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quinta-feira, 19 de março de 2009

Loja em container: loja pop up, loja kamikaze, guerrilha store ou BOMBA!?

Se as tendências, os produtos e os clientes podem ir e vir, porque não as lojas? No varejo, onde quase tudo já foi criado - e amplamente copiado!, esta possibilidade não só é plausível como nem é mais novidade. Primeiro foi a estilista Rei Kawakubo, com sua Comme des Garçons, na Place Vêndome, em Paris. Depois o mundo todo. As mais famosas praças, nas maiores metrópoles, estacionamentos de universidades e até áreas rurais já foram cenário para as pop up store, ou lojas pop up (do termo pipoca - que rapidamente abre, estoura) uma tendência de varejo devidamente apresentada e disseminada pelo trendwatching.com, em 2004.
Este conceito de business de moda virou mania no exterior: japoneses e europeus, por exemplo, já se acostumaram com o lance. Funciona mais ou menos assim: uma marca (ou alguém) abre uma loja temporária, de preferência num lugar inusitado. O resultado é a criação de um hype relâmpago, bem no clima de "consuma antes que acabe!" .
Grandes varejistas costumam usar pop-up stores para gerar frisson ao lançarem novos produtos. Também são uma excelente maneira de "verificar o pulso" dos consumidores e o grau de fidelização à marca. Especialmente porque uma operação desta costuma custar bem menos que comerciais de televisão de grande abrangência (que dragam rios de dinheiro em produção e exibição). Afinal, uma pop up store reúne três dos mandamentos do novo varejo: vão de encontro ao cliente (e não o contarário, como nas lojas físicas); geram "experiência de compra" e "encantam" com a surpresa do inusitado do lugar , com o entretenimento programado (tipo música ao vivo, djs, premiações e o que mais se imaginar), mas especialmente, pela sensação de urgência que uma loja com prazo marcado para fechar incita. Quem de nós nunca se mobilizou com a faixa na vitrine anunciando - Últimos dias. Aproveite! Não à toa que marcas como Nike, Chanel, Puma, Target, Adidas, Uniqlo ou Illy já aderiram à ideia e vez ou outra recorrem ao esquema.
Grandiosidade - Vinte e quatro containeres de navio formam a Puma City, uma loja que também é um prédio de negócios e eventos e que está viajando ao redor do mundo com o navio Il Mostro durante a corrida 2008 Volvo Ocean Race, que começou na Espanha em outubro passado e deve terminar neste ano. O prédio viaja em navios de carga junto com os barcos da corrida e é montado e remontado diversas vezes, sempre que se inicia uma nova largada, em diferentes portos internacionais.
A POLÊMICA
Tudo isso para introduzir a polêmica que está gerando o abertura de uma loja na Av. Brasil (aqui em Balneário Camboriú) que quer funcionar dentro de um container. A Concept Store Container tem uma proposta diferente, segundo seu idealizador, André Krai, que diz ter optado por esse tipo de construção para enaltecer a consciência ecológica da marca- já que tudo que vai vender na loja é ecológico, sustentável e reciclado. "As araras, por exemplo, são feitas de corrimãos de ônibus", diz Krai, que possui outras lojas deste tipo em Gramado e Shangri-lá (RS).

O comerciante vem tentando desde novembro de 2008 liberação para operar a loja, mas seu pedido foi negado pela Prefeitura e pelo Conselho da Cidade por ferir a legislação municipal que rege os estabelecimentos comerciais. De acordo com o que li, o empreendimento não cumpre com o padrão mínimo de área exigida e não contempla lavabos para funcionários e clientes além de área para refeições dos empregados, como prevê a lei.

Além disso, especula-se que a iniciativa poderá estimular um boom de lojas em containers e a instalação de um camelédromo de containers. Como se não bastasse, toda a ação está misturada à denúncias de propina, advogados com envolvimento favorecido pelo resultado das últimas eleições para prefeito e advogados contratados com grau de parentesco e ligados aos vereadores da bancada da situação, na Câmara de Vereadores.

Enquanto isso, o container de André Krai permance fechado na Av. Brasil, no terreno onde antes ficava a casa do ex-prefeito Haroldo Schultz, ao lado da Panificadora Tuty's Pão.

  • É muito problema pra um só container, é ou não é? Melhor lacrar tudo e exportar essa confusão toda!
  • Além disso, pelo que percebi, o conceito de negócio não é o mesmo das lojas pop up, que tem prazo de validade e mobilidade. Ou seja, qual a graça de instalar a loja em um container se a idéia não é movê-la de um lugar para o outro? Deixar um container "encalhado" em uma avenida certamente não é muito auspicioso para nenhum tipo de comércio.
  • BOMBA! foi o nome dado à primeira pop up store brasileira. Durou exatos 100 dias, no Rio de Janeiro. Contava com um marcador sonoro de tempo, no estilo de uma bomba relógio. Virou sinônimo de loja pop up, asssim como loja kamikaze e guerrilha store.

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Nova loja promove banho de mangueira aos domingos

A Farm, grife carioca fenômeno de vendas na moda brasileira, inaugurou na quinta, 12/02 sua terceira loja em São Paulo em um ponto luxuoso na Vila Madalena: o sensacional prédio da Triptyque na r. Harmonia, aquele coberto por plantas, espécie de jardim vertical (e que é referência mundial em arquitetura ecológica).
O espaço, que vai funcionar como flasgship da marca na cidade, tem mais de 1mil m2 e vai abrigar roupas da coleção atual (inspirada na Rosa dos Ventos), coleções passadas, exposições, palestras e até um programa dominical à carioca: banho de mangueira, com samba de raiz, cerveja e água de coco.
Na entrada do espaço, uma árvore com 500 borboletas dá as boas-vindas aos visitantes. A construção de "arquitetura verde", premiada no Naja em 2008, ainda conta com uma escada feita com tronco de reflorestamento, provadores em meio a uma minifloresta e reaproveitamento da água captada das chuvas.

  • Não é uma delícia inaugurar loja nova em um espaço assim moderno e com um endereço tão simpático: Rua Harmonia?
  • Esse edifício, Tryptique, é utopia feito realidade. Vê aquela nuvem na segunda foto? É o prédio respirando! Interessou? Saiba tudo por aqui.

* na primeira foto, bolachas de chopp criadas especialmente para a inauguração da loja. Fotos adoro!

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Lavado no chuveiro

Moda verde. Ternos japoneses podem ser lavados em casa, sem uso de sabão e ferro de passar
Uma verdadeira revolução pode estar em via de acontecer no que se refere à conservação das roupas. Acaba de ser lançado no Japão um terno de lã que não requer lavagem a seco. Para os consumidores, parece ser um grande alívio no bolso e mais um ganho em mobilidade.
Explicando melhor, uma das fibras que mais necessita de cuidados na hora de lavar e passar é a lã. Por ter origem animal, ela se assemelha muito ao comportamento de algo comum no nosso cotidiano: os pelos e cabelos. Para bom observador, os cabelos esticam e encolhem à mudança de umidade no ar, ao tomarem chuva, ao serem lavados, secados, escovados, etc., sem mencionar o que ocorre quando da aplicação de produtos químicos ou de altas temperaturas, como a famosa chapinha japonesa. De maneira similar, a lã também deforma, o que até bem pouco tempo era motivo para se ler nas etiquetas de conservação a expressão "lavar a seco", ou seja, higienizar a peça utilizando produtos químicos ao invés da água.
Como não é viável a instalação de "lavadoras a seco" nas residências, os consumidores adeptos a roupas de lã acabam sendo clientes mais que assíduos das lavanderias. Isso tende a mudar num futuro próximo, devido ao lançamento de um tecido que mistura 83% de lã com 17% poliéster, desenvolvido na Austrália e que é bastante resistente à deformação em contato com a água.
Mas os australianos foram mais além: uniram-se ao grupo japonês Konaka, mais o renomado alfaiate inglês John Pearse e o designer japonês Kansai Yamamoto, para o desenvolvimento de uma parceria bem interessante: conceber um terno que possa ser lavado em ambiente doméstico e que não precise passar, sem esquecer, é claro, do caimento mais que perfeito dos elegantes homens e mulheres de negócio.
Portanto, após um dia de muitas atividades, as peças da coleção Shower Clean (limpo no chuveiro, em inglês) só precisa de um banho, como provavelmente também precisará o seu usuário. A diferença é que o terno não precisa sequer do sabão, ou seja, ainda ajuda a conservar o meio ambiente. Um jato de água quente pelo avesso é suficiente para eliminar o suor e odores acumulado no tecido, assim como outro jato pelo direito é capaz de retirar qualquer sujeira ou mancha!
Quase que num passe de mágica, o terno ensopado volta ao seu estado inicial, num intervalo de quatro horas pendurado num cabide. Para isso, a modelagem da peça inclui perfurações estratégicas para a passagem do ar entre o tecido externo e o forro, auxiliando a etapa de secagem. Para que não seja necessário passar a ferro, o terno, depois de pronto, é posto em uma forma que dá o caimento final das peças, inclusive os vincos. Para que as marcações de volume permaneçam após as lavagens, o tecido recebe um banho do aminoácido L-cysteine, naturalmente encontrado nos cabelos, unhas e pele. Um belo exemplo de biotecnologia têxtil com o uso da sofisticada lã Merino.
O produto está disponível desde fevereiro passado nas mais de 300 lojas Konaka no Japão, embora ainda sem data para seu lançamento em outros mercados. A versões masculina tem o preço aproximado de 50 mil ienes (cerca de 800 reais) e, da versão feminina, cada peça pode ser adquirida separadamente, ao preço de 20 mil ienes para o paletó e 10 mil ienes para a saia ou a calça (cerca de 300 reais e 150 reais, respectivamente).
Agora, resta saber se o maridón vai gostar de ver seu terno japonês pendurado no box junto com as calcinhas de madame...
* do Terra.