Mostrando postagens com marcador pirataria. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador pirataria. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Valor agregado X Valor intrínseco: qual sua posição?

A jornalista de moda da Folha de São Paulo, Vivian Whiteman, escreveu uma crítica à editora de moda da Vogue América, a poderosa Anna Wintour (que é diaba sim, mas não veste só Prada) no blog Última Moda. Um dos temas levantados é o complicado assunto sobre o valor agregado dos produtos grifados e os "de marca diabo", muitas vezes tão parecidos e vindos do mesmo fabricante que nos deixam sem palavras - e sem argumentos frente aos nossos clientes. Olha só: "Vamos dizer, num exemplo fictício, que a Prada tenha colocado à venda uma regata básica feita de renda renascença. Imaginemos que a regata tenha sido feita e exportada por rendeiras de Pernambuco, que dominam a técnica. A Prada vende a regata em suas lojas, com embalagem e etiqueta. As bordadeiras vendem a mesma peça na feira nordestina. O material é o mesmo, o produto é idêntico, mas qual deles tem mais valor (de venda)? Se a resposta fosse, os dois têm valores (traduzidos em preços) iguais, estaríamos considerando de fato o valor intrínseco, o tecido, a técnica, o tempo de trabalho aplicado etc. Mas, sabemos que, na realidade o produto da Prada seria considerado mais valioso, graças ao chamado 'valor agregado' da grife. Valor esse que não está no produto, é um valor simbólico. Tem também um valor instrumental, ou seja, um valor de uso, porque usar uma peça da Prada representa o status da riqueza, que não está necessariamente na roupa, mas que pode ser apreendido por meio dela.

O que dizer então das grandes grifes internacionais que terceirizam sua produção para ateliês clandestinos, ateliês que fazem as peças originais (com etiqueta) e se encarregam também de fazer as falsificadas (sem etiqueta)? E das centenas de fábricas de calças jeans genéricas que vendem seus produtos para marcas de 'jeans premium'? Como fica a questão do valor nesses casos? E vamos mais longe. Uma bolsa-porcaria 'made in China' vendida na 'ala popular' da loja de Marc Jacobs, vale mais ou menos do que uma boa bolsa de couro artesanal vendida numa feira hippie? Na análise que faço desse quadro, não dá para falar a sério da 'era do valor intrínseco' dentro de um contexto em que o valor principal ainda é o emprestado pela 'aura' da grife. A única possibilidade seria fazer comparações entre os produtos das grandes grifes e, somente entre eles, identificar aqueles que realmente têm design especial, matérias-primas de qualidade e caráter artesanal no que diz respeito à manufatura. Seria bom levar em conta também as condições em que esse produto foi feito, se o trabalhador recebeu decentemente, se seu horário de trabalho foi respeitado e seus direitos observados, porque trabalho escravo (ou semi-escravo), pelo menos na minha cabeça, acaba com o valor intrínseco de qualquer produto."

  • Se você é lojista ou mesmo consumidor, já deve ter topado com esse convite: "- Compre este jeans - esta marca é a mesma que produz para a Forum, Diesel, Carmim... Pode reparar, é o mesmo corte, lavagem etc. A unica diferença é o preço!" E não só com fábricas de jeans, mas de t-shirts, bolsas, sapatos masculinos e tudo o mais. Esse é um argumento que o/a estimula a comprar?
  • Peço a gentileza de responder a questão e comentar o assunto no espaço reservado aos comentários. Estou buscando mais informações para trazer este assunto novamente, aqui.
  • O texto completo da Vivian é longo, mas muito bom. Para lê-lo inteiro, procure pelos 4 posts intulados "Nem vem, Anna", no Útima Moda. Ou aguarde, pois selecionei mais trechos interessantes, especialmente para postar aqui.

domingo, 22 de fevereiro de 2009

Campanha contra a pirataria

Para combater a pirataria, que segue aumentando e prejudicando as grandes marcas, a Adidas criou a campanha "Fake Hurts Real" (o falso fere). Os cartazes com a mensagem "imitações são feitas de forma precária e não te dão nenhuma proteção" estão sendo veiculadas na Ásia e Oceania.
  • Torcendo para que a campanha chegue ao Brasil, rapidinho.
  • De fácil compreensão e bastante original, a boa publicidade me faz sorrir feito boba, com o canto dos lábios... Bem diferente de quando vejo umas e outras porcarias por aí.

* vi no mktsport