altos, magros, gordos, corcundas, barrigudos... com idade entre 19 e 63 anos e vestem tamanhos que variam de PP (extra pequeno) a XXGG (super extra grande). Nada comparável com uma versão de "Clube das Mulheres". A intenção é auxiliar as clientes femininas, servindo como manequins ao experimentarem as peças que correspondem a morfologia dos seus companheiros e repassando dicas das preferências masculinas. Tudo de forma leve e bem humorada.

O sucesso da ação pode ser explicado por sua simplicidade e por trazer, na sua essência, um conceito muito buscado nos dias de hoje: a aproximação da moda com as pessoas reais, comuns e verdadeiras, sem o falso glamour das passarelas e das fotos de revistas (com corpos surreais, redesenhados com o auxílio luxuoso de muito photoshop).

Desde a primeira aparição dos Shoppenboys, em 2008, na inauguração da nova loja Celio em Nice, no sul da França, a repercussão ultrapassou as expectativas e a empresa decidiu repetir a dose, nas grandes cidades da França, com farto material de propaganda com o tema, inclusive com um divertido calendário de fotos "sensuais" dos rapazes.

    Aplaudo a iniciativa e simpatizo com os meninos - mas não sei o que faria com um calendário destes em casa...

  • As lojas Celio são lídereres no mercado francês de roupa prêt-a-porter masculina. Atuam em 28 países, com 680 lojas.
  • Desde a primeira edição do evento, o número de correspondências solicitando o serviço aumentou exponencialmente, e no momento há estudos de como atender os consumidores sem banalizar a idéia.
  • Mais que isso, não foi só as mulheres que gostaram da iniciativa. Os homens, também insatisfeitos com a pressão da mídia de moda, estão se cadastrando para, voluntariamente, se transformar em um Shoppenboy por um dia.
  • A lista já conta, no momento, com cerca de 900 nomes que desejam protestar contra a ditadura da moda para os corpos masculinos.
  • E tudo isso, na França!
  • Para entender o clima da campanha, vale se divertir assistindo um dos vídeo enviados:
Foi selecionado, sem dúvida!

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Frase

"Aprendi em meu trabalho que o que não vende não é moda..." Tom Ford, estilista

* Tom Ford por ele mesmo: no anúncio do novo perfume da sua grife, Grey Vetiver, Tom Ford é o modelo da foto, fotografado por ninguém menos que… Tom Ford! E sinaliza: cinza é novo preto para a moda masculina.

domingo, 14 de junho de 2009

Apoio declarado

Mesmo sofrendo represálias e sendo um tema que ainda suscita muita polêmica (ou exatamente por este motivo), muitos fabricantes e lojistas de moda ao redor do mundo mostram-se simpáticos ao universo GLBT.

Alguns de forma sutil

Vitrine Ralph Lauren, Nova Iorque (2008)

ou escancaradamente

Campanha da italiana RA-RE, clicada por Oliviero Toscani

Na sua logomarca

Loja 2 Meninos (São Paulo), especializada neste nicho de mercado

Em apoio ao direito de constituírem família

porta de elevador da Loja Ikea, (Massachusets, EUA);

e em mais uma foto de Toscani para a italiana Ra-RE

Na vitrine

da pequena loja de Marc Jacobs no Soho, NY, 2008 - onde o modelo é o próprio Jacobs.

e na enorme Macy's da Herald Square (New York, 2007)

No catálogo

da grife carioca Alex Mallet

E no desfile

de Walério Araújo (divertido e transgressor, acima na foto), para a Casa de Criadores, (São Paulo, 2009)

  • Lembrando que, Oliviero Toscani é o autor das famosas (e polêmicas) campanhas da Benetton, dos anos 90. Como esta, de 1993, que mostra um homem agonizando de aids, ao lado da família e com a mão de outro homem oferecendo-lhe conforto.

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Uso de gravatas aumenta no Brasil

Com alta de mais de 12% em relação a 2007, o Brasil vendeu 18 milhões de gravatas no ano passado, 11 milhões de unidades produzidas no país e as 7 milhões restantes provenientes principalmente da China. Os dados são do Instituto de Estudos e Marketing Industrial e da Secretaria de Comércio Exterior, que revelam ainda a queda de 20 milhões para 10 milhões de unidades vendidas entre 1995 e 2005 na Alemanha.

No Brasil, a popularização da peça se deu enquanto o setor de serviços cresceu 18% desde os anos 1990 e adotou a gravata como símbolo de ascensão social, mesmo que esta venha da China e custe apenas 12% do mesmo produto nacional. Enquanto isso, os altos executivos brasileiros aproximam-se cada vez mais do visual despojado e uso facultativo da gravata, observado já na instituição do “casual day”, a sexta-feira que libera o estilo formal em algumas companhias.

Estudos do Instituto Gallup, divulgados pelo Wall Street Journal, explicam esta simultânea ascensão do acessório no Brasil e queda no resto do mundo. Executivos de classes mais elevadas perderam o gosto pela peça por constatarem que a gravata não é mais sinônimo de poder. Para eles, quem realmente tem poder aquisitivo e elevada posição social, pode se vestir como bem entender.

Resta aos fabricantes encontrar novos meios de incrementar e desvencilhar a imagem da gravata unicamente como símbolo de distinção social nos países desenvolvidos. Iniciativas inovadoras, como a do bolso secreto e caseas ( que são presas aos botões da camisa) da iTie. Desenvolvida para ficar na posição vertical o tempo todo, a gravata dispensa o uso do prendedor e evita pequenos acidentes como sujá-la com café ou durante o almoço. Já no bolso podem ser guardados objetos como canetas, cartões de crédito e até mesmo tocadores de mp3, cujos fios podem ser escondidos atrás da gravata ou mesmo por dentro da camisa. Este compartimento também é vendido separadamente para ser incluído em gravatas normais. Em seu site, a marca divulga este vídeo demonstrando as utilizações:

  • No site da iTie descubro que está previsto o lançamento de uma versão maior de bolso, para comportar celulares como o iPhone e o Blackberry e até mesmo câmeras digitais e palm tops (!!!). Imagino que devam lançar também um novo modelo de gravata, estilo xale, para comportar este bolso!
  • Existe um dado que não está no texto e que julgo merecedor de observação: o aumento do número de vendas de gravatas no Brasil deve ser proporcional ao aumento de fiéis evangélicos que frequentam igrejas pentecostais.
* fotos e textos do Portal Use Fashion. As gravatas com estampas da bandeira brasileira estão disponíveis no site britânico Zazzle.

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Um "vistaço" pela Europa

Ou "O glamouroso universo fashion X as mazelas dos países sub ou em desenvolvimento".
  • Sabia que as roupas vestidas por europeus vêm, principalmente, de países com mão-de-obra barata?
  • De acordo com o Departamento de Estatísticas da União Europeia, Eurostat, o valor total de roupas importadas em 2007 foi de quase 60 bilhões de euros (R$ 181 bilhões), sendo que 38% das mercadorias vieram da China, 15% da Turquia e 8% de Bangladesh.
  • Na Alemanha, 90% das roupas provêm do exterior.
  • Segundo dados da organização europeia da indústria têxtil e de vestuário Euratex, os consumidores europeus gastam, em média, 700 euros por ano em roupas.

  • Porém, por trás dessa média podem estar escondidas muitas diferenças. Os italianos, por exemplo, chegam a desembolsar 1 mil euros por ano com roupas, enquanto que os poloneses, apenas 100 euros.

  • As fotos deste post revelam algumas curiosidades. A primeira é de um lojista de Milão, Lodovico Barbera (vestir mocassins sem meia é tão italiano, mas ainda me surpreende). A segunda foto também é de um milanês, o Dario, vendedor de uma das lojas de alfaiataria mais chiques da cidade, a Cesare Attolini. O Scott Schumann, fotógrafo do The Sartorialist ficou tão impressionado com a perfeição do look e com comprimento - corretíssimo - das mangas do blazer do Dario, que foi até a loja onde ele trabalha para aprender tudo sobre esse "pequeno detalhe tão importante" da indumentária masculina. Achei o moço muito chique, mesmo. E leva o maior jeitão de bom vendedor.
  • A terceira foto é de um polonês. Se ele gasta somente 100 euros por ano com roupas deveria escrever para a Vogue americana um tratado ensinando como consegue ser elegante com tão pouco!

* os dados eu peguei do Portal Onne. As duas primeiras fotos são do The Sartorialist. A última vem do blog de street style da capital polonesa, o Warsaw Streets. (Tenho que me conter - se deixar, ilustro todos os posts com moda masculina - uma paixão!).

segunda-feira, 16 de março de 2009

Crítica de Loja - Renner, C&A, Marisa e Riachuelo *

O site Chic, administrado pela consultora de moda Gloria Kalil, fez uma série de reportagens sobre as coleções de inverno 09 das lojas de departamento. Foi mais de um mês entrevistando os responsáveis pelo estilo de cada marca, fotografando as peças e visitando algumas unidades da Renner, Riachuelo, Marisa e C&A. O que diferencia uma marca da outra não é o preço – todos muito parecidos, com variações de, no máximo, R$ 10 em produtos semelhantes – nem a informação de moda – as quatro redes têm esquemas idênticos de pesquisa e assinam bureaux de tendências, como o WGSN – aliás, a reportagem teve acesso às indicações feitas pela agência para a estação e confirmou que são as mesmas apresentadas pelas lojas, sem tirar nem por. A principal diferença entre elas está na qualidade e na variedade. Enquanto Renner e C&A apresentam (na maioria das vezes, já que também pode haver pequenas variações dependendo do produto) peças mais bem acabadas e opções para vários estilos, na Riachuelo e na Marisa há menos possibilidades. Fazer a escolha certa não é impossível, mas requer um olhar mais apurado. Na Marisa, por exemplo, chama a atenção a quantidade de tecido sintético usada até para as básicas camisetas brancas. É no masculino, sem dúvida, o ponto fraco de todas as marcas. Renner e Riachuelo se salvam (de leve). A primeira por montar uma coleção pensando em todas as circunstâncias tal qual é feito para as mulheres – há ternos para o trabalho, mas também calças confortáveis para o fim de semana, suéteres neutros para usar por baixo dos paletós ou mais descolados para um look com calça jeans, jaquetas etc. Já na Riachuelo tem a Pool, marca clássica especializada em polos – curinga em todas as lojas – que agrada homens de várias idades. Mas, no dia da visita da reportagem à C&A não havia sequer uma camiseta lisa com decote em V nas araras masculinas. Outro pecado constante é estampar t-shirts e polos para dar um "ar jovem". E foi na Marisa que ficaram claras as dificuldades de um homem antenado. Uma das vendedoras confessou que a maior procura é por calças skinny - que não existem nas lojas de departamento que parecem enxergar os homens apenas como consumidores de jeans largos, camisetas sem graça e camisas idem. No entanto, para as mulheres, é realmente possível montar um look atual apenas comprando nessas lojas – se esse for seu desejo. Apesar de não serem exatamente uma fast-fashion – o tempo entre detectar uma modinha nova e colocar à venda é de até dois meses (apenas a Renner não divulga esse tipo de informação), dá para consumir uma moda rápida e esquecer que a peça precisa durar mais de uma estação (e muitas vezes nem precisa mesmo!). Bom para quem não quer parar de ir às compras nem em tempos de crise, nem deseja abrir mão do estilo. * crítica de loja extraída do Chic, em 16/03/09. Foto do catálogo Renner de março, 2009, "É tempo de Mulher" .

segunda-feira, 9 de março de 2009

Vai um picolé?

Com essa onda de calor que assola o país, meus clientes - homens - têm evitado entrar no provador por conta do calor que sentem.
É bem verdade que muitas mulheres também hesitam um pouquinho,
mesmo com o ar-condicionado ligado, mas, diferentemente dos homens, não deixam de comprar.
A solução encontrada por esta loja não parece fazer muita diferença, mas funciona como um bom argumento para não perder a venda. Além de ser prá lá de bem humorada.
  • A loja da foto é a King 55, que fica na Vila Madalena, bairro hype paulistano. Além dos provadores divertidos, a loja é toda decorada com "móveis reciclados": Fiat Uno (dentro da loja!) é usado como expositor e os balcões de atendimento são antigas máquinas de lavar roupas. A King 55 fica na Rua Harmonia, 452. Telefone: 11 30321838.

* Quer ver com mais detalhes? É só clicar nas fotos que elas aumentam. Na página fica pequeno para que o blog abra mais rapidamente.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Frase

"É na crise que podemos ganhar dinheiro. Quando todas as vitrines estiverem iguais, o homem poderá conseguir um diferencial aqui, no meu espaço". Ricardo Almeida, estilista de roupa masculina, durante coletiva de lançamento de sua coleção outono/inverno 2009, este mês, em SP.
  • Ir na contramão da maioria, que prega economia até nas cores, apostando nos básicos preto, cinza, bege e branco pode ser o toque de midas da sua loja. Se Ricardo Almeida aplica esta teoria ao universo masculino - bem mais conservador em termos de compras - imagine isso no campo feminino?

* li no forademoda.

domingo, 8 de fevereiro de 2009

Black Inc.

Essa é para quem acha que já viu de tudo ou que existe loja demais por aí. A Black Inc. apostou no diferencial e especializou-se em acessórios masculinos. Isso mesmo que eu escrevi: acessórios masculinos! E como o estoque destes produtos não faz volume, o empresário Maurício Queiróz (que é também consultor de varejo, na MQ Design) teve a idéia bacana de abrir quiosques de 7m2 em shopping centers, ao invés das tradicionais lojas.

(desculpem, por enquanto esta é a melhor imagem que consegui)

Os quiosques reúnem peças como chapéus, carteiras, canetas, óculos, agendas, nécessaire, bonés, cintos e pastas. Ou seja, itens facilmente encontrados em lojas especializadas. Só que, após uma pesquisa em 8 grandes shoppings de São Paulo, ele constatou que das 2.518 lojas disponíveis, só 6,47% estão voltadas para a venda de acessórios. E dessas, os acessórios masculinos não chegam a representar 1%! O mercado de moda masculina vem crescendo a passos largos - quem é varejista já percebeu há tempos. E sabe como é, homens (no geral) não costumam gostar de ficar rodando por aí, olhando vitrines. Uma loja desta, bem no meio do caminho, pode ser um oásis para quem sempre esquece de trocar a carteira ou acha complicado encontrar presentes para homens.
  • Os quiosques em São Paulo podem ser encontrados nos shoppings Jardim Sul, Villa Lobos e Eldorado.

* li no ForadeModa.

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Lavado no chuveiro

Moda verde. Ternos japoneses podem ser lavados em casa, sem uso de sabão e ferro de passar
Uma verdadeira revolução pode estar em via de acontecer no que se refere à conservação das roupas. Acaba de ser lançado no Japão um terno de lã que não requer lavagem a seco. Para os consumidores, parece ser um grande alívio no bolso e mais um ganho em mobilidade.
Explicando melhor, uma das fibras que mais necessita de cuidados na hora de lavar e passar é a lã. Por ter origem animal, ela se assemelha muito ao comportamento de algo comum no nosso cotidiano: os pelos e cabelos. Para bom observador, os cabelos esticam e encolhem à mudança de umidade no ar, ao tomarem chuva, ao serem lavados, secados, escovados, etc., sem mencionar o que ocorre quando da aplicação de produtos químicos ou de altas temperaturas, como a famosa chapinha japonesa. De maneira similar, a lã também deforma, o que até bem pouco tempo era motivo para se ler nas etiquetas de conservação a expressão "lavar a seco", ou seja, higienizar a peça utilizando produtos químicos ao invés da água.
Como não é viável a instalação de "lavadoras a seco" nas residências, os consumidores adeptos a roupas de lã acabam sendo clientes mais que assíduos das lavanderias. Isso tende a mudar num futuro próximo, devido ao lançamento de um tecido que mistura 83% de lã com 17% poliéster, desenvolvido na Austrália e que é bastante resistente à deformação em contato com a água.
Mas os australianos foram mais além: uniram-se ao grupo japonês Konaka, mais o renomado alfaiate inglês John Pearse e o designer japonês Kansai Yamamoto, para o desenvolvimento de uma parceria bem interessante: conceber um terno que possa ser lavado em ambiente doméstico e que não precise passar, sem esquecer, é claro, do caimento mais que perfeito dos elegantes homens e mulheres de negócio.
Portanto, após um dia de muitas atividades, as peças da coleção Shower Clean (limpo no chuveiro, em inglês) só precisa de um banho, como provavelmente também precisará o seu usuário. A diferença é que o terno não precisa sequer do sabão, ou seja, ainda ajuda a conservar o meio ambiente. Um jato de água quente pelo avesso é suficiente para eliminar o suor e odores acumulado no tecido, assim como outro jato pelo direito é capaz de retirar qualquer sujeira ou mancha!
Quase que num passe de mágica, o terno ensopado volta ao seu estado inicial, num intervalo de quatro horas pendurado num cabide. Para isso, a modelagem da peça inclui perfurações estratégicas para a passagem do ar entre o tecido externo e o forro, auxiliando a etapa de secagem. Para que não seja necessário passar a ferro, o terno, depois de pronto, é posto em uma forma que dá o caimento final das peças, inclusive os vincos. Para que as marcações de volume permaneçam após as lavagens, o tecido recebe um banho do aminoácido L-cysteine, naturalmente encontrado nos cabelos, unhas e pele. Um belo exemplo de biotecnologia têxtil com o uso da sofisticada lã Merino.
O produto está disponível desde fevereiro passado nas mais de 300 lojas Konaka no Japão, embora ainda sem data para seu lançamento em outros mercados. A versões masculina tem o preço aproximado de 50 mil ienes (cerca de 800 reais) e, da versão feminina, cada peça pode ser adquirida separadamente, ao preço de 20 mil ienes para o paletó e 10 mil ienes para a saia ou a calça (cerca de 300 reais e 150 reais, respectivamente).
Agora, resta saber se o maridón vai gostar de ver seu terno japonês pendurado no box junto com as calcinhas de madame...
* do Terra.