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segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Área infantil em espaços comerciais estimula o consumo adulto

"Tem criança que pede para os pais virem aqui só por causa do "brinquedão'", conta Anselmo Neves, sócio-proprietário do restaurante Bacalhoeiro, de São Paulo. O "brinquedão" faz parte de uma área reservada para as crianças, com atividades e monitores, e é uma iniciativa crescente entre os empresários, a de oferecer espaços exclusivos para crianças e, assim, atrair e fidelizar clientes adultos.

Segundo Sérgio Santos, consultor empresarial e professor de marketing da pós-graduação da ESPM (Escola Superior de Propaganda e Marketing), a tendência está ligada a um fenômeno social: hoje, os adultos têm cada vez menos tempo para ficar com os filhos. Logo, o estabelecimento que unir adultos e crianças sairá na frente. "O diferencial será proporcionar à clientela fazer duas coisas ao mesmo tempo - estar com o filho e cortar o cabelo, por exemplo", diz Santos.

A criança é um "agente propulsor de consumo"- entretida faz com que a família permaneça por mais tempo no estabelecimento, ressalta Claudio Felisoni de Angelo, presidente do conselho do Provar-FIA (Programa de Administração de Varejo da Fundação Instituto de Administração). Assim, 57% das mulheres e 45% dos homens gastam mais quando levam filhos ao supermercado, segundo levantamento realizado no ano passado pelo Provar-FIA em parceria com a Felisoni Consultores Associados. Segundo Angelo, esse resultado também é válido para outros tipos de comércio.

Incluir esse tipo de serviço é fundamental para que os pais possam consumir sossegados enquanto alguém olha os filhos. "A criança de hoje também influencia na decisão de compra e na escolha do programa do casal", acrescenta.

Espaço para criança deve respeitar norma de segurança e ter monitor

Quem pensa em investir nesses espaços não pode esquecer as medidas de segurança. A NBR 14.350, norma de segurança para playgrounds da Associação Brasileira de Normas Técnicas, prescreve o uso de pisos emborrachados amortecedores, alerta José Gilberto Gaspar, proprietário da Instrutoy, de fornecimento e instalação de brinquedos. Maria Angela Barbato Carneiro, professora da Faculdade de Educação da PUC-SP, ressalta que a molecada não deve ficar sozinha - "não se pode fazer do espaço um depósito de crianças. É importante ter monitores não só para cuidar dos pequenos mas principalmente para interagir com eles", destaca.

Distrações vão desde livros até espaço planejado por arquitetos

É possível agradar à criançada com itens simples ou mais audaciosos - depende de quanto se quer e pode investir. Enquanto livros são baratos, um brinquedo múltiplo com escorregador, por exemplo, pode custar até R$ 20 mil.

O restaurante Bacalhoeiro, por exemplo, teve o espaço infantil planejado e equipado por um arquiteto e uma empresa especializada. O local possui brinquedos, fliperama, televisão, cercado acolchoado para bebês e monitoras."Os pais querem sossego durante a refeição e criança não fica quieta na mesa por mais de dez minutos", diz o sócio-proprietário Anselmo Neves.

Para distrair a garotada enquanto os pais tomam café, Marisol Vieitez, dona da cafeteria paulistana Nicecup Café, tem livros, gibis para colorir e gizes. Ela orienta os garçons a dar o material às crianças depois que terminam de comer."Alguns pais falam que aqui é o único lugar que eles frequentam que não é voltado especificamente para crianças", conta Vieitez. Para os clientes mirins, há mesas baixas e pratos e xícaras pequenos, além de porções menores no cardápio.

  • A matéria da Folha de São Paulo ouviu proprietários de restaurantes e cafés, mas o assunto aplica-se para lojas de todo o tipo.

  • Quem é mãe/pai sabe que é mesmo um sossego fazer compras com a certeza que as crianças estão seguras e se divertindo em um espaço criado e pensado especificamente para elas.
  • E as crianças adoram espaços com cadeiras, espelho e provadores com sua altura e com os quais se identifiquem - coloridos, lúdicos e confortáveis!

* texto e foto 1, Folha de São Paulo. Fotos 2,3 e 4 mostram a Livraria Cultura do Conjunto Nacional, na Av. Paulista,SP. As duas últimas imagens mostram a livraria Kids, de Beijing, China. Clique aqui para ver mais fotos - dá vontade de morar lá!

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Vender é emocionar

- O mundo é feito de pessoas, não de consumidores. Por mais que o universo de negócios prefira o contato racional, pessoas são feitas de emoção. O cérebro é colaborativo e não há processo racional sem emoção.

- A fidelização virá quando empresas falarem ao coração das pessoas e buscarem uma conexão emocional. Os novos negócios requerem sensibilidade e experiência sensorial. Contato humano autêntico é tudo o que as pessoas buscam. E nada é mais poderoso que autenticidade. Mostre com atitude que sua loja tem alma. Empresas devem ser espaços de conexão - conexão humana.

- Empresas emblemáticas possuem conteúdo e deixam rastros no seu caminho para que consumidores consigam perceber seu legado e sua história. Vivemos uma época interessante. Uma época que dispensa nomes de disciplinas, que quebra suas fronteiras e que faz com que as misturas sejam a melhor expressão da inventividade. À frente deste tempo estão as pessoas com sensibilidade para contar histórias envolventes, audaciosas, originais, singelas e tocantes. Nenhum de nós vende somente produtos, serviços ou soluções. Estamos no negócio de significados que extrapolam o aspectos funcionais. Contar histórias é uma das formas de criar experiencias de compra, podendo levar ao incremento de resultados. Ao contar estórias, novos elementos são incorporados pela marca, conferindo-lhe alma. O consumidor pode comprar mais, pois reconhece que está recebendo mais da marca e da loja. Em outras palavras: sua empresa, seus vendedores, seus produtos devem construir idéias duradouras que gerem conexão emocional nos consumidores.

- Envolva-se, dialogue, interaja. De todas as formas. O mundo ainda depende 85% na comunicação off line, porém não vive mais sem um plano on line. Não apenas para se conectar com o público AA ou com as "novas gerações", mas porque para as massas acesso ao mundo digital é inclusão e chance de mudança de vida. Seremos cada vez mais multiplataformas, multimeios e multimídia. Esteja atento às redes sociais (weblogs, fotologs, twittter, orkut, myspace, facebook...), mesmo que não signifiquem ainda no Brasil a importância que já ocupam em outros mercados. Chegaremos lá e pode ser mais rápido do que imaginamos.

  • O vídeo T-Mobile Dance (que mostra uma ação de marketing do fabricante de celulares, durante lançamento de um novo modelo - uma estação de trem, em Liverpool, em horário de pico, foi o local escolhido) exemplifica bem a diferença entre mostrar emoção e suscitar emoção.
  • E reflete muitos dos apectos citados acima: conecta-se com as pessoas por envolvê-las.

* Algumas coisas que andei lendo sobre Multimarketing que me impressionaram (adaptadas para o Varejo), no blog da Beth Furtado, consultora de marketing e autora do livro "Desejos Contemporâneos". Lá no Mundo do Marketing.

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Com penso ou sem penso?

Recebo um e-mail de uma amiga que foi convidada a prestar consultoria a uma loja de moda jovem feminina. Ela conta que as proprietárias estão insatisfeitas com a equipe de vendas e solicitaram um treinamento que oriente as vendedoras a entender mais do produto e apresentar sugestões pra montar looks, facilitando as vendas casadas.

É um debate que já dura anos e pelo visto não vai terminar: afinal de contas, o que realmente se espera de uma equipe de vendas?

Antes de (tentar) responder a pergunta, conto-lhes como aprendi a resposta: com a história abaixo, que peço licença para transcrever.

Era uma vez uma candidata a empregada doméstica entrevistada pela amiga de uma amiga (não se atenha ao "era uma vez"; a história não acontece no passado longínquo, foi neste ano, em São Paulo). A patroa descreveu para a moça todas as tarefas do dia-a-dia, horário de trabalho, expectativas quanto à qualidade do serviço etc. e, no fim, lhe perguntou: quanto você espera ganhar? Ela respondeu: "Depende: com penso ou sem penso?" "Como assim?", retrucou a patroa. "Bem, se eu tiver que pensar no que vou cozinhar de almoço e no que precisa comprar no supermercado, é um preço. Se a senhora cuidar de todo o penso e eu só precisar fazer as coisas, cobro mais barato." A amiga da minha amiga contratou a moça na hora. Com penso.

Gary Gagliardi, autor do livro A arte da guerra em vendas, disse na Revista VendaMais (de agosto,2009) que o que verdadeiramente diferencia um supervendedor de um medíocre são suas habilidades estratégicas: análise do posicionamento, visualização de oportunidades e respostas eficazes e objetivas aos acontecimentos – ou seja, pensar de maneira estratégica, como um empreendedor.

Todo lojista (empreendedor) possui, obviamente, um apego emocional imenso com a empresa que construiu, pois ali tem sua história de vida. Aí, aparece um vendedor que simplesmente cruza os braços e diz que o cliente que acabou de sair sem comprar só estava olhando... Que tal?

Assim, quando os empresários reclamam que seu departamento de vendas não se parece em nada com uma equipe de vendas estão clamando que os profissionais de vendas levantem a cabeça e trabalhem olhando para frente, e não para trás; olhando para cima, e não para baixo.

  • Ou seja, que olhem para o cliente, não para o valor das metas afixado no mural; que planejem sua carreira e pensem globalmente, não fiquem só mirando seus próprios pés e suas necessidades pessoais.
  • Porque é isto que tenho defendido em toda minha carreira: que os vendedores liguem o penso sempre que iniciam o dia, e só desliguem quando forem dormir!
  • E pode ter certeza, o penso será sempre devidamente remunerado. Especialmente, na área de vendas!

*a amiga da minha amiga que me contou a incrível história do Penso foi a Nina Horta, que é crítica de gastronomia. E ela não "contou" assim "de boca"; que ela faz muito melhor escrevendo na sua coluna de quinta-feira, na Folha de São Paulo. As ilustrações vieram do Tudo de Om, um blog sobre o Yoga - o "estar presente" da filosofia iogue tem tudo a ver com o a história do Penso, não!?

domingo, 30 de agosto de 2009

Antes que agosto termine...

...preciso esclarecer: foi no blog da escritora infantil Silvana Tavano, o excelente Diários da Bicicleta, que eu achei a inspiração para o post Aposte no oposto: xô desgosto!

Explico: a frase do título é de sua autoria, assim como estas outras duas, que servem direitinho como tema ou slogan para alavancar as vendas de agosto:

  • "Agosto, mês do bom gosto" ou
  • "Eu gosto de agosto".
  • Mas, o meu predileto é mesmo o "Aposte no oposto: xô, desgosto!".

Ok, a dica veio um pouco tarde, mas anota em uma pasta de "Ideias", envia para sua agência de publicidade ou, caso pertença à família dos elefantes, guarda aí na sua cachola mesmo. Pronto! Já tem um tema para a campanha de vendas de agosto do ano que vem - seja com clientes, seja internamente mesmo, entre vendedores.

Não achou tudo aquilo? Tudo bem, só não esqueça:

Nossa mente é como um pára-quedas: só funciona se abrir.

  • Qualquer leitura é válida! Mesmo as denominadas "infantis".
  • E você, conhece melhor maneira de voar?

* a ilustração também veio do blog da Silvana Tavano. É um clipart, do
Discovery Education. A frase abaixo dela não lembro onde li - é que, apesar do tamanho, não sou parente dos elefantes...

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Vendedores de lá e de cá

Que crise que nada! Sabe o que enlouquece de verdade os consumidores americanos? Os vendedores das lojas de lá. Pesquisa realizada pela Confederação Nacional do Varejo (em 2008) concluiu que boa parte das estratégias de marketing do comércio dos Estados Unidos é arruinada pelo desinteresse do pessoal de vendas.

A queixa mais freqüente dos americanos é com o pouco caso e a falta de informação dos vendedores sobre os produtos da loja. Mas falta de educação, apatia, grosseria, preguiça e desatenção foram erros também bastante mencionados.

Se a pesquisa fosse feita no Brasil, não seria muito diferente não. Há pouco tempo atrás foi realizado um estudo qualitativo com consumidores e vendedores de lojas em shoppings, chegando a conclusões bem semelhantes.

Os principais defeitos dos vendedores brasileiros, de acordo com essa pesquisa, são:
  1. agressividade,
  2. uso de linguagem inadequada,
  3. pressa no fechamento das vendas,
  4. impessoalidade no atendimento e
  5. atitudes de desprezo ou arrogância.
  • E o culpado? Assumo: a culpa por tudo isso é mesmo dos donos de loja, que não treinam seus vendedores.
  • Ou, quando o fazem, é tão somente para estimular as equipes para fechar vendas e não para atender bem aos clientes.
* li no Blog do Marinho. E a fotinha, hein? Braços cruzados, DESATIVAR! E como se não bastasse, "trancam" a entrada da loja - nem é necessário formação em linguagem corporal para decifrar a mensagem.

Prejuízo invisível*

O furto representa hoje 38,1% das perdas do varejo brasileiro. Dependendo do segmento de atuação do varejista, essa parcela pode ser ainda maior, chegando a 57,5%, como no caso de eletroeletrônicos.

A lista de produtos visados é extensa, mas muitos reúnem qualidades comuns: são pequenos e têm alto valor agregado. A explicação é simples: são mais fáceis de carregar e de revender no mercado paralelo. Pilhas, aparelhos de barbear, acessórios para informática e para ferramentas, como brocas e serras, cosméticos, protetores solares e até aparelhos eletroeletrônicos são bastante visados.

O consultor especializado em varejo Marco Antonio Geraigire faz uma distinção. Para ele, os produtos-alvo de furtos externos, feitos por clientes, são os de necessidade da pessoa ou da família, como medicamentos, ou ainda os que têm mais procura no mercado informal. Já os de furtos internos, feitos por colaboradores, são objetos de desejo ou que podem ser consumidos dentro da loja.

As consequências desse tipo de ação são claras: redução da margem de lucro e, consequentemente, da competitividade. Mesmo assim, investir em sistemas de segurança e de controle de perdas ainda não se tornou procedimento padrão. Para Patricia Vance, coordenadora do núcleo de prevenção de perdas do Provar/FIA (Programa de Administração do Varejo da Fundação Instituto de Administração), a falta de investimento em prevenção de perdas é uma questão cultural. Até a estabilização da economia, em 1994, com o Plano Real, ganhava-se com a inflação. Agora, exige-se eficiência na operação para manter (ou aumentar) a margem de lucro e sobreviver no mercado. Por isso, complementa, coibir os furtos é uma questão de sobrevivência para o varejista.

Hoje os consumidores têm mais consciência de custo, o que impede que esse prejuízo seja repassado para os preços. Mesmo assim, diz o economista Marcel Solimeo, da ACSP (Associação Comercial de São Paulo), muitos comerciantes lançam mão desse recurso para tentar aplacar as perdas. "É inevitável. A perda por furto deve compor o preço".

Segmentos

O segmento mais afetado é o de eletroeletrônicos. Mas outros não ficam atrás. No atacado, os furtos representam 46,1% das perdas. Vestuário soma 46%; drogarias, 42,1%; supermercados, 35,4%; e material de construção, 33,8%.

Controle

Para o coordenador do Núcleo de Varejo da ESPM (Escola Superior de Propaganda e Marketing), Ricardo Pastore, as formas de controle e prevenção do furto devem ser incorporadas na gestão da empresa."Isso começa com uma boa gestão de estoque, o que muitos varejistas ainda não têm".

Prevenção e Segurança

Prevenir-se de perdas é mais do que instalar câmeras. Antes de fazer qualquer alteração, o empresário precisa ter mapeados os produtos mais furtados, o impacto no orçamento e a frequência com que o furto ocorre. O mapeamento deve ser abrangente, não é só na loja que ocorrem furtos. Em cada ponto de mudança da cadeia, como transporte, entrega e estocagem, há riscos. Somente depois de ter um mapa completo do problema é que o empresário deve escolher os equipamentos. O objetivo não deve ser o flagrante, mas evitar que o furto ocorra. Câmeras, por exemplo, funcionam mais pelo aspecto psicológico - muitas nem ficam ligadas!

Investimento

Para quem se preocupa com os custos, o executivo da FocusMind, Walter Uvo, exemplifica: "Com um investimento de R$ 800, é possível instalar quatro câmeras de segurança".

Treinamento da equipe Independentemente da escolha, há um item do qual o empresário não pode abrir mão - o treinamento da equipe. O vendedor deve saber que atitude e abordagem tomar com clientes de "comportamento estranho". Além disso, a colocação de etiquetas eletrônicas e antenas (barras próximas às portas), por exemplo, podem gerar processos por dano moral caso a equipe não seja bem treinada para abordar o consumidor nos momentos em que o alarme dispara.

Os funcionários devem ser orientados a tratar as etiquetas não como instrumentos de alarme ou antifurto, mas como de controle, caso o alarme soe. Seguranças, operadores de caixa e etiquetadores têm de ser orientados não só em relação à abordagem dos clientes mas também à utilização dos equipamentos.

  • 30,7% - é o índice de furtos externos, feitos por clientes, entre as perdas do segmento de eletroeletrônicos em 2008, segundo a 9ª Avaliação de Perdas do Varejo Brasileiro, feita com 77 empresas em dezembro do ano passado.
  • 29,2% - é o índice de furtos feitos por funcionários e terceiros entre as perdas do atacado.

* reportagem do Caderno de Negócios da Folha de São Paulo, 23 de agosto de 2009.

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Os pecados dos vendedores

A consultora de etiqueta Claudia Matarazzo destaca as gafes mais comuns cometidas pelos atendentes:
  1. Forçar uma intimidade que não existe. Chamar pelo apelido e perguntar sobre a vida pessoal soa falso demais. Fora de questão chamar de "querido/a", "amore", "gato/a", fofo/a, nêgo/a...
  2. Questionar repetidas vezes se a peça serviu enquanto o cliente ainda está no provador. A pessoa sente-se pressionada e perde a vontade de experimentar.
  3. Montar guarda na porta do provador. Para não ser invasivo, é melhor colocar-se à disposição e opinar apenas quando solicitado.
  4. Abandonar a venda em andamento para dar atenção a outro cliente, amigo ou cliente preferencial. A prioridade é a ordem de chegada e não o suposto poder aquisitivo do consumidor.
  5. Fechar a cara ou tentar se esquivar quando surge uma troca, situação em que o vendedor não ganha comissão.
  6. Oferecer peças que fogem do pedido. Empurrar uma jaqueta de couro quando a pessoa só quer uma bermuda irrita qualquer um.
  7. Aplicar o golpe antigo e ultrapassado de dizer ao cliente que outra pessoa deseja aquele mesmo produto ou que é "o último da loja".
  8. Não saber dar informações sobre os tipos de tecido ou a inspiração da coleção, o que passa a impressão de inexperiência.

* na foto, o jogador de futebol Richarlysson em loja do Shpping Iguatemi, São Paulo, flagrado por um fã com câmera de celular. Mais do que o look do jogador, o que chama a atenção é a postura das vendedoras: braços cruzados é uó do borogodó! Nããããõ, mesmo!

"Posso trocar?"

A capa da Vejinha (Revista Veja São Paulo) de sábado, 22/08, traz um assunto pedregoso, tanto para consumidores quanto para varejistas: as trocas.
Com o título O desafio da Troca, a matéria relata a saga de dois repórteres em trinta lojas de grifes masculinas e femininas com a missão de comprar a peça mais barata da coleção atual em cada um dos estabelecimentos. No dia 8, um sábado, véspera do Dia dos Pais, voltaram para substituir o item por outro de tamanho maior. Para testar o comportamento dos vendedores, levaram-se em conta a cordialidade, a paciência e a clareza com que davam informações e o tempo de espera para ser atendido na venda e na troca foi cronometrado. Vale a pena conferir o que eles encontraram:
"Na última semana, as butiques da cidade começaram a abastecer suas araras com as novidades para o verão. Vão-se embora as blusas de lã e os casacos, entram os vestidinhos curtos de algodão e as camisetas. Uma tendência, no entanto, nunca sai de moda entre boa parte dos vendedores paulistanos: a cara amarrada quando eles percebem algum cliente com uma sacola de troca. Há quem só falte se esconder atrás do balcão. Nesse momento, em muitas lojas, toda a cordialidade - que muitas vezes resvala em uma intimidade forçada - desaparece como que por encanto. Em outras, porém, há atenção e profissionalismo.

Marcelo Tosoni e Gabriela Nassyrius, na Osklen do Cidade Jardim: mimos para agradar os clientes em qualquer ocasião

Entre as surpresas positivas estão os funcionários da Osklen do Shopping Cidade Jardim. Além de fazerem um workshop a cada temporada para saber detalhes sobre tecidos, estampas e inspiração do estilista, eles são orientados a oferecer cafezinho e água a qualquer cliente. Para os mais assíduos, servem espumante e bombons. "Considero a troca a principal etapa do meu trabalho", conta a paulistana Gabriela Nassyrius, vendedora da grife desde dezembro. "Nessa ocasião, consigo passar uma boa impressão da marca e, de quebra, oferecer alguma outra mercadoria." Ela sabe bem o que diz: foi eleita, na semana passada, a campeã de vendas entre os funcionários de todas as unidades do país.

Os rendimentos vinculados à comissão, variável de 2% a 3% sobre o preço da peça, são tidos como o principal motivo da cara fechada ostentada na hora da troca. Um cliente de sacola na mão indica que a visita, a priori, não trará ganhos extras.

Há poucas pesquisas que abordam o universo das trocas. A mais recente delas, realizada em fevereiro pelo Programa de Administração de Varejo, da Fundação Instituto de Administração, ouviu 500 paulistanos. Chegou à conclusão de que apenas 5% dos consumidores que compram algo para si voltam para trocar. Quando se trata de um presente, 20% dos entrevistados disseram tentar a substituição por outra mercadoria. Esse índice sobe para 30% em datas comemorativas, como Natal ou Dia das Mães. As mulheres são, de longe, as que mais lançam mão da prática: respondem por 70% de todas as devoluções do mercado.

Para agradar aos diferentes perfis, há uma tática certeira: seguir a máxima de que o cliente tem sempre razão. Nos Estados Unidos, tal princípio é levado ao extremo. O setor de comércio costuma aceitar devolução de produtos, muitas vezes em prazos indefinidos, e reembolsa o valor pago. Sem necessidade de alegar um motivo, basta dirigir-se ao caixa e pedir o dinheiro de volta no ato. Trata-se de uma concessão das empresas e não de um benefício garantido por lei. Por aqui, o reembolso só ocorre em caso de compra feita por internet ou telefone, em prazo de até sete dias após o recebimento da mercadoria.

"Aceito a devolução e assumo o prejuízo, pois não vendo mais o produto". Viviana Ximenes, da Vi and Co.:

Em lojas menores, normalmente se encontra maior flexibilidade. Dona da loja Vi and Co., no Itaim Bibi, Viviana Ximenes perdeu a conta de quantas blusinhas banhadas em perfume ou sujas de maquiagem - sinais claros de que o modelo foi usado - já trocou. "Se a pessoa retorna, é porque tem vontade de usar a marca. Pior seria se deixasse a roupa de escanteio." Seja qual for o motivo, é errado pensar que as lojas saem perdendo. "Quando o cliente se sente respeitado, assina uma espécie de pacto de fidelidade com a grife", afirma Nabil Sahyoun, presidente da Alshop."

  • O artigo 18 do Código de Defesa do Consumidor garante às lojas o direito de trocar apenas produtos com defeito, como manchas ou costuras soltas.
  • Em caso de defeito, a loja tem o dever de fazer a troca em até noventa dias.
  • A troca por numeração, cor ou modelo não é obrigatória, e se houver, é determinada pelo próprio lojista.
  • A maior parte das lojas permite a troca na tentativa de fidelizar o cliente. Mas as condições de troca variam tanto que confundem o consumidor: algumas lojas têm prazos curtíssimos; outras permitem que o consumidor retorne depois de meses... Entretanto, todas concordam em um ponto: exigem a manutenção da etiqueta (o que, cá entre nós, não serve como garantia de coisa alguma!).
  • Deveria ser obrigação dos estabelecimentos informar o procedimento adotado, o que nem sempre ocorre. "Tal descuido é reflexo de mau treinamento", diz Maurício Morgado, do Centro de Excelência em Varejo da Fundação Getulio Vargas.
  • E você, concorda que deve ser permitida a troca, mesmo quando o consumidor já usou a peça e/ou sua atitude não está de acordo com a política de troca da loja? Você vê vantagens neste tipo de troca?

* Tudo da Veja São Paulo. Para ver a tabela de avaliação realizada com as trinta lojas, clique aqui.

quarta-feira, 1 de julho de 2009

E quando o chulé invade a loja?

Pffff... está sentindo um cheirinho desagradável no ar? Bem no meio da loja, aquele par de tênis que o seu cliente acabou de tirar (pela primeira vez, após 90 dias de uso ininterrupto), é o culpado.
E agora? Como fazer com que as pessoas se dêem conta do tanto de nojeira que "mora" dentro de cada pé de tênis? Na Alemanha, lojistas que vendem calçados, tênis e material esportivo receberam do laboratório Novartis, fabricante do Lamisil, grandes caixas de acrílico expondo pares de tênis totalmente cobertos por fungos (de mentira) com uma mensagem de quarentena. A intenção era chocar as pessoas e passar a mensagem de que usando o creme da Novartis, a propagação de fungos é interrompida.

Lamisil é um produto indicado para o tratamento de doenças nos pés causadas por fungos (como frieiras, "pé-de-atleta" e o famigerado chulé, que tem o nome científico de bromidrose plantar). O material de PDV (ponto de venda) foi criado pela agência Saatchi & Saatchi da Alemanha.
  • Achei muito criativo, simpático, chamativo e... nojento! Torço para que dê resultados. Afinal, a dieta alemã de carne de porco, batatas e chucrute deve produzir um chulé... do Cão!
  • Além do material de PDV, foi desenvolvido um material impresso que "conversa" mesmo com o público alvo da campanha: jovens e adolescentes.

Eeeeeeecaaaaaa!

  • Sempre que algum cliente me pede dicas para eliminar o chulé, sugiro escalda-pés com vinagre (acido acético é um dos melhores fungicidas naturais que existem). E é um produto barato e acessível. Um litro de vinagre de álcool custa menos que R$1 e dá para muitas aplicações (a medida é um terço de vinagre e o restante de água morna, por pelo menos 15 min. Depois é só secar bem, especialmente entre os dedos e nas reentrâncias das unhas).
  • Aliás, manter os pés sequinhos é a grande sacada: aproveite para oferecer meias com grande porcentagem de algodão e um pouco mais grossas (que é para absorver bem o suor dos pés). Os bons fabricantes de meias sempre tem em suas coleções modelos assim (especiais para corridas de longa distância ou trekking).
  • E tem também as meias com propriedades antibactericidas e antifuncidas, feitas com microfibras que "transportam" a umidade do pé para fora. Tudo para exterminar com o maldito chulé carambolé...
  • Tem coisa mais indesejável que mau cheiro, hein?!

* vi no Update or Die. Para saber mais sobre o assunto e oferecer outras dicas para seus clientes, essa matéria do Jornal Zero Hora está supimpa: clara, resumida e completa.

terça-feira, 23 de junho de 2009

Já sabe qual vai ser o jeans do verão?

Não, não estou falando dos boyfriend, saruel ou cenoura. Meu assunto aqui é consumo. E a calça que vai vender nas lojas na próxima estação é a nossa velha conhecida skinny. Onde ainda é inverno (do lado de baixo do Equador), a skinny tem sido vista acompanhada de jaquetinhas hussardos (tipo as das paquitas, capice?), paletós mais longos, com os ombros marcados. O efeito é de segunda pele. Meias praticamente.

E no verão? Continua tudo particamente assim. Veremos os skinnies com camisetonas largas e fininhas (algumas até transparentes, em malha desgastada, que está sendo chamada de "podrinha"). E também com blusinhas de algodão com o shape de batinhas, que no entra e sai das estações, continua reinando na preferência das brasileiras. Ou com regatonas, mais longas e com cavas pronunciadas - que é para mostrar o sutiã e o que mais quiserem deixar à mostra. E estas regatas virão tanto em malha, com efeito mais casual - quanto em seda, organza, tule transparente, ou bordadas com muitas pedras ou paetês foscos ou brilhantes - com intenção de sofisticar. A novidade mesmo serão as LAVAGENS das skinnies:

  • Claras, passando pelo cinza e chegando ao branco;

Kate Moss e Vicky Beckam, ditando moda

  • Desgastadas e rasgadas (efeito destroyed ou ripped);

As Heidis - Montag e Klum - jeans ripado ou rasgado. E a bossa da barra dobradinha também tá valendo...

  • Manchadas (como as desfiladas por Balmain)
Na passarela e nas ruas, jeans muito claros, manchados, destruídos + jaqueta "paquita" (tudo Balmain)

No quesito MODELAGEM, atente para:

  • Cós baixo (moderadamente baixo, não o extra baixo);
  • Bolsos da trás maiores e costurados mais para baixo;
  • Costuras laterais (da cintura ao tornozelo) simétricas. Ou seja, dividem a parte da frente a de trás do corpo em partes iguais. "O objetivo é evitar o look "popozuda", diz Cristiane Ruiz, da Calvin Klein.

Mas, e como vender (e escolher) o jeans-meia certo? "Há skinnies e skinnies", como explica Tito Bessa, da TNG, em entrevista para a Folha de São Paulo, mais confundindo do que esclarecendo. "O segredo está na modelagem e no elastano (= lycra).

Na categoria skinnies "moça de família" (os recomendáveis), a dose de elastano misturada ao algodão não ultrapassa a linha do que é considerado bom gosto. Ou seja, nada da aparência de "embalada à vácuo".

Adriana Bozon, da Ellus, com look total jeans branco, antes do desfile verão 2009/10

A fabricante Ellus, por exemplo, controla o efeito elástico. Segundo Adriana Bozon, estilista da marca "as skinnys têm um percentual pequeno de power lycra (responsável pelo efeito knorr - conhece? - onde qualquer "galinha velha" acaba por dar um "bom caldo").

  • Já a Calvin Klein delimita a oferta de skinnys até o tamanho 42 para evitar que as fora-de-forma tentem entrar numa superskinny.

Em oposição, as skinnies a la Gang têm o espírito calça de ginástica. A dose de elastano é extra, extra, extra. Os bolsos, menores, são costurados mais para perto do cós (aumentam a derrière). E as costuras laterais são jogadas mais para a frente do corpo. Tudo para que o bumbum fique mais parecido com o de Jennifer Lopez (ou Juliana Paes, ou Beyonce ou Mulher Melancia).

Mulher Melancia (e Melão) no aeroporto Galeão, com os "confortáveis" jeans Gang

Ou, como descreve o material de marketing da Gang (marca carioca de Alcyr Amorim) "faz qualquer traseiro parecer grande e mais redondo".

Captou? Redondo e bem grande...

* quem deu as dicas das diferenças entre skinnies foi a editora de moda Simone Esmanhoto, no seu C'est Sissi Bon. A maioria das imagens é do Denimology. A do trio "força no elastano", foi tirada por Marcelle, no centro de São Paulo.

sábado, 23 de maio de 2009

The book is off the table

Descobri que o prefeito do Rio de Janeiro é leitor aqui do blog e mandou ver: Eduardo Paes (PMDB), mandatário da cidade toda linda, sancionou lei que obriga a tradução de palavras estrangeiras em peças publicitárias. A multa estipulada pode chegar a R$ 5 mil. Na primeira reincidência, o valor será dobrado; na segunda, o alvará da empresa será suspenso (uôua!). O vereador Roberto Monteiro (PC do B) foi quem propôs a lei. Seu argumento é o de "preservar a cultura do país e facilitar a compreensão dos textos de propaganda por quem não conhece outros idiomas além do português".

* li no Portal Onne.

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Fechando IV - Com clientes dentro!

A Victoria's Secret fecha loja para noivas! No domingo, 3 de maio, a loja da Lexington Avenue (Nova York) foi fechada exclusivamente para noivas.
As clientes - 50 noivinhas e seus convidados - tiveram assessoria de vendedores treinados especialmente para auxiliarem na escolha das melhores lingeries e maquiagens para usar no grande dia e assistiram a uma palestra com Mindy Weiss, a top wedding planeers dos Estados Unidos - a maior autoridade em organização e planejamentos de festas e casamentos nos EUA. Tudo isso regado a muito champanhe coquetéis e hors d'oeuvres especiais.

Para conferir a decoração da loja para o evento e parte da coleção especial de noivas, acompanhe comigo esta seleção de fotos feitas por uma noivinha blogueira (me espanta que disponham de tempo também para blogar!).

As cores que são a aposta da Victoria Secrets para as noivas 2009: lavanda e beringela.

Mesmo os modeladores são sedutores e não podem ficar de fora, nem na Victoria Secrets!

Buquês na decoração- com camélias, peônias e orquídeas - très chic!

Frases engraçadas (noiva "amarrada") nas típicas calcinhas americanas (reparem que a parte da frente parece uma tanga, mas atrás...) E vidros de balas com calcinhas embrulhadas com lacinhos cor de rosa.

E para as noivinhas antendas com a moda, uma aposta "haute couture": preto, rendas, transparências e mini rosas em tule, aplicadas à mão - tudo junto que é para não dar a oportunidade da cliente reclamar!

  • Deu para perceber que a loja da Lexington Avenue é enorme? Além do mais, sei de um monte de brasileiras que não hesitariam em morar lá dentro, tamanho é o encantamento pelas coisas que a empresa produz.

A flag ship da Victoria Secrets - "the most luxurious location ever!" (segundo a Morgan, noivinha que cedeu as fotos para este post.)

* li primeiro no Noiva.com. A foto do convite também veio de lá. As outras vieram do Moments by Morgan. E a da fachada da loja é do Fashion Windows.

terça-feira, 21 de abril de 2009

O dinheiro negro da Diesel

A Black Friday (sexta-feira negra) acontece tradicionalmente nas sexta-feiras seguintes ao Dia de Ação de Graças (Thanksgiving, feriado religioso comemorado na quarta quinta-feira de novembro, notadamente nos EUA e Candá) e é o dia em que os preços do varejo americano despencam.

Mas nada impede que o varejo faça sua própria Black Friday, completamente fora da data. Sexta passada, 17/04, a Diesel fez uma promo-relâmpago com esse tema e em clima de bom humor nos mostra como fazer uma bem humorada ação de guerrilha.

Foram distribuídas nas ruas "notas falsas" de dinheiro que valiam 30% de desconto em qualquer compra naquele dia. Também foram "deixados" montes de notas em lugares estratégicos - os consumidores, nesse caso, passam a fazer a propaganda da marca pra ela, funcionando como uma equipe de promotores muito mais eficiente. E o melhor: no meio dessa dinheirama falsa, podiam ser encontradas notas douradas (golden notes), que valiam 99% de desconto em compras (com um valor mínimo estipulado) no dia.

No vídeo, a ação na Itália, onde dois atores cômicos- com direito a megafone, casaca e cartola, oferecem o "dinheiro negro" em praça pública.

E abaixo, outro ator, na praça San Babila, em Milão, senta-se atrás de uma escrivaninha com uma pasta cheia de notas de descontos, com um cartaz onde se lê "Sim, concedo empréstimo".

  • Mais, no site da Diesel era possível imprimir sua própria nota e correr para a Diesel mais próxima com seus 30% de desconto garantidos. Bacana, não?! Quer dizer, MUITO bacana.
  • E o texto que explica o vídeo no youtube já vale como peça publicitária: "Desesperado com a idéia de perder teu ponto de referência, ou na pior das hipóteses, todas as tuas economias? Não te preocupes: a Diesel é a resposta para superar teu humor negro." Uma irônica alternativa para sobreviver à crise - distribuir notas de dinhero ilegais mas que, de certa forma, têm algum valor monetário.

* li no update or die

sábado, 11 de abril de 2009

"These shoes are made for nhoc'in"

E já que o tema Páscoa parece não ter fim, trago estas fotos lá do fuuundo do desktop. Afinal, se somos tantas que amam sapatos e não vivem sem chocolate, não são perfeitos estes sapatos feitos de chocolate?

E tem também para os meninos e para as criancinhas, olha só:

  • A primeira foto é da Gayle's Chocolates (entra lá, tem chocolate para todo tipo de público e datas, em caixas de presentes que são um delírio). As outras eu recortei sem me preocupar com a fonte, sorry.
  • É bem como já escreveu a cartunista americana Cathy Guisewite na capa de uma de suas coletâneas de quadrinhos (de 2000): "Sapatos: feito chocolate para os pés".

  • O título deste post, algo como "estes sapatos são feitos para comer" - foi inspirado no título da música de Nancy Sinatra, de 1966: These boots are made for walkin' (estas botas foram feitas para andar - em alusão à ideia de caminhar com seus próprios pés).
  • O vídeo está cheio de tendencinhas boas de observar: as meias finas transparentes (que estão voltando, para meu completo terror!); os pulls coloridos e em decote V; os cabelos com volume no alto; as ankle boots... Enfim, um clássico da moda sessentista. A musiquinha é grudenta feito chiclete no cabelo, mas vale o clique: dá vontade de dançar junto com elas!
  • Nancy Sinatra não foi esposa de Frank Sinatra, mas sua filha. E esta música foi seu hit de toda a carreira, um hino feminista - a letra foi considerada libertária para a época. Achei o máximo isso! Não é tão bom mesmo caminhar com nossos próprios pés?

quinta-feira, 9 de abril de 2009

Fashion e açucarados

Amanhã é domingo de Páscoa e foi em uma dessas coincidências maravilhosas que, nas meus passeios pela web desta semana, fiz uma descoberta sob medida para esta época: biscoitos fashionistas.

Que fofuras... A Eleni’s, de Nova York, faz bolachas com cobertura de açúcar (tipo pasta americana) com tudo o que uma loja tem pra vender - e que a mulherada adora comprar: sapatos de salto, bolsas, batons, vestidinhos, biquíni… Tudo super colorido e rico em detalhes - pra encher os olhos das clientas e fazê-las gemer de aprovação com o seu bom gosto.

Só o preço não é muito doce. Uma caixa com 16 unidades sai por US$ 75!

O que também pode ser um empecilho para experimentar, no velho mundo, as guloseimas fashionistas do hotel The Berkeley, de Londres.

Lá eles têm o Prêt-a-Portea (acho uma chiqueria este nome) um chá das cinco com docinhos e biscoitos inspirados nas mais recentes criações de nomes como Marc Jacobs, Zac Posen, Alexander McQueen, Prada e Valentino. O menu traz coisas como: chapéu Christian Dior feito com um duo de maçãs e mousse pink e quentede cassis. Ou biscoitos-sapatos Christian Louboutin com creme de pigalle verdes e solas vermelhas... Ou seja, um delicioso programa para entreter madames loucas por moda, por somente 34 libras (R$ 126) por pessoa. Se quiser incluir uma taça de champagne Laurent Perrier no menu, a taxa sobe um pouquinho. Vai para 42 libras.

  • Agora, imagine: um happy hour na sua loja, umas duas semanas antes do dia das mães, regado a um bom chá e biscoitos desse tipo, ãhn? É coisa pra sair em coluna social!
  • E diz que o chef confeiteiro do hotel londrino vai pessoalmente aos desfiles para buscar inspiração na criação das delícias. Parece o cúmulo da frescura? Não acho, não. Em época de recessão brava, quem não daria - com todo prazer -uma bela mordida em uma bolsa Louis Vuitton e devoraria sem culpas uma daquelas jaquetas de couro Balmain- com ombreira bem pontuda - que vi outro dia na Victoria Beckham?
  • Gostou da idéia e pensou em oferecer os biscoitos como um mimo, tipo um brinde para suas clientes, dá uma olhadinha nesta outra sugestão que mostrei aqui no blog. Dá bem para casar as duas idéias e fazer um presente bem especial. Afinal, lojas especiais sabem exatamente como encantar seus clientes
  • Minha dica: confeitarias da região, vocês estão deixando de ganhar dinheiro! Se você que me lê, conhece um/a confeiteiro/a talentoso e empreendedor/a, solicite uma adptação destas idéias. Certeza que vai vender muito. Não precisa nem me agradecer, basta me informar o telefone e o endereço, ok?!
  • * as fotos e as informções, vi primeiro no Descolex.

    terça-feira, 7 de abril de 2009

    "A balança é aqui ou pesa no caixa?"

    Para quem achou que exagerei na figura de linguagem, citando um carrinho de compras, no início do post sobre as mulheres frutas, coloco aqui algumas fotos da atriz Carolina Dieckmann, em tarde de compras pela Daslu:

    • Não é bem lindo esse carrinho de supermercado em vime (do tipo artificial, mas ainda lindo) e com capinha de algodão listrado, para proteger as valiosas compras das clientes? Vejam que, na foto acima, é Donata Meirelles, herself, que auxilia a atriz nas compras. Atendimento vip é tudo em uma loja - qualquer tipo. E cliente adora ser atendido pelo dono - anota aí!

    • E como faz tempo que não comento tendências de moda, presta atenção: O rosa vai invadir o verão! Em todos os tons, do pink indiano, passando pelo chique rosê, até os tons mais chiclete e rosa bebê. E no make também. A mulherada vai se descabelar atrás do batom e do esmalte "rosa-perfeito-bem-no-tom-da-minha-roupa-e-igual-da-revista". Pode escrever.
    • E na foto, mais tendências para anotar:cordão de pérolas (que pra mim, que sou devota fervorosa de Mlle. Chanel, sempre é, não tem essa de "voltou"); bolsa em tamanho "médio" e formato clássico - sem invencionices, porque a recessão tá aí e madame tem medo de arriscar seu rico dinheirinho no que não é "certo" (afinal, já perdeu tanto nas aplicações financeiras...). E a mistura do ultra-feminino - girlie - (do rosa, dos poás e dos babados) com o cinto pesado - de espírito roqueiro ou rocker - com tachas e ferragens grandes.

    * reparou que comecei, informalmente e não na ordem alfabética, um dicionário de termos fashion. Vou começar a anotar na listinha aqui de baixo, junto com os marcadores de postagem. Quando eu conseguir instalar um mecanismo de pesquisa, pode vir a se tornar uma ferramenta de aprendizado.

    * fotos da Revista Isto É Gente.