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sábado, 29 de agosto de 2009

O perfil do cliente de shopping no Brasil

Uma nova pesquisa sobre o perfil dos clientes dos shopping centers no Brasil foi divulgada no primeiro semestre deste ano. O estudo, realizado pelo IPDM, entre fevereiro e março deste ano, entrevistou 3.213 pessoas em 6 cidades – Rio, Belo Horizonte, Salvador, Brasília, Porto Alegre e SP. Uma das principais conclusões da pesquisa é que os shoppings brasileiros são mesmo reduto da elite – nada menos que 79% dos seus freqüentadores pertencem às classes A e B.

A novidade é que os homens passaram a também adotar essa idéia. Atualmente, 65% do público masculino freqüentador de shoppings vai a um desses centros comerciais toda semana, principalmente em busca de alimentação e lazer. Porém, quando os rapazes entram numa loja, costumam ser mais decididos que as moças – em 78% das vezes eles compram. Entre as mulheres a taxa de conversão nao passa de 59%.

É fato que os shoppings no país são um misto de local de compras e serviços e também um importante destino de entretenimento. Mas, em geral apenas 45% dos clientes saem deles com uma sacola na mão e só 39% dos entrevistados costumam comer nas áreas de alimentação.

Outros dados da pesquisa:
  • dos clientes de shopping no país, 56% são mulheres e 44% homens
  • 30% dos consumidores de shoppings pertencem à Classe A, 49% à Classe B e 21% às classes C/D
  • 9% deles têm entre 17 e 19 anos, 34% de 20 a 29 anos, 33% de 30 a 44 anos e 24% mais de 45 anos (não foram pesquisados frequentadores com 16 anos ou menos).
  • o gasto médio por visita em shoppings no Brasil é de R$ 140. Mas os homens gastam mais - R$ 144 contra R$ 138 das mulheres.
  • o gasto médio da Classe A é de R$ 196, o da Classe B é R$ 130 e o das Classes C e D é R$ 79.
  • 36% dos clientes de shopping também fazem compras pela Internet (em 2006 esse percentual era de 21%).

*tudo do Blog do Marinho

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Comprando roupa com realidade aumentada

O maior empecilho para o sucesso das vendas de roupas on line está por acabar - afinal, somente 3,7% dos que visitam esta modalidade de loja virtual finalizam seus pedidos. A Zugara lançou um software que permite experimentar roupas, via webcam, sem sair de casa. O recurso permite escolher o modelo, ir trocando cores e estampas, tirar uma foto para mostrar aos amigos (via Facebook) e claro, comprar as peças - tudo sem precisar de teclado ou mouse! A coisa toda parece ter saído de um capítulo dos Jetsons, tem até aquele sonzinho de teletransporte, trrrrrrrrrrrrrrrrrr. Olha só como funciona:

  • A bem da verdade, o recurso que mais me impressionou foi este de mudar comandos a mais de 100m de distância dos controles do computador.
  • Mas, sinceramente, ainda não dá pra conferir o caimento da roupa...
  • O que o futuro nos reserva? Se for parecido com este, vejo uma cirurgia para reverter miopia, no meu caso...

* vi no Update or Die.

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Crítica de Loja - Ponto Frio.com

Achei este texto singular: exemplifica muito bem o maior pesadelo das compras online - a entrega!

PRISÃO DOMICILIAR 14 de maio de 2009 - 20:04 Comprei uma geladeira no Ponto Frio. Eles pediram um prazo de 10 dias para entregar. Era para chegar hoje. Que horas? Entre 8 da manhã e 9 da noite. Mas, mas, mas, mas… Moramos sozinhos (eu e minha esposa, que está viajando). Passei o dia em casa, esperando o maldito caminhão do Ponto Frio.

Agora são 7:47 da noite e nada dele ainda. Estou em prisão domiciliar.

Para mim essa história ilustra bem o jeito de tratar consumidores neste nosso mundo. O Ponto Frio criou uma belíssima rede de distribuição, com uma logística bem pensada, provavelmente toda coordenada por computador. O caminhão sai de manhã com um roteiro racional organizado de forma a maximizar a eficiência, percorrer o mínimo de distância, arriscar ao mínimo danificar os produtos. Mas e o consumidor? Ora bolas, cada um com seus problemas.

O Ponto Frio investe dinheiro para melhorar a logística desde que isso aumente sua receita ou diminua seus custos. Mas, se o objetivo for melhorar a minha vida, eu é que me vire.

O pior é pensar que as soluções eram tão simples… Dar um celular ao entregador. Criar um site que torne a operação logística visível para mim também, não só para o motorista, para que eu possa me programar. Manter o serviço de atendimento em contato com o entregador, para que eles possam me dizer algo mais do que “não sabemos o roteiro dele” quando eu ligo lá. E eu estaria livre. Mas nada disso aumentaria o lucro do Ponto Frio. Agora estou aqui decidindo se cancelo a compra ou se me preparo para passar mais um dia preso.

São 8:03 da noite. Nada até agora.

Update: 8:14 PM - nada ainda. Liguei para o serviço de atendimento. Fui informado que o horário deles é só até as 7 horas. Eu tenho que esperar. Eles não.

Update 2: 8:27 PM - tô com fome. Não tem nada na geladeira (que aliás não funciona). Pedi uma pizza. Agora estou esperando dois entregadores. Tenho mais fé na pizzaria.

Update 3: 8:50 PM - chegou! A pizza, claro. A geladeira não.

* texto de autoria do jornalista Denis Russo, que escreve para a revista Veja e Superinteressante, entre outras

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Fechando II - O fim de um ícone

Falando de lojas que fecham, peço licença para comentar uma notícia que, à primeira vista, não parece ser sobre varejo de moda, o foco deste blog, mas que faz todo o sentido para mim.

Lembro a primeira vez que entrei na Mega Loja da Virgin Records no Times Square, em Nova York. Foi a primeira loja de CDs daquele tamanho que eu via. Enorme, descomunal, com uma variedade impressionante de CDs de todos os gêneros musicais. Fiquei alucinada. Passei mais de uma hora fuçando as prateleiras e perdi-me de meus irmão e de meu pai, companheiros de viagem naquela que foi minha primeira visita à Nova York. Era o ano de 1991. Voltei feliz para o hotel - e minha família, desde então, aprendeu que não vale a pena esperar por mim!

No dia 30 de abril de 2009, aquela loja imensa (a maior loja de CDs do mundo!) fechou suas portas para sempre. No seu lugar, será inaugurada mais um ponto de venda de roupas da marca Forever 21, uma das novas sensações da moda jovem nos EUA, conhecida por vender roupas com apelo fashion por preços acessíveis (a inauguração da Forever 21 está prevista para daqui há um ano). Além da loja da Times Square, outras seis lojas Virgin fecharão este ano, como a mega-store de San Francisco (foto abaixo). A justificativa é que o comércio de música migrou para a web e sobraram poucos clientes dispostos a pagar por mídias físicas. Por conta disso, manter lojas tão espaçosas em pontos de alto valor de aluguel, dificultaria a lucratividade da operação.

A loja da Virgin na praça mais famosa de Nova York foi um símbolo da força econômica do mercado fonográfico. Não se concebia nenhum lançamento de novo álbum de artista ou banda famosos sem uma passagem pela loja da Times Square, com a presença dos astros e de filas enormes de fãs à porta. A partir de agora, essas cenas farão parte do passado.

  • As informações dão conta que, somente na Virgin da Times Square, 200 funcionários foram demitidos. Com as seis lojas fechando, serão 1060 demissões diretas.
  • E como fica o mercado de produção de cds, estúdios, designers e tantos mais que vivem da venda de Cds e DVDs? Beleza, sei que essa história tem cara de "crônica da morte anunciada" e que há tempos se vê a venda de CDs e mesmo DVDs despencar, perdendo mercado para as compras online ou por dowloads gratuitos ou ilegais. Mas e daí? É fechar as portas e partir pra outra?
  • Talvez surjam outras tecnologias que substituam os CDs, assim como os LPs foram sustituídos por eles. Mas não consigo evitar a tristeza com o fim desse mercado: tão bom fuçar lojas de discos...
  • E quando a humanidade comprar tudo online? Ainda vão existir lojas físicas?

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Cliente paga o quanto quer em site de moda

Um site de moda da França está convidando os internautas a pagarem o que quiserem por 10 mil artigos durante uma promoção que ficará em vigor por quatro dias e que a empresa descreveu como "fórmula antirrecessão".
 

Entre 15 e 18 de maio, o site http://www.brandalley.fr/ disponibilizará roupas, sapatos, bolsas e outros acessórios originais de grifes famosas a um preço base de 1 euro, deixando os compradores pagarem mais somente se quiserem. Cada cliente poderá comprar no máximo dois itens.

 

"É uma liquidação que vai elevar o poder de compra dos consumidores num momento de crise, elevar nosso perfil, aumentar o tráfego em nosso site e gerar uma repercussão na net que é essencial para qualquer empresa que vende online", disse o executivo-chefe da BrandAlley, Sven Lung. O site faz parte dos 15 maiores varejistas da internet na França, com faturamento previsto de 50 milhões de euros este ano.

 

A promoção vem após iniciativas semelhantes de restaurantes em Londres e Sydney, que procuraram combater o ambiente pessimista gerado pela recessão econômica, deixando, por períodos limitados, que os clientes, depois de fazerem uma refeição, decidissem quanto achavam que ela valera. A expectativa é que as pessoas gostem da experiência e retornem aos restaurantes, mesmo depois de os cardápios voltarem a apresentar seus preços tradicionais.

Lung disse que a estratégia da BrandAlley é semelhante, com o intuito de atrair clientes novos que normalmente não compram pela internet. Ele admitiu que comprar bens online é impessoal, comparado a ir a um restaurante, e que pode ser mais fácil para os clientes (que não presenciaram um "esforço de atendimento") pagarem o preço mínimo dos seus produtos e nada mais. Se isso acontecer, a empresa pode perder até 90 mil euros.
 

"É um risco. Não vou me iludir. As pessoas que estão diante de suas telas permanecem anônimas e vão querer fazer um bom negócio. Mas tenho esperanças de que seja um sucesso", disse ele, acrescentando que, "com o tempo, os clientes novos conquistados compensarão pelos possíveis prejuízos".

     

  • Essa notícia vem de encontro com outras duas que li recentemente, sobre uma pesquisa realizada pela Euro RSCG Worldwide nos Estados Unidos, França e Reino Unido que comprova que, durante o período de vacas magras o consumidor aumenta sua percepção de valor. Ou seja, quer mais qualidade pelo mesmo preço.
  • Segundo David Jones, Executivo-Chefe Global da Euro RSCG Worldwide, isso não significa que estamos diante de caçadores de barganhas. "Valor é muito mais complexo do que simplesmente preço".
  • Outra pesquisa, esta realizada apenas no Reino Unido, pela LinkShare em parceria com o Penn Schoen & Berland Associates, aponta que 92% dos consumidores confiam mais no resultado de suas buscas online do que nas informações dadas por vendedores. 81% deles fazem pesquisa na internet antes de comprar e 19% declararam que pretendem diminuir suas compras na rua para aumentar as realizadas na rede.
  • Uôu! Essas informações geram tantas reflexões que é difícil focar em uma só. Por hoje, sugiro uma tarefa de casa. Tente responder porque 92% dos consumidores (uma soma de respeito - a que se considerar) não confiam nas informações dadas por vendedores, ãhn?
  • Respostas nos comentários, plis!
* da agência Reuters/Paris, para o jornal Correio do Brasil. Resultados das pesquisas, do Portal Use Fashion.

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Mãe Dináh

Lojistas e líderes do comércio do Brasil revelaram em pesquisa da Serasa Experian suas previsões de vendas para o Dia das Mães, uma das datas comemorativas mais importantes do calendário varejista.
O resultado geral é de estabilidade, na contramão dos anos anteriores, que foram mais otimistas. Dos entrevistados, 32% acreditam em queda, 68% estimam estabilidade ou melhoria em relação ao ano anterior.Os mais otimistas são os executivos das grandes redes varejistas. Entre eles, 45% aposta em aumento das vendas e faturamento. Na contramão, o pessimismo é mais forte entre os líderes de pequenas empresas, onde 34% aposta em queda.
O resultado por região também revela diferenças. Na região norte, por exemplo, há mais otimismo (39% apostam em elevação) e na região sul há menos (apenas 28% apostam em aumento).
Segundo a pesquisa, os itens mais procurados para presentear as mães em 2008 foram roupas, sapatos e acessórios - representando 24% do total vendido.
OTIMISMO NO COMÉRCIO ELETRÔNICO
Já no varejo virtual, o Dia das Mães promete: projeção do e-bit estima o aumento em relação a 2008 em 20%. Ao contrário das lojas de rua, que vendem mais moda, na internet as vendas de livros, perfumes e cosméticos devem ser a maioria.
  • Sei que ninguém me perguntou, mas já vou avisando que não dou muita bola para este tipo de pesquisa que tenta calcular vendas a partir de projeções; dos números do ano anterior e coisa e tal.
  • Mas também não sou de desfazer desse tipo de notícia. Costumo encarar as pesquisas de opinião como uma espécie de "fotografia do momento": podem não revelar toda a verdade, mas garantem uma visão bem ampla do mercado, como se quando se consegue uma visão do mar de uma sacada de edifício.
  • E existe também o efeito "rebote": as pesquisas acabam influenciando o ânimo de quem lê e se confirmando verdadeiras. As famosas pesquisas de opinião de intenção de voto, ora fidedignas, ora "plantadas" pelos candidatos para "encorajar" os eleitores indecisos, estão aí para nos provar disso.
  • Então, arrisca uma previsão para as vendas do Dia das Mães deste ano?

* dados da pesquisa divulgados pelo Portal Use Fashion

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

"Olhando? Temos vários modelos na vitrine... ali fora"

Esta crônica do escritor Maicon Tenfen, publicada no Jornal de Santa Catarina é genial!
O pior é que já presenciei respostas iguais a dada à Tia Giovana em muitos estabelecimentos fora de Blumenau (inclusive nos nossos!).
Vejam se não é assim mesmo: Muitas pessoas reclamam do comércio de Blumenau. No começo eu imaginava que o problema era apenas comigo. Acreditava que os vendedores me ignoravam quando eu entrava numa loja - ou ficavam de prontidão, sisudos, como se temessem um furto ou mesmo um assalto - por causa da minha insofismável cara de fome. É compreensível, eu pensava. O que esperar de um sujeito carrancudo, mal vestido e ainda por cima com modos e sotaque de camponês? Talvez tenham menos preconceito no outro lado da rua. Com o tempo, porém, fui percebendo que eu não era o único consumidor marginalizado da cidade. Tenho um amigo que entrou numa loja de brinquedos e levou 15 minutos para ser atendido. Ou melhor, não levou, porque no décimo quarto ele desistiu e foi embora. Detalhe: segundo consta, havia cinco funcionárias batendo papo atrás do balcão. Eis uma façanha dupla e digna de nota: de um lado o descaso com o dinheirinho do cliente (e do dono da loja, ai, ai, ai!) e de outro uma paciência capaz de envergonhar o mais digno devoto de Jó.Também minha Tia Giovana, coitada, passou por uma dura experiência no dia em que resolveu comprar um terno para o meu Tio Frederico (ela também deve ter cara de fome, um mal de família). Como entrou na loja e ninguém se apresentou para atendê-la, tomou a liberdade de manusear certas peças do mostruário. De repente: Algum problema, minha senhora? Nenhum. Só estou olhando uns ternos para meu marido... Olhando? Temos vários modelos expostos na vitrine. Se a senhora for ali fora, poderá vê-los mais à vontade. Quando a tia me contou essa história, perguntei se havia tomado alguma atitude condizente com as circunstâncias - escândalo ou assassinato, por exemplo. Ela respondeu que não. Contentou-se em dar meia-volta e sair para procurar o terno do Tio Frederico em outro lugar. A senhora tem toda razão, tia. Pra que perder tempo discutindo? Se não querem os nossos trocados em uma loja, é possível que queiram em outra, não é verdade? Nem tanto. Houve uma época em que decidi jamais voltar a qualquer estabelecimento que tivesse me esnobado, desprezado, destratado ou humilhado. Achava que não havia para onde fugir. Mas agora há. É uma loja fantástica, chamada Internet.
* Maicon Tenfen é escritor. Extraído do Jornal de Santa Catarina, de 10/12/07.