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segunda-feira, 9 de março de 2009

Recall de Havaianas infantis nos EUA

E agora apareceu até recall de chinelos. E não é qualquer um: a brasileira Alpargatas vai recolher cerca de 210 mil pares infantis de Havaianas nos Estados Unidos, por falha no padrão da pintura.
Segundo o órgão de defesa do consumidor americano, unidades com pintura decorativa têm nível de chumbo acima do permitido pela legislação deles.

* li no blog da Lurdete Ertel, no clicrbs.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Crítica de Loja - Havaianas da Oscar Freire

O templo do chinelo

As Havaianas, todo mundo concorda, são um primor do design: fazem uso econômico do material, dão incrível segurança para andar, têm a elegância fatal da simplicidade e duram até muito depois de você se encher delas. O fato de ser possível encontrá-las em qualquer biboca do território nacional -no supermercado, na feira, na venda- não é menos charmoso. E que outra coisa tão bacana e usável, no mundo, custa R$ 7? Recém-aberta na Oscar Freire, a loja-conceito da Havaianas mostra que a combinação de fatores raros está longe de ser suficiente. Na trilha de um esforço de "branding", o templo à sandália se esmera em associá-la a tudo que é valor do mundo do consumo, como que para garantir ao frequentador, o motivo "certo" para achá-la chique. Tem a arquitetura de Isay Weinfeld, bonita que é um desperdício; o cubo de plasmas que exibe animações com a textura da sandália, uma boa ideia de resultado médio; e o perfume, ou melhor, "identidade olfativa", pelo qual tive de perguntar à vendedora. "Sai dali", ela disse, apontando o aromatizador sob a barraca de feira que é a peça central da loja, e, não por acaso, a coisa mais simpática lá. E tem o "contêiner" dos modelos exportação, que custam de R$ 40 (tiras transparentes ou cores metalizadas) a R$ 200 (com cristais Swarovski); o balcão de customização, onde você pode misturar tiras, solas, broches e brilho; e o display com fatos e fotos históricas, onde se descobre que as sandálias foram copiadas de um modelo japonês com tiras de tecido e que, em dado ano, "pessoas famosas" começaram a usar a marca. Como loja, o Espaço Havaianas tem seus achados: as bolsas, que começaram usando variantes das tiras do chinelo como alça, com resultados literalmente sofríveis, estão melhorando; a linha infantil Ipê, com desenhos de bichos brasileiros e frases que explicam quem são, é fofíssima; e há combinações clássicas que andavam sumidas, como branco com marrom ou azul-marinho, por R$ 8,90. Já entendi que as Havaianas podem ser caras, customizáveis e decadentes; mas continuo achando estas últimas as únicas realmente chiques.

* texto de Helena Linhares para a Folha de São Paulo de 31/01/09.

  • Mais sobre a nova loja Havainas (com fotos do interior)? Aqui.

sábado, 24 de janeiro de 2009

Havaianas inaugura loja de 10 milhões de reais na Oscar Freire

Símbolo do Brasil aqui e no exterior, a marca de sandálias Havaianas inaugurou em janeiro de 2009 sua primeira loja-conceito no mundo, localizada na rua Oscar Freire, em São Paulo.
Batizada de Espaço Havaianas, a loja tem 300m2 e projeto arquitetônico de Isay Weinfeld (nota da blogueira: é dele também o projeto premiado da Clube Chocolate, na mesma Oscar Freire), conta com a linha completa de 350 chinelos, além de modelos exclusivos para exportação e a recém-lançada coleção de bolsas, toalhas, chaveiros, pins e meias.
Materiais que valorizam a cultura brasileira estão por todos os lados, e no teto, um mosaico de clarabóias que deixa a luz solar entrar no ambiente, tem aberturas nas laterais para que a água da chuva irrigue as palmeiras e pitangueiras que fazem parte da decoração. Os bancos, de tronco de madeira pequiá e o piso de pedra goiás tornam o ambiente bem despojado.
O lado high-tech da butique fica por conta de um cubo formado por 51 telas de 42 polegadas cada uma, no qual são exibidos vídeos e animações sobre as sandálias. "A ideia é interagir com o imaginário das pessoas", diz o curador das projeções Marcello Dantas, também diretor do Museu da Língua Portuguesa. O sistema de luz, som (há setenta caixas acústicas escondidas no jardim e nas prateleiras) e vídeo é acionado por uma rede de sessenta computadores.
Com 12 metros, a fachada horizontal integra a Oscar Freire a um platô que permite uma visão panorâmica do Espaço Havaianas, e ao descer a escadaria que dá acesso à loja, é possível visualizar ao fundo um paredão de sandálias em cores vibrantes.
No centro da loja, está o espaço “Barraca de Feira”, que homenageia a origem popular da marca, expondo os modelos mais tradicionais como se fossem frutas da estação.
Todos os modelos exclusivos para exportação são encontrados em um contêiner, como os utilizados nos navios cargueiros, e um espaço para customização é um dos mais atrativos.
Um cilindro exibe a coleção de bolsas Havaianas e uma árvore de ipê, reforça o compromisso da marca com o meio-ambiente. Neste local, as peças criadas em parceria com o Instituto de Pesquisas Ecológicas (IPÊ) são expostas junto a uma árvore de Ipê e 7% da receita deste produto é destinado às pesquisas do instituto.
Por fim, as sandálias para os pequenos estão expostas em um display em formato de quebra-cabeça.
Um espaço "sensorial"
Entre os principais diferenciais do espaço, a possibilidade de ter a experiência sensorial de prazeres simples, como a sensação de brisa no rosto, a umidade da chuva ou ainda o desabrochar das flores presentes no “Espaço Havaianas”. Além disso, uma “identidade olfativa” foi desenvolvida pela Natura exclusivamente para a Havaianas, com o objetivo de traduzir em uma fragrância a simplicidade, o colorido e a alegria da marca.
Números
Não é de hoje que as Havaianas saíram dos canteiros de obra e foram parar nos pés de celebridades como Angelina Jolie, Brad Pitt, Britney Spears e Kate Hudson. Também não é novidade que a sandalinha de dedo com sola de borracha se transformou num ícone da moda pop e num dos produtos brasileiros mais globalizados: só em 2007 foram comercializados 171 milhões de pares, sendo 20 milhões para 65 países.
Detalhe: o modelo mais simples, vendido por 8,90 reais em supermercados brasileiros, custa 18 euros (54,70 reais) na Galeria Lafayette, em Paris.
Para recuperar os 10 milhões de reais investidos, a Alpargatas espera vender ali 6 000 pares de chinelos por mês, que custam entre 7,90 (modelo infantil da linha Top) e 250 reais (com tiras bordadas com cristais Swarovski).
O objetivo da Alpargatas, que lançou o chinelo em 1962, é estreitar laços junto a um público acostumado com exclusividades. E, claro, ser um ponto turístico para os que vêm visitar a via comercial mais elegante da cidade.
* texto e fotos extraídos da Revista Veja São Paulo, de 24/01/09.