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quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Nota 10, com louvor!

O estudante Elna*, do curso de Artes e Design Bezalel, em Israel, criou uma verdadeira obra prima como projeto final de curso.

Primeiro, ele projetou três pares de sneakers para a marca Nike, um feito bastante impressionante em si mesmo (os têninhos são um chuchuzinho!).

Então, ele "arrebentou" com a banca da escola ao criar um comercial para "vendê-los", combinando ilustrações de Keith Haring com uma paleta de 90 cores.

O anúncio é tão animado quanto os calçados e a trilha do DJ Markey Funk foi mais uma bela escolha do estudante.
  • Adoro animações com tipografia e ilustrações: costumam ser mais baratas do que filmes e podem levar mais referências ao consumidor.
  • Também me impressionou a quantidade de informação sobre o universo sneaker levantado pelo vídeo: ambientes urbanos, ruas, cimento, street art, stickers, palavras de ordem, música...
  • Se sua verba não permite um comercial com bons modelos ou atores, pense nesta opção.
  • O bom gosto agradece.

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Protecionismo ou guerra de mercado?

A sobretaxa provisória sobre os calçados importados da China, anunciada pela Câmara de Comércio Exterior (Camex) na semana passada, elevou o tom da briga entre marcas multinacionais e indústrias brasileiras do setor, especialmente a Vulcabrás/Azaléia.

Os dois grupos se enfrentam desde o ano passado em um processo de antidumping no Ministério do Desenvolvimento, que culminou na decisão, válida por seis meses, de taxar em US$ 12,47 cada par de sapato comprado do país asiático. Fabricantes de tênis de marcas estrangeiras, como Nike, Adidas, Puma e Asics, e até a brasileira Alpargatas, pediam a exclusão dos tênis de corrida da medida, o que não ocorreu.

Asics acusa a Abicalçados de favorecer a Vulcabrás

Em comunicado, a japonesa Asics criticou abertamente a decisão da Camex. Para a empresa, a decisão beneficia somente a Vulcabrás/Azaleia, dona das marcas de tênis Reebok e Olympikus. Para a empresa, com a medida, “o consumidor ficará nas mãos de uma empresa com grande poder de mercado.” A Asics importa da China até 60% do volume vendido no País. A companhia estuda medidas jurídicas para reverter a decisão. Por ora, prevê aumento de preços.

Grupo Vulcabrás/Azaléia rebate as críticas com "tapa de luvas"

Pouco mais de uma semana após o anúncio da aplicação de sobretaxas sobre calçados importados da China, a Vulcabrás/Azaleia anunciou a contratação de 1,8 mil pessoas em suas quatro fábricas no País. A abertura de vagas na Vulcabrás/Azaleia está diretamente relacionada à medida do governo, afirma o presidente da companhia, Milton Cardoso. O grupo tem hoje 37 mil empregados no Brasil e na Argentina. "Desde 2007, R$ 200 milhões foram aplicados na construção de prédios industriais, na compra de máquinas e no desenvolvimento de produtos. Com o dumping e a conclusão da a parte física dos investimentos, podemos admitir mais pessoas”, diz Cardoso.

Milton Cardoso, que preside a Abicalçados e é também o presidente do Grupo Vulcabrás/Azaléia.

* As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

sábado, 12 de setembro de 2009

Punição a chineses vai encarecer tênis nas lojas brasileiras

Brasil aponta dumping e decide sobretaxar calçados do país asiático, enquanto fabricantes nacionais comemoram.

Os calçados importados da China ficarão mais caros nas prateleiras das lojas brasileiras. Uma decisão da Camex (Câmara de Comércio Exterior) determinou a sobretaxação provisória de US$ 12,47 para cada par fabricado no país asiático, após investigações apontarem que os chineses exportam esses produtos a preços inferiores ao praticados internamente, prejudicando a indústria nacional.

A medida terá validade de seis meses, mas o processo que definirá uma alíquota definitiva deve ser encerrado antes do fim do ano. A análise técnica do relatório de 35 mil páginas produzido pelo Ministério do Desenvolvimento apontou um direito de sobretaxação de US$ 18,44, mas a decisão final será tomada apenas em dezembro.

A resolução só não vai atingir calçados que representam parcelas muito pequenas nas importações brasileiras: sandálias de praia; alpercatas de couro, pantufas e sapatos de bebês. Também estão livres da taxação as sapatilhas de dança e calçados utilizados exclusivamente para a prática de alguns esportes, como boxe e ciclismo, além dos calçados descartáveis e utilizados como itens de segurança em fábricas.

Para o presidente da Abicalçados (Associação Brasileira das Indústrias de Calçados), Milton Cardoso, a resolução, ainda que provisória, representa um avanço ao restabelecer condições para que o setor possa resistir à invasão chinesa e voltar a gerar empregos. "Apenas no último trimestre do ano passado, perdemos 42 mil postos de trabalho. Com a conclusão do processo, em um ano podemos criar 60 mil vagas."Segundo a entidade, o preço médio dos calçados chineses no desembarque ao longo de 2009 foi de US$ 7,03. Com a sobretaxação, esse valor quase triplicará. Cardoso confirmou que o Vietnã será o próximo país a ser denunciado por prática desleal.

No entanto, para o descontentamento das maiores multinacionais do segmento, alíquota maior vale para os tênis de alto desempenho, que atualmente custam aos consumidores brasileiros cerca de R$ 500. Os fabricantes (leia-se Nike, Adidas, Puma, Mizuno e Asics) argumentam que esses calçados já entram no país com taxa de 35%, a maior permitida pela OMC (Organização Mundial do Comércio) em condições normais de concorrência. Para empresários do setor, a alíquota adicional, como punição por um suposto movimento desleal, acabaria prejudicando os usuários. Além de afirmarem que a escala de consumo não justifica a fabricação desses tênis no país, os grandes grupos internacionais alegam que a indústria nacional não seria capaz de produzi-los internamente. Além disso, processos semelhantes contra sapatos chineses na União Europeia e na Argentina não teriam resultado em sobretaxa para calçados esportivos.

O quê é dumping?

O Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior define da seguinte forma: “A prática de dumping, ou seja, a exportação de bens para outros mercados com preços inferiores ao praticado no mercado de origem, é considerada desleal pela OMC (Organização Mundial do Comércio). O direito antidumping é uma medida clássica de defesa comercial utilizada para evitar que produtores nacionais sejam prejudicados por importações desleais. Para a aplicação de um direito antidumping é realizada uma investigação para a verificação de dumping, dano à produção doméstica e o nexo de casualidade entre ambos.

  • Esta semana foi rica em notícias para o varejo (vou postando aos poucos, aguardem), mas esta, certamente, é a mais "quente".
  • E a pergunta que não quer calar é: - E a indústria têxtil brasileira, quando é que vai se movimentar por um dumping assim, hãn?!

    * do Portal Use Fashion, em 10/09/09. E tem também matéria completa na Exame deste mês. Assim que conseguir o texto na íntegra, posto aqui.

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Perfume de flores no ar

Sabe o floral Liberty? Aquele floral miudinho que está no lançamento da Nike, no anúncio da Schutz deste verão, do desfile da Triton do último SPFW, nos vestidinhos by Kate Moss para Topshop que esgotaram em um dia...

O nome vem da marca inglesa Liberty of London, criada na década de 1875 e primeiramente chamada de East India House, pelas mãos de Arthur Lasenby Liberty. Os tecidos orientais que ela vendia ficaram tão famosos que Arthur começou a importar seda, cashmere e algodão sem tingimento, para estampá-los à mão na Inglaterra.

A história deles é mesmo gloriosa - vale ficar de olho. Paul Poiret já criou pra marca (no começo dos anos 30) e vários outros já usaram os seus tecidos, de Cacharel a Mary Quant.

A Liberty continua existindo, servindo de fonte de inspiração para outras marcas e inovando. A última novidade é uma exposição de peças (Prints Charming, em cartaz até 2 de setembro) com releituras de padronagens clássicas e um concurso de looks, tudo dentro da temática da loja.

Embalada pela forte tendência floral, a loja de departamentos aproveitou um dia ensolarado do final do verão europeu para promover um pequeno concurso de looks. A vencedora, vestida com peças bastante coloridas, ganhou um bule e um caderno. Ambos, obviamente, inteiramente estampados com minúsculas e numerosas flores.

Fachada recebeu papel de parede e arranjos naturais
No exterior do prédio, a fachada foi completamente revestida com papel de parede em padronagem de uma das estampas Liberty, em tons suaves de rosa, vermelho e verde. Arranjos de flores naturais completam o visual da loja.

Antes

Depois

  • Adorei a intervenção na fachada! E não é que é uma excelente idéia para dar um up no exterior das lojas?! Edifícios comerciais no Brasil costumam ser tão sem graça...

*do Portal Use Fashion e do Blog LP

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Nike lança pop up store em SP e homenageia seleção canarinho

Foi a Alemanha a vencedora da Copa do Mundo de 1954, mas a seleção brasileira também ganhou, não a taça, mas o apelido de Canarinho. Para relembrar os velhos tempos e celebrar o verdeiro futebol brasileiro, a Nike do Brasil lançou uma coleção de tênis (sneakers) e camisetas que retoma a história da época, que estão sendo vendidas em uma loja pop-up na Galeria do Rock.

Na loja, estão à venda modelos exclusivos de tênis e camisetas com estampas criadas por um grupo talentoso de grafiteiros e ilustradores (street arts), como Don Torelly, Jurubis e Presto. O resultado são peças coloridas, de edição limitada, com ilustrações modernas e bem humoradas que estão à disposição pra quem quiser apreciar, ver e experimentar na loja, que deve funcionar por apenas 60 dias.

A loja remete a elementos de época e populares do Brasil, com telhas de eternit, pandeiros, aparelhos de rádios antigos e chapéus de palha, tudo somado ao colorido das ilustrações e grafites dos artistas convidados. As fotos deste post foram feitas no dia da inauguração, 2/06, como também o vídeo abaixo, que mostra alguns detalhes do visual merchandising e disposição dos produtos e a festa de lançamento da coleção.

E não é só: para acompanhar o movimento a Nike lançou o aplicativo Rádio Nike Canarinho, uma iniciativa para conectar os mais jovens ao espírito e à paixão nacional pelo futebol. Rendeu até uma homenagem do rapper e sambista Marcelo D2 e do carioca DJ Nuts, em forma de regravação, do samba "Voa Canarinho Voa", imortalizado pelo ex-lateral da seleção Júnior, em 1982.

  • A rádio, que também está disponível na web, poderá ser baixada para iPhone e iPod Touch. Quem baixar a "rádio canarinho" tem acesso a músicas 100% brasileiras, e pode conferir notícias e histórias relacionadas ao tema da campanha. Para entender tudo e baixar as músicas, vá ao site Movimento Canarinho.

  • Serviço: Pop up Store Canarinho, Galeria do Rock: r. 24 de maio, 62, Centro, São Paulo. Só até 2 de agosto.

* li primeiro no Descolex. As outras informações e fotos vieram da Nike. O vídeo saiu do Coisas de Marcelle.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Máquina de vender tênis

A Onitsuka Tiger (conhecida por estas bandas somente por Tiger), uma das marcas esportivas japonesas mais descoladas da atualidade, colocou nas ruas de Londres um equipamento, no mínimo, diferente.
Trata-se de uma máquina de vender tênis. Igualzinha àquelas de refrigerantes e salgadinhos, que estamos acostumados, sabe? O equipamento, que tem capacidade para 24 pares de calçados de um único modelo, em seis tamanhos diferentes, foi instalado próximo à loja da marca, na Carnaby Street. Ali, deverá ficar por apenas dois dias, já que depois será levada para um tour por todo o Reino Unido.
Se para nós, brasileiros, essa estratégia de venda pode parecer inusitada, na Europa a história é um pouco diferente. Por lá, é possível encontrar um pouco de tudo. Exemplos? Criada em 2006, a empresa inglesa Umbrolly exporta para os EUA, França, Holanda e Irlanda suas máquinas de vender guarda-chuva. Essas, geralmente são dispostas nas saídas de shoppings, metrôs, cinemas e aeroportos, o que facilita muito a vida de quem é pego de surpresa com um mau tempo (muito comum nos dias de hoje).
Agora, abre a boca e segura o queixo que essa é boa: se a chuva caiu e arruinou com seu cabelo, a solução é a máquina de chapinha (prancha) para cabelo. Pois é, com apenas uma libra (algo perto de 3 reais) a Beautiful Vending permite que qualquer um utilize por 90 segundos as chapinhas de cerâmica que eles disponibilizam em banheiros públicos, estações de trem, clubes e bares de Londres.
Se isso chega no Brasil, conheço muita moça que vai ficar sem o troquinho pro pão da padaria...
Outra coisa: não sei se daria certo uma máquina de vender tênis aqui no Brasil, mas sugiro máquinas de meias finas (estrategicamente posicionadas em casas de show, centro de convenções ou casas noturnas) e principalmente, de sandálias tipo havaianas - porque têm dias que é o que a gente mais quer é jogar fora aquele salto infeliz que pusemos no pé e descansar os dedinhos em um chinelinho, né não?!
* esta é uma compilação de informações que saíram na web em meados de março de 2008.

Estudo sugere que tênis baratos são melhores que caros

Consumidores que compram tênis caros, apostando que serão mais confortáveis e eficientes na proteção contra o impacto sobre pés e joelhos, podem estar jogando dinheiro fora, sugere um estudo realizado na Grã-Bretanha. Pesquisadores da Universidade de Dundeen testaram pares de tênis de três diferentes faixas de preço: entre 40 e 45 libras (cerca de R$150), 50 e 65 libras (R$220) e 60 e 75 (R$255). Os calçados foram adaptados para receber uma sola eletrônica que mediu a pressão no calcanhar, na sola do pé e no dedão, e testados em 43 voluntários enquanto corriam numa esteira. O estudo, que foi publicado na revista British Journal of Sports Medicine, constatou que o impacto sobre a sola do pé foi menor quando os voluntários estavam calçando os tênis de baixo e médio custo. "Apesar de a diferença ter sido pequena, pode ser significante a longo prazo. O estudo sugere que os tênis mais baratos oferecem maior proteção contra o impacto durante a corrida", afirma Rami Abboud, líder da pesquisa.
O Asics Gel Kinsei é vendido por cerca de R$900, nas melhores lojas do país
Relação custo e benefício No quesito conforto, os voluntários apontaram que os calçados mais baratos não deixaram a desejar. Abboud, que não revelou as marcas dos calçados, disse que os tênis usados na experiência são de três grandes fábricas "que podem ser encontradas na prateleiras de qualquer as lojas". "A percepção do consumidores é que quando se paga mais, se leva para casa um produto melhor. Nós constatamos que nem a pressão nem o conforto estão relacionados com o preço". Durante uma corrida, os pés são submetidos a uma pressão equivalente a duas vezes e meia o peso corporal. Conclusão: na dúvida, aposte na opinião de 100% dos especialistas - o uso de um par de tênis de qualidade pode reduzir em até um terço a pressão sobre os pés e os joelhos, protegendo-os contra dores e contusões.