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sábado, 7 de novembro de 2009

Concorrência amiga

Em dois bairros paulistanos, grupos de lojas concorrentes estão sendo formados para atrair mais consumidores.

Na Vila Olímpia, quatro lojas voltadas a gestantes deram a largada, na intenção de firmar a imagem do bairro como um circuito completo de compras para as grávidas. Funciona assim: quem compra pela primeira vez em uma das lojas do grupo ganha um cupom que dá direito a 15% de desconto nas outras. "Existem entre 20 e 25 lojas dedicadas às gestantes no bairro. A grávida pode resolver sua vida por aqui", diz Flávia Lemes, dona de uma das lojas.

Na Vila Madalena, a coalizão também acontece no ramo de mãe e criança, mas é mais ampla. Envolve oito lojas e produtos de moda infantil, decoração e brinquedos educativos. O grupo vai oferecer atividades de rua para as famílias,com ateliês e brincadeiras, na praça do bairro.

O horário das lojas foi unificado e todas vão funcionar também aos domingos, de 29 de novembro a 20 de dezembro. "Queremos, com essa união, sinalizar que o bairro tem esse mercado infantil forte", diz Paula Moreno, uma das comerciantes participantes.

  • As atividades na Vila Madalena estão sendo divulgadas no site
    circuitovilinha.com.br.
  • As da Vila Olímpia estão em roteirodasgravidas.com.br.
  • Adoro estas iniciativas e acho uma perda de tempo encarar a concorrência como inimiga.
  • Ora, concorrentes são adoráveis! Sem eles ninguém iria a lugar nenhum, não é?

* li na Folha de São Paulo

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Moda infantil: feita para brincar ou para imitar os adultos?

Roupa infantil é negócio de gente grande. No Brasil, essa indústria produz um bilhão de peças por ano e cresce 6%, contra os 5% do mercado adulto. Em 2008, o segmento faturou US$ 4,5 bilhões, ou 15% do mercado total de roupas.

No desfile da coleção Cris Barros Mini, a modelo Carla Lamarca usa mesma estampa e tecido das filhas

Em um momento em que se estudam restrições na publicidade dirigida às crianças, grifes concentram suas estratégias exatamente nesse público. "Há dez anos não valorizávamos a criança como consumidora", diz Dieter Wolsgang Brockhausen, diretor da FIT (Feira Internacional do Setor Infanto Juvenil e Bebê). "Hoje ela é mais autônoma, tem contato social intenso e visualiza as informações mais rápido."

As marcas infantis têm estilos variados. "O que não significa que uma criança já tenha um estilo definido. Suas vontades são resultado de sua interação com o mundo e com o outro. É por esse processo que ela vai, ao longo da vida, optar por uma estética. A criança está sendo assediada a comprar mais e mais, criando um hábito que nem sempre é sadio", diz Maria Ângela Barbato Carneiro, coordenadora do núcleo de cultura e pesquisas do brincar da PUC-SP. "Mesmo que as roupas se enquadrem no mundo de fantasia, a criança não precisa de nada específico para desenvolver sua criatividade: ela pode transformar qualquer pedaço de tecido em uma boa brincadeira", diz Maria Ângela.

Tipo gente grande

Criança adora imitar pai e mãe."É uma forma de se organizar afetivamente", diz Marcos Cezar de Freitas, historiador especializado em educação. Grifes voltadas para os adultos já descobriram isso e lançam linhas infantis inspiradas em looks de gente grande.

Shiloh Jolie-Pitt com a irmã Zahara - vestida de Brad Pitt!

O que faz o sucesso das coleções com cara de mocinha/hominho é o apelo "fashion". As coleções dedicadas aos pequenos também seguem tendências. As meninas saem ganhando em quantidade de modelos, mas os estilistas vêm se empenhando em criar opções descoladas também para eles. O importante é priorizar o conforto, por isso, os modelos são mais larguinhos, às vezes mais compridos, para dar liberdade total de movimento.

Para ele, pólo cor de rosa e bermuda cargo. Para ela, calça sarouel e batinha - como os adultos, mas com conforto

Mas não vale fantasiar totalmente o pequeno de adulto. "Ao se vestir como os pais, a criança passa a adotar os comportamentos dos adultos, o que pode levar a um amadurecimento precoce", diz a pedagoga Maria Ângela Carneiro.

Quero ser princesa! Sou um super herói!

Brincar de faz de conta ajuda as crianças a desenvolver o pensamento simbólico e a criatividade, além de preservar a curiosidade, natural nessa fase. E ser princesa é uma das fantasias preferidas das meninas. Um vestidão digno de cinderela ajuda a compor o personagem - mas não é obrigatório para entrar na brincadeira.

Flagrante de Ana Clara Garmendia nas ruas de Paris - aqui e em todo lugar do mundo, meninas adoram pink!

Não precisa ser uma fantasia de super-herói para que a roupa seja lúdica. "A criança é capaz de transformar tudo em brinquedo, e a sociedade é capaz de transformar tudo em produto. Às vezes,esses dois movimentos se encontram", diz o historiador Marcos Cezar de Freitas. É o caso das peças que imitam bichos ou trazem estampas de personagens do universo infantil: as crianças adoram.

Roupão atoalhado de zebra estilizada, da Santa Paciência

* texto do Suplemento Vitrine, da Folha de São paulo de 10/10/09.Foto 1 e 2 do Petiscos. 3 e 5 da Folha de São Paulo

Área infantil em espaços comerciais estimula o consumo adulto

"Tem criança que pede para os pais virem aqui só por causa do "brinquedão'", conta Anselmo Neves, sócio-proprietário do restaurante Bacalhoeiro, de São Paulo. O "brinquedão" faz parte de uma área reservada para as crianças, com atividades e monitores, e é uma iniciativa crescente entre os empresários, a de oferecer espaços exclusivos para crianças e, assim, atrair e fidelizar clientes adultos.

Segundo Sérgio Santos, consultor empresarial e professor de marketing da pós-graduação da ESPM (Escola Superior de Propaganda e Marketing), a tendência está ligada a um fenômeno social: hoje, os adultos têm cada vez menos tempo para ficar com os filhos. Logo, o estabelecimento que unir adultos e crianças sairá na frente. "O diferencial será proporcionar à clientela fazer duas coisas ao mesmo tempo - estar com o filho e cortar o cabelo, por exemplo", diz Santos.

A criança é um "agente propulsor de consumo"- entretida faz com que a família permaneça por mais tempo no estabelecimento, ressalta Claudio Felisoni de Angelo, presidente do conselho do Provar-FIA (Programa de Administração de Varejo da Fundação Instituto de Administração). Assim, 57% das mulheres e 45% dos homens gastam mais quando levam filhos ao supermercado, segundo levantamento realizado no ano passado pelo Provar-FIA em parceria com a Felisoni Consultores Associados. Segundo Angelo, esse resultado também é válido para outros tipos de comércio.

Incluir esse tipo de serviço é fundamental para que os pais possam consumir sossegados enquanto alguém olha os filhos. "A criança de hoje também influencia na decisão de compra e na escolha do programa do casal", acrescenta.

Espaço para criança deve respeitar norma de segurança e ter monitor

Quem pensa em investir nesses espaços não pode esquecer as medidas de segurança. A NBR 14.350, norma de segurança para playgrounds da Associação Brasileira de Normas Técnicas, prescreve o uso de pisos emborrachados amortecedores, alerta José Gilberto Gaspar, proprietário da Instrutoy, de fornecimento e instalação de brinquedos. Maria Angela Barbato Carneiro, professora da Faculdade de Educação da PUC-SP, ressalta que a molecada não deve ficar sozinha - "não se pode fazer do espaço um depósito de crianças. É importante ter monitores não só para cuidar dos pequenos mas principalmente para interagir com eles", destaca.

Distrações vão desde livros até espaço planejado por arquitetos

É possível agradar à criançada com itens simples ou mais audaciosos - depende de quanto se quer e pode investir. Enquanto livros são baratos, um brinquedo múltiplo com escorregador, por exemplo, pode custar até R$ 20 mil.

O restaurante Bacalhoeiro, por exemplo, teve o espaço infantil planejado e equipado por um arquiteto e uma empresa especializada. O local possui brinquedos, fliperama, televisão, cercado acolchoado para bebês e monitoras."Os pais querem sossego durante a refeição e criança não fica quieta na mesa por mais de dez minutos", diz o sócio-proprietário Anselmo Neves.

Para distrair a garotada enquanto os pais tomam café, Marisol Vieitez, dona da cafeteria paulistana Nicecup Café, tem livros, gibis para colorir e gizes. Ela orienta os garçons a dar o material às crianças depois que terminam de comer."Alguns pais falam que aqui é o único lugar que eles frequentam que não é voltado especificamente para crianças", conta Vieitez. Para os clientes mirins, há mesas baixas e pratos e xícaras pequenos, além de porções menores no cardápio.

  • A matéria da Folha de São Paulo ouviu proprietários de restaurantes e cafés, mas o assunto aplica-se para lojas de todo o tipo.

  • Quem é mãe/pai sabe que é mesmo um sossego fazer compras com a certeza que as crianças estão seguras e se divertindo em um espaço criado e pensado especificamente para elas.
  • E as crianças adoram espaços com cadeiras, espelho e provadores com sua altura e com os quais se identifiquem - coloridos, lúdicos e confortáveis!

* texto e foto 1, Folha de São Paulo. Fotos 2,3 e 4 mostram a Livraria Cultura do Conjunto Nacional, na Av. Paulista,SP. As duas últimas imagens mostram a livraria Kids, de Beijing, China. Clique aqui para ver mais fotos - dá vontade de morar lá!

Uma fantástica Fábula

A grife carioca Farm tem uma irmã caçula, A Fábula, com três lojas (duas no Rio de Janeiro, nos Shopping Rio Design Barra e Rio Design Leblon e uma em São Paulo, no Shopping Market Place).

E o que há nas "páginas" da Fábula? Ela é despojada, lúdica, colorida e orgulhosamente brasileira.

Por todo o lado, nos móveis , nas araras e nas paredes, animais da fauna da mata atântica estão presentes, compondo a atmosfera criada pelo arquiteto Marcelo Rosenbaum que conseguiu reunir o melhor da proposta - criar um mundo de fantasias, tornar um sonho em realidade.

Com araras-tamanduás para expôr as roupas, baldes-macacos cheios de acessórios, carrinhos-onças e carrinhos-jacarés pra lá e pra cá, mesas-árvores, cabides-cobras e cabides-borboletas, as lojas também contam com um espaço com livros e um pequeno palco para contar histórias. Em uma das paredes, lê-se uma frase do livro "Quase de verdade", de Clarice Lispector: "Só é verdade no mundo de quem gosta de inventar, como você e eu. O que vou contar também parece coisa de gente, embora se passe no reino em que bichos falam."

Tamanduás com roupas penduradas no nariz, móbiles de morceguinhos e ursos revestidos de chita fazem parte do universo da Fábula

A Fábula apresenta um conceito de produtos com foco totalmente nas consumidoras mirins (a grife é direcionada para meninas entre 1 e 10 anos), criando uma experiência de consumo divertida e mágica. Todas as suas peças exibem estampas exclusivas, além de um design único, assinada pela estilista, e também uma das sócias, Kátia Barros.

Provadores-tenda e o interior, com móbiles no teto

A empresa CO.R Inovação,
especialista no reposicionamento de marcas no mercado treinou a equipe de vendas para que as atendentes não sejam meras vendedoras, mas também contadoras de histórias: todas as vendedoras têm formação em música e artes cênicas, para oferecer às mães e às crianças um atendimento lúdico diferenciado.

  • Moda para gente pequena com conceito de gente grande.

  • O site da marca vale a visita - considero um dos melhores sites de moda que já vi, apesar de preferir a primeira versão - a página foi recentemente reformulada.
  • Prestem atenção na seleção musical que apresenta o melhor da música brasileira em é super democrática: agrada crianças e adultos!

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Precoces

Suri Cruise, pelas ruas de Boston. Só no saltinho...

Noa Leijdesdorff (14) e Lev Livnev (13). Noa é editora chefe do blog Brains + Beauty. Lev é o fotógrafo (na semana de moda de Londres, SS 2009).

Garoto asssiste a desfile de Gareth Pugh, na Semana de Moda de Paris (setembro, 2009). Reparou na sacolinha de compras?

Tavi, a americana do interior de Chicago, tem apenas 13 anos, mas escreve e fotografa todo o conteúdo do seu blog, o Style Rookie. Já foi capa de revista e tema de muitas matérias. É considererada o fenômeno 2009 da moda mundial.

  • "A publicidade é o maior ataque ao mundo mental da criança, porque ela não tem capacidade crítica para rejeitar a ideia de que sua identidade está vinculada aos objetos que possui" Ana Olmos, psicanalista infantil (na Folha de São Paulo de 06/06/09)

* crédito das imagens, por ordem de aparição: Petiscos; Vanessa Jackman; Ana Clara Garmendia; A Crítica. Para saber mais sobre a força da publicidade na infância, releia o que já foi publicado aqui.

sábado, 28 de fevereiro de 2009

Bebê-buquê

Não sei se é porque a família está aumentando - em agosto serei titia pela terceira vez! - mas meus olhinhos faíscam quando vêem mimos para bebês.
Essa idéia da Amora Baby é muito charmosa. A loja faz rolinhos de tip-tops, fraldas de boca e pijaminhas em cestos e potes, mistura com flores e raminhos e forma buquês coloridos e suaves.
Uma boa idéia para os lojistas que trabalham com moda bebê e um presente e tanto para encher os olhos e aquecer os corações das jovens mamães.
* vi no Nove.