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sábado, 13 de junho de 2009

Duas casas de Louis Vuitton

Underground ou trés chic? A Louis Vuitton está mesmo disposta a agradar aos mais variados públicos. Basta ver estas duas novas lojas da marca em Tóquio e em Deauville, na França.
A primeira é absolutamente moderna: fica no subsolo de uma loja de departamentos no bairro de Ikebukuro, na capital japonesa. Trata-se de um espaço temporário (mais um!), com visual que lembra um canteiro de obras com guindastes, caixas de madeira e cones espalhados.
Já a unidade francesa é o oposto. Instalada em um château de estilo inglês, com mil metros quadrados distribuídos em dois andares. Ali, a décor é sofisticada e fiel ao padrão Louis Vuitton.
  • Endereços diferentes, formas diversas da maison conquistar novos clientes pelo mundo afora.
  • Qual o seu preferido?
  • Vendo as fotos do interior da LV de Tóquio tenho uma sensação de dejà vu. Não parece o cenário do desfile outono/inverno 2009 da rede gaúcha, Pompéia? É ou não é?

* tudo da Wish Report.

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Nike lança pop up store em SP e homenageia seleção canarinho

Foi a Alemanha a vencedora da Copa do Mundo de 1954, mas a seleção brasileira também ganhou, não a taça, mas o apelido de Canarinho. Para relembrar os velhos tempos e celebrar o verdeiro futebol brasileiro, a Nike do Brasil lançou uma coleção de tênis (sneakers) e camisetas que retoma a história da época, que estão sendo vendidas em uma loja pop-up na Galeria do Rock.

Na loja, estão à venda modelos exclusivos de tênis e camisetas com estampas criadas por um grupo talentoso de grafiteiros e ilustradores (street arts), como Don Torelly, Jurubis e Presto. O resultado são peças coloridas, de edição limitada, com ilustrações modernas e bem humoradas que estão à disposição pra quem quiser apreciar, ver e experimentar na loja, que deve funcionar por apenas 60 dias.

A loja remete a elementos de época e populares do Brasil, com telhas de eternit, pandeiros, aparelhos de rádios antigos e chapéus de palha, tudo somado ao colorido das ilustrações e grafites dos artistas convidados. As fotos deste post foram feitas no dia da inauguração, 2/06, como também o vídeo abaixo, que mostra alguns detalhes do visual merchandising e disposição dos produtos e a festa de lançamento da coleção.

E não é só: para acompanhar o movimento a Nike lançou o aplicativo Rádio Nike Canarinho, uma iniciativa para conectar os mais jovens ao espírito e à paixão nacional pelo futebol. Rendeu até uma homenagem do rapper e sambista Marcelo D2 e do carioca DJ Nuts, em forma de regravação, do samba "Voa Canarinho Voa", imortalizado pelo ex-lateral da seleção Júnior, em 1982.

  • A rádio, que também está disponível na web, poderá ser baixada para iPhone e iPod Touch. Quem baixar a "rádio canarinho" tem acesso a músicas 100% brasileiras, e pode conferir notícias e histórias relacionadas ao tema da campanha. Para entender tudo e baixar as músicas, vá ao site Movimento Canarinho.

  • Serviço: Pop up Store Canarinho, Galeria do Rock: r. 24 de maio, 62, Centro, São Paulo. Só até 2 de agosto.

* li primeiro no Descolex. As outras informações e fotos vieram da Nike. O vídeo saiu do Coisas de Marcelle.

quinta-feira, 19 de março de 2009

Loja em container: loja pop up, loja kamikaze, guerrilha store ou BOMBA!?

Se as tendências, os produtos e os clientes podem ir e vir, porque não as lojas? No varejo, onde quase tudo já foi criado - e amplamente copiado!, esta possibilidade não só é plausível como nem é mais novidade. Primeiro foi a estilista Rei Kawakubo, com sua Comme des Garçons, na Place Vêndome, em Paris. Depois o mundo todo. As mais famosas praças, nas maiores metrópoles, estacionamentos de universidades e até áreas rurais já foram cenário para as pop up store, ou lojas pop up (do termo pipoca - que rapidamente abre, estoura) uma tendência de varejo devidamente apresentada e disseminada pelo trendwatching.com, em 2004.
Este conceito de business de moda virou mania no exterior: japoneses e europeus, por exemplo, já se acostumaram com o lance. Funciona mais ou menos assim: uma marca (ou alguém) abre uma loja temporária, de preferência num lugar inusitado. O resultado é a criação de um hype relâmpago, bem no clima de "consuma antes que acabe!" .
Grandes varejistas costumam usar pop-up stores para gerar frisson ao lançarem novos produtos. Também são uma excelente maneira de "verificar o pulso" dos consumidores e o grau de fidelização à marca. Especialmente porque uma operação desta costuma custar bem menos que comerciais de televisão de grande abrangência (que dragam rios de dinheiro em produção e exibição). Afinal, uma pop up store reúne três dos mandamentos do novo varejo: vão de encontro ao cliente (e não o contarário, como nas lojas físicas); geram "experiência de compra" e "encantam" com a surpresa do inusitado do lugar , com o entretenimento programado (tipo música ao vivo, djs, premiações e o que mais se imaginar), mas especialmente, pela sensação de urgência que uma loja com prazo marcado para fechar incita. Quem de nós nunca se mobilizou com a faixa na vitrine anunciando - Últimos dias. Aproveite! Não à toa que marcas como Nike, Chanel, Puma, Target, Adidas, Uniqlo ou Illy já aderiram à ideia e vez ou outra recorrem ao esquema.
Grandiosidade - Vinte e quatro containeres de navio formam a Puma City, uma loja que também é um prédio de negócios e eventos e que está viajando ao redor do mundo com o navio Il Mostro durante a corrida 2008 Volvo Ocean Race, que começou na Espanha em outubro passado e deve terminar neste ano. O prédio viaja em navios de carga junto com os barcos da corrida e é montado e remontado diversas vezes, sempre que se inicia uma nova largada, em diferentes portos internacionais.
A POLÊMICA
Tudo isso para introduzir a polêmica que está gerando o abertura de uma loja na Av. Brasil (aqui em Balneário Camboriú) que quer funcionar dentro de um container. A Concept Store Container tem uma proposta diferente, segundo seu idealizador, André Krai, que diz ter optado por esse tipo de construção para enaltecer a consciência ecológica da marca- já que tudo que vai vender na loja é ecológico, sustentável e reciclado. "As araras, por exemplo, são feitas de corrimãos de ônibus", diz Krai, que possui outras lojas deste tipo em Gramado e Shangri-lá (RS).

O comerciante vem tentando desde novembro de 2008 liberação para operar a loja, mas seu pedido foi negado pela Prefeitura e pelo Conselho da Cidade por ferir a legislação municipal que rege os estabelecimentos comerciais. De acordo com o que li, o empreendimento não cumpre com o padrão mínimo de área exigida e não contempla lavabos para funcionários e clientes além de área para refeições dos empregados, como prevê a lei.

Além disso, especula-se que a iniciativa poderá estimular um boom de lojas em containers e a instalação de um camelédromo de containers. Como se não bastasse, toda a ação está misturada à denúncias de propina, advogados com envolvimento favorecido pelo resultado das últimas eleições para prefeito e advogados contratados com grau de parentesco e ligados aos vereadores da bancada da situação, na Câmara de Vereadores.

Enquanto isso, o container de André Krai permance fechado na Av. Brasil, no terreno onde antes ficava a casa do ex-prefeito Haroldo Schultz, ao lado da Panificadora Tuty's Pão.

  • É muito problema pra um só container, é ou não é? Melhor lacrar tudo e exportar essa confusão toda!
  • Além disso, pelo que percebi, o conceito de negócio não é o mesmo das lojas pop up, que tem prazo de validade e mobilidade. Ou seja, qual a graça de instalar a loja em um container se a idéia não é movê-la de um lugar para o outro? Deixar um container "encalhado" em uma avenida certamente não é muito auspicioso para nenhum tipo de comércio.
  • BOMBA! foi o nome dado à primeira pop up store brasileira. Durou exatos 100 dias, no Rio de Janeiro. Contava com um marcador sonoro de tempo, no estilo de uma bomba relógio. Virou sinônimo de loja pop up, asssim como loja kamikaze e guerrilha store.