domingo, 6 de dezembro de 2009

Frase

"Se você não gosta de alguma coisa, não compre. Não compre a revista se não gosta da mensagem que ela passa. Se você não gosta da imagem que uma marca quer passar, não consuma essa marca. Não consigo é concordar com quem reclama mas continua consumindo. Se as pessoas não gostam de modelos muito magras, que parem de comprar as revistas com as modelos muito magras e acredite, essas revistas vão mudar rapidamente. São negócios."

  • Da ex-modelo Cindy Crawford, quando questionada sobre a regulamentação do uso de Photoshop.
  • Cindy também disse que se tivesse se lançando agora no mundo na moda, não teria se tornado uma supermodel. "Eu tenho uma aparência saudável demais. Um corpo como o meu não é o padrão das passarelas de hoje".
  • Pois é, Cindy, o mais chato disso tudo é perceber que pensamentos como o seu também não são o padrão da atualidade.

*li no Petiscos.

sábado, 5 de dezembro de 2009

Neste Natal, como nos anteriores

HOJE É DIA 5 DE DEZEMBRO de 2009.

Dezenas de milhares de paulistanos e de moradores de vários Estados e cidades do Brasil encorpam a longa fila de compradores da rua 25 de Março e arredores.

Por que tantos se arriscam a comprar produtos sem garantia nem mesmo de que sejam originais, quando há 50 shoppings em São Paulo, sem contar lojas de rua?

A reposta é: impostos. Muitos impostos. Um absurdo de impostos. Uma derrama de impostos de fazer Tiradentes se revirar no túmulo.

Não seria mais inteligente cobrar menos impostos, e ampliar a quantidade de pessoas que os pagam? Sim, seria.

Não seria melhor reduzir a economia informal, cobrando impostos mais razoáveis? Sem dúvida. Então, por que continuamos a ser um dos países do mundo que mais massacram os contribuintes, e que mais reduzem o poder de compra de seus consumidores, amassando-os com tantos impostos, taxas e contribuições?

Porque políticos, em nosso país, são julgados pelo que constróem, pelo que inauguram, principalmente em anos eleitorais. Tratamento de esgotos? Não, isso não dá votos, porque fica enterrado sob as ruas e avenidas. Escola? Não, os eleitores votam em estradas, viadutos, centros esportivos, estações de metrô (que são importantes, obviamente). Mas não votam em controle de gastos, em redução de déficit, em impostos bem comportados.

Enquanto sofremos com os limites extrapolados do cheque especial, do rotativo dos cartões de crédito, nosso dinheiro passeia, pagando votos disfarçados de bondades. E nós nem reclamamos.

Como nós somos bonzinhos, não? Como nós deixamos que façam isso conosco? Perguntem aos políticos. Eles sabem, mas não vão contar para ninguém.*

  • E a imagem que ilustra o post veio do Portal Terra desta semana. Mais uma imagem absurda da guerra entre policiais e vendedores ambulantes (camelôs) da Rua 25 de março, na capital paulista.
  • Porque consumidores arriscam suas vidas para garantir as compras de Natal? Compras de "quinquilharias", diga-se, pois por lá não são vendidos artigos de primeira necessidade, como alimentos ou eletrodomésticos.
  • Ou, como bem escreveu José Simão, "o imposto no Brasil não é alto. NÓS É QUE SOMOS BAIXOS!"

* Maria Inês Dolcci, escreve sobre defesa do consumidor. Na Folha de São Paulo, em 05/12/09.

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Virando tudo de ponta-cabeça - ao pé da letra!

A Gap lançou um programa de fidelidade, chamado Sprize, no Canadá, que, segundo a marca, vai virar o varejo de cabeça pra baixo: os consumidores ganham crédito quando as roupas que compraram pelo preço integral entrarem em promoção (em um prazo de 45 dias).

E esse crédito pode ser usado não apenas na Gap, mas na Banana Republic e na Old Navy (marcas pertencentes ao grupo).

Como esta é uma iniciativa arrojada, resolveram chamar a atenção das pessoas da mesma forma: tudo (o que foi possível) na rua da principal Gap de Vancouver foi virado de cabeça pra baixo, incluindo a placa com o logo na fachada, as roupas expostas e até os carros em frente!

  • Tão bom ver que existe tanto para inovar no comércio, basta ter inteligência e vontade de pôr as mãos na massa.

  • Pena que, neste ramo, a maoria prefira a cópia e a imitação...

* vi primeiro no Upadteordie.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Marc Jacobs promove "troca troca" no West Village

Olha só que curioso: sabia que quando uma loja do Marc Jacobs no West Village, em Nova York, vende menos do que outra, elas "trocam" de endereço?

Pois é isso mesmo! Jacobs tem cinco unidades no bairro e, vez ou outra, promove uma espécie de dança das cadeiras. Por exemplo, a Little Marc Jacobs, que era na Bank street até o começo do ano, trocou com a linha masculina, que estava na Bleecker. Foi a única mudança de 2009, mas já aconteceu outras vezes, no ano passado e anterior.

  • Então, fica a dica, quando for a Nova York, cheque antes o endereço onde Marc Jacobs decidiu instalar suas lojas!

  • Eu fico aqui me perguntando como o cliente absorve estas mudanças.

  • Deve rolar uma "confusãozinha básica", não?

* li no Chic.

sábado, 7 de novembro de 2009

Cliente oculto - sua loja está preparada?

No fim da tarde de uma segunda feira, a empresária Stella Kochen Susskind está em seu escritório, no Morumbi, e reclama de como havia sido recebida com descaso horas antes em um magazine próximo. Dentro ou fora do horário de expediente, ela tem o costume de avaliar nos mínimos detalhes o serviço dos lugares que frequenta.

Há vinte anos, a mania virou negócio. Stella desenvolveu a metodologia do freguês oculto e, no início de 2009, abriu sua própria firma, a Shopper Experience. Empresas que desejam saber como o público as vê contratam Stella, que manda ao local um de seus clientes secretos, como ela chama as pessoas cadastradas para esse fim em seu banco de dados. O espião visita a loja ou restaurante e se comporta como um consumidor comum. É orientado a realizar uma compra apenas se for bem atendido. Só ao chegar em casa preenche o relatório.

Para não ser flagrado em ação, vale gravar as observações na caixa postal do próprio celular ou usar um microgravador camuflado no guardanapo. Como numa missão secreta, antes de iniciar o serviço, o avaliador assina um contrato de confidencialidade e a remuneração varia de acordo com a complexidade da ação. Segundo Stella, um cliente misterioso recebe entre 50 e 200 reais para testar o atendimento de uma loja de departamentos ou até R$ 1 mil para passar um fim de semana num resort, sempre com todas as despesas pagas.

As empresas que usam esse tipo de pesquisa podem desembolsar entre R$ 5 mil e R$ 1 milhão. "O que diferencia é o tamanho do estudo. O mais caro é em nível nacional e contínuo - com cerca de mil avaliações por mês durante 12 meses. O dono do negócio quer saber se o cliente vai voltar, se vai recomendar o estabelecimento e, principalmente, se vai gastar mais na próxima compra", afirma Stella, que trabalha para empresas tão distintas quanto C&A, Bradesco e Hospital Veterinário Sena Madureira. Sua mais nova empreitada é conferir como anda o atendimento a deficientes físicos.

O relatório final do cliente oculto é uma excelente ferramenta de treinamento. Os resultados são imediatos e se for apresentado de forma positiva aos funcionários, cria comprometimento e melhorias na operação da loja.

"Trata-se de um serviço que permite identificar com precisão o grau de satisfação do consumidor", explica Anselmo Milani, coordenador do projeto Cliente-Espião do Centro de Tecnologia do Varejo do Senac-SP. "Em geral, o dono do negócio está querendo checar a eficácia de um investimento feito em treinamento. Os resultados, porém, são tão promissores que o número de empresas varejistas dispostas a bancar o serviço vem aumentando. O Senac faz questão de que seus próprios consultores façam as visitas nas lojas. Isto porque o roteiro inclui não só a tradicional provocação verbal mas também a observação da loja e do vendedor. Tivemos o caso de um consultor que foi numa loja de móveis e quando abriu um armário encontrou uma pizza dentro. Parece absurdo ou divertido, mas o cliente pode deixar de comprar por algo assim", finaliza Milani.

Concorrência amiga

Em dois bairros paulistanos, grupos de lojas concorrentes estão sendo formados para atrair mais consumidores.

Na Vila Olímpia, quatro lojas voltadas a gestantes deram a largada, na intenção de firmar a imagem do bairro como um circuito completo de compras para as grávidas. Funciona assim: quem compra pela primeira vez em uma das lojas do grupo ganha um cupom que dá direito a 15% de desconto nas outras. "Existem entre 20 e 25 lojas dedicadas às gestantes no bairro. A grávida pode resolver sua vida por aqui", diz Flávia Lemes, dona de uma das lojas.

Na Vila Madalena, a coalizão também acontece no ramo de mãe e criança, mas é mais ampla. Envolve oito lojas e produtos de moda infantil, decoração e brinquedos educativos. O grupo vai oferecer atividades de rua para as famílias,com ateliês e brincadeiras, na praça do bairro.

O horário das lojas foi unificado e todas vão funcionar também aos domingos, de 29 de novembro a 20 de dezembro. "Queremos, com essa união, sinalizar que o bairro tem esse mercado infantil forte", diz Paula Moreno, uma das comerciantes participantes.

  • As atividades na Vila Madalena estão sendo divulgadas no site
    circuitovilinha.com.br.
  • As da Vila Olímpia estão em roteirodasgravidas.com.br.
  • Adoro estas iniciativas e acho uma perda de tempo encarar a concorrência como inimiga.
  • Ora, concorrentes são adoráveis! Sem eles ninguém iria a lugar nenhum, não é?

* li na Folha de São Paulo

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

A incrível arte de vender sapatos

Uma crônica bem humorada sobre esta subestimada profissão, sob a ótica de uma jornalista aficcionada por sapatos.

Hoje fui a uma loja de calçados para tentar achar uma sandália com algum salto. Algo que acrescentasse ao menos uns 5 cm aos meus portentosos 1,55m.

Encontrei uma que me pareceu muito confortável e com preço atraente. Como estava com pressa, já fui adiantando: "Olha, eu quero esta aqui ó, preta, 36". E a moça sumiu loja adentro. Depois de quase uns 10 minutos ela volta com três caixas. Logicamente que nenhuma delas continha a minha elegida, preta, 36. Quando eles vêm com duas ou mais caixas, pode esquecer, porque o que você pediu, eles não têm - bingo!

"- Olha, a preta 36 não temos, mas tem esta branquinha, esta amarelimha (tudo no diminutivo!) e a pretinha 37. Quem sabe com uma palmilha?" - Obrigada, moça, eu queria mesmo a preta 36. E palmilha faz o pé suar pra dedéu, Deus me livre!"

Entrei em mais duas lojas e a situação se repetiu, com poucas variações. Pedia a mesma sandália e os vendedores voltavam com pilhas de três metros de caixas, tais quais malabaristas chineses. Claro, sem minha sandália, que suponho, estava a anos-luz daqui, quiçá apenas na fábrica.

Fiquei pensando depois nesta maravilhosa arte do "ah, se não tem tu, vai tu mesmo." Deve haver uma razão para os vendedores agirem assim, provavelmente porque alguns incautos devem acabar desistindo de comprar o que realmente queriam e levar algum outro sapato "empurrado" pelo vendedor.

Agora imaginem isso aplicado em outras áreas do varejo. Na livraria: "Oi, por acaso vocês têm Os irmãos Karamázov? O vendedor volta com dois livros: "- Olha, este não tem, mas tem esta Bíblia e este aqui que é um best seller, da Aparecida Liberato, aquela irmã do Gugu, sabe, sobre numerologia, tá vendendo bem que só… E é grande também, já que você deve gostar de livro grande, pelo jeito…". "Ah, sim, vou levar o da Aparecida, afinal o conteúdo deve ser quase o mesmo."

E como seria a mesma situação em outras situações, vida afora? No trabalho, o seu chefe lhe pede: "Ricardo, traz pra mim aquele relatório que te pedi ontem." Você demora uns quinze minutos e volta esbaforido com três pastas: "Olha, seu Aderbal, aquele relatório não tem, mas tem este aqui que foi feito no mesmo período do ano passado, este outro que é muuuuito similar àquele, apenas houve mudanças na cotação do dólar, que estava a dois pra um àquela altura, e este…"

Nem preciso avançar pra sabermos que isso é exponencial. Eu, por exemplo adoro imaginar-me na redação do jornal e atender ao pedido do chefe de redação nos mesmos termos: "Patrícia, cadê a matéria sobre o Prêmio Nobel de Literatura?" "… Ah, esta não fiz, mas olha que legal essa matéria sobre cachorros hipertensos…"

Agora me digam: por que vendores de sapatos podem agir assim impunemente? (Alguns que vendem roupas também agem assim, mas é mais raro. No ramo dos calçados isso parece ser pré-requisito pra poder trabalha!)

Lutemos pois, pelos mesmos usufrutos dos vendedores de sapatos! Chega de tanto maniqueísmo. Não dá pra ser assim "ou isso ou nada feito", precisamos variar, dar e ter opções.

Alguém aí quer me contratar para vender sapatos?*

  • Antes que algum vendedor de sapatos com pouca presença de espírito venha me atirar pedras, aconselho a entrar no link original de onde copiei o texto e ler os comentários lá deixados...
  • Leitor(a) amigo(a), já esculachararam a autora do texto antes de você - e com tanta propriedade - que não sobraram mais palavras de desagrado que valham a pena ser escritas para criticar este post.
  • Válido também para quem se divertiu com a leitura e quer estender a diversão...

* por Patrícia Köhler, no blog
Cinta Liga.