quarta-feira, 4 de março de 2009

Comércio aquecido!

Pelo menos um segmento do varejo está ganhando com essa onda de calor: os que vendem ventiladores e ar-condicionados. Segundo reportagem do Jornal do Almoço, da Globo, nesta quarta (04/02), desde que começou a onda de calor, só uma loja de eletrodomésticos em Campinas, SP, vende um ventilador a cada 10 minutos! Em outra (que parecia ser o Extra) as vendas deses produtos aumentaram 10 vezes em relação ao ano passado, de 6 unidades por dia, passou a 60!

Verão quente!

Segundo a previsão do tempo, a onda de calor ainda se mantém por três dias, ou seja, força no ar-condicionado. Porque, como me contou uma cliente ainda ontem: "Nestes dias de calor eu passo nas ruas e verifico o clima dentro das lojas - se está fresco eu entro e fico por alguns minutos, o suficiente para poder me refrescar e enfrentar a rua de novo. Só que nessas, sempre acabo comprando uma coisinha ou outra - depende do produto e do vendedor!"

Frases

"Paralisação de montadoras provoca falta de carros." O Brasil não tá em crise! O povo quer comprar! E por que as montadoras pararam de montar? Porque a Míriam Leitão falou que o Brasil tá em crise e eles acreditaram. Rarará! Só tem crise pra duas pessoas no Brasil: jornalista e humorista! É como falou aquela consumidora no shopping, comprando feito louca nas promoções de verão: "a crise a gente deixa pra março!" É mole? José Simão, cronista, na Folha de São Paulo.
  • Março chegou! E o sol continua a brilhar - como nunca! Onde estão as águas de março? E o chororô dos comerciantes? Por enquanto, só um ou outro chiado. Por enquanto, ainda estamos no paraíso... ainda!

* ilustração Gra Mattar

Consumoterapia e a vida sem excessos

Atire a primeira pedra quem nunca afogou as mágoas ou celebrou uma vitória se dando um presente, em geral, algo desnecessário, quase inútil. Comprar é o esporte predileto do planeta. "Quando começou a comprar almas, o diabo inventou a sociedade de consumo", zombava o jornalista Millôr Fernandes a respeito do consumismo exacerbado. A revista Mad Magazine resumiu em uma frase a atitude dos americanos: "A única razão por que uma família de classe média não possui um elefante em seu quintal é porque esse ‘produto’ nunca foi ofertado nos supermercados numa promoção vantajosa". Piadas à parte, o maior problema é quando se busca no consumo a solução para angústias. "Comprar não resolve questões da alma", analisa Beth Furtado. "Mas consumir acabou virando sinônimo de prazer", concorda Vera Rita de Mello Ferreira, professora da PUC-SP (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo), que estuda o comportamento dos indivíduos na sociedade do consumo. "Diante das frustrações, a gente se socorre num vestido novo, apostando que ele possa aliviar nossas dores. Ao não encontrar aí a felicidade, vem um desapontamento maior."
VAI VIRAR
A desaceleração econômica, o arrocho do crédito, o desemprego, o mercado em queda... Uma ala significativa dos analistas concorda que do prejuízo sempre se pode obter lucro. Eles põem fé de que todas essas perspectivas que toldam o horizonte representam oportunidades. E trazem a reboque um consumo mais consciente. Na França, por exemplo, intelectuais como o sociólogo Gilees Lipovetsky estão saudando a recessão no setor de artigos de luxo, que, para eles, perverteu a cultura nacional. Outros estudiosos fazem coro: quando o mercado financeiro está bombando, as pessoas não têm pudor em ostentar e o dinheiro e seus delírios tomam conta da cena. Comprar se apresenta como alicerce para uma falsa segurança. Quando o orçamento aperta, somos obrigados a olhar para outros aspectos da vida.
Não se trata da frugalidade absoluta. O consumo muda, mas os desejos continuam se multiplicando – ninguém quer adquirir um produto que dure para sempre. A variedade continua atraente. Somos seres mutantes, especialmente as mulheres, grupo que define a compra – o feminino é efervescente, inquieto. Não há nada de errado com isso. A coisa só fica ruim quando serve de desculpa para dilapidar, desperdiçar, desvalorizar. Para a psicanalista Vera Rita, autora do livro Psicologia Econômica – Estudo do Comportamento Econômico e da Tomada de Decisão (editora Campus/ Elsevier), a crise pode conter uma força agregadora. "Agora temos a chance de rever conceitos com que convivemos há décadas como se fossem naturais e inevitáveis. A estabilidade causa acomodação e engessa o pensamento. Perdemos a capacidade de olhar por outras perspectivas", diz ela.
Nem os otimistas se atrevem, no entanto, a apostar que a vida vai ficar fácil. O que faz brilhar os olhos da psicanalista é a incrível criatividade que seremos obrigados a descobrir: "A mente só se desenvolve sob pressão", insiste Vera, e comemora antecipadamente o fim da inércia.
Outras fontes de satisfação já despontam no horizonte: o ser humano vai se alimentar, por exemplo, da energia do encontro. Dedicar mais tempo aos amigos e à família torna-se uma nova forma de consumo. Ficar em casa, em vez de sair em busca do restaurante da moda, é uma das opções de uma vida pontuada por prazeres que não implicam excessos. Surge um modelo de compra diferente: ao mesmo tempo em que se busca o preço justo, investe-se em produtos que ofereçam gratificação emocional. Vamos descobrir que viver com menos pode render uma vida mais plena.
* trecho da matéria "Menos", da revista Bons Fluidos, março 2009.

terça-feira, 3 de março de 2009

Esquadrão da Moda começa hoje, no SBT

"Você sabe se vestir? Tem estilo? Tem certeza? CUIDADO! O Esquadrão da Moda vem aí!"

Estréia hoje, 03/03, às 20h, o Esquadrão da Moda no SBT, versão brasileira do original criado pela BBC. Nele, a top model e consultora Isabella Fiorentino e o stylist Arlindo Grund terão a missão de ensinar as pessoas como se vestir bem.

Com o nome What not to Wear, o programa nasceu na Inglaterra, em 2001, comandado pelas jornalistas Trinny Woodall e Susannah Constantine (foto acima). A cada episódio, uma mulher considerada mal vestida por amigos e familiares ganha um banho de loja. Mas, para conseguir o prêmio, a participante precisa conviver com as sarcásticas apresentadoras. E elas não tem pudor de, vez ou outra, debochar de todo guarda-roupa da vítima. O sucesso do programa inglês gerou uma versão norte-americana em 2003, com a apresentação dos consultores de moda Clinton Kelly e Stacy London (acima, na foto). No estilo dos reality shows (com personagens e situações reais), e sem que os participantes saibam, as "vítimas" são filmados com câmeras escondidas, por duas semanas, em cenas do seu cotidiano, trajando suas póprias roupas. Depois, são abordadas de forma inusitada pelos apresentadores. Aí, as pessoas são informadas que estão no programa. A partir disso, a pessoa analisa suas roupas e as enxerga sob um novo olhar. Neste momento, todas as suas roupas são ‘jogadas no lixo’ e ela recebe R$ 10 mil em roupas, de acordo com o direcionamento dos especialistas. Por fim, a escolhida ganha uma mudança radical no visual, assinada pelo hair stylist Rodrigo Cintra e pela maquiadora Vanessa Rozan. "No começo, era bem difícil dizer a alguém que não estava legal com aquela roupa. Mas depois, a pessoa entendia que aquilo era para o seu bem. Hoje em dia, recebo e-mails das participantes agradecendo o carinho”, diz Isabella.

  • Perdeu o primeiro capítulo? Assista o próximo! A programação irá ao ar às terças feiras, às 20h.
  • Apesar do humor tipicamente britânico das apresentadoras Trinny e Susannah, o programa inglês tem o mérito de democratizar a moda, ensinando as pessoas a se vestirem bem com peças charmosas, básicas e principalmente, acessíveis. Já na edição brasileira (veiculada no SBT!) foram gravadas cenas no shopping Iguatemi e na Daslu, dois templos do mercado de luxo em São Paulo. A informação é da coluna Mônica Bergamo na Folha de São Paulo.
  • Isabella Fiorentino, em entrevista à Veja São Paulo, revelou seu perfil fashion: "No meu guarda-roupa não entra, nem morta: bota branca. A melhor compra que fiz: um casaco de cetim de seda fosco da Prada, que usei apenas uma vez. A peça mais barata do meu closet: regatas de 20 reais - usei, mas morro de vergonha! Minha dica para se vestir bem com pouca grana: ter uma ótima costureira. Dá para ser chique sem gastar muito? Sim, mas as peças têm tecidos inferiores e não duram muito tempo. Erro mais comum entre as malvestidas: roupa com viscolycra, tecido mixo que eu odeio".
  • Em um dos episódios, uma mulher de Piracicaba, interior de São Paulo, é a "escolhida". A dupla de apresentadores fez a primeira abordagem com a pessoa ainda dentro do carro, munidos de altos alto-falantes, gritando: "Juliana, cafona, cafona!" "As vítimas são sempre abordadas de forma surpreendente e bem-humorada", garante Aldrin Mazzei, o diretor do Esquadrão da Moda.
  • Segundo pessoas que trabalham na atração, o lançamento do Esquadrão da Moda, previsto para setembro 2008, foi adiado para 2009 em razão dos erros de gravação protagonizados por Isabella Fiorentino, escolhida para o show justamente por ter experiência em televisão. A modelo, que se casou com o empresário Stefano Hawilla em 2008, já trabalhou na Record, quando falava sobre moda, beleza e comportamento.
  • A versão norte-americana do programa é exibida às quartas-feiras, às 22h, pelo canal de TV a cabo People+Arts.
  • Para quem quer se tornar consultor(a) de imagem, personal shopper ou um(a) excelente vendedor(a), esta é minha dica: - Assistam o programa! Mas prefiram as versões gringas.

segunda-feira, 2 de março de 2009

Daslu no Rio

Donata Meirelles aproveitou o carnaval para descansar na fazenda de amigos, no interior de São Paulo. Mas, no sábado passado, não resistiu e foi conferir o desfile das campeãs, na Marquês de Sapucaí.
Em conversa com amigas, no camarote da Nova Schin, ela revelou que ficará mais tempo no Rio. "Vou fechar esta semana meu ponto na cidade e as obras devem começar em abril. Se tudo der certo, inauguro a filial da Daslu por aqui até janeiro de 2010", confidenciou às meninas que estavam na rodinha fashion e comemoraram com gritinhos e pulinhos.
  • As camisetas que ilustram o post fazem parte da nova coleção Bee Rio. Achei tão irresístiveis que tive que mostrar aqui. A Bee recrutou um time de artistas e grafiteiros para criar estampas carnavalescas que são pura bossa. A trupe de artistas recriou temas do carnaval carioca e dos enredos das escolas de samba. O resultado é uma explosão de cores, perfeita para figurar no armário de todo brasileiro de bom gosto.

Enquanto isso, em Baln. Camboriú...

Nem tente pedir uma indicação acerca do endereço desta loja. Fica em uma esquina bem visível na Av. Brasil, a rua comercial mais percorrida pelos pedestres e, portanto, muito conhecida na cidade. Mas... quanta confusão! As moças bem nascidas dirão que infelizmente, a loja Le Lis Blanc mais próxima fica na cidade de Florianópolis... no Shopping Iguatemi. Já os que são pouco versadas no francês (bon jour, s'il vous plait, peut-être vous voules me dire où est Lis e Lis?) podem indicar uma destas três lojas abaixo - todas no mesma Av. Brasil,na mesma quadra, lado a lado! Tão próximas uma da outra que confundem o carteiro... (sério!) Não será divertido quando a Le Lis Blanc vir a se instalar na cidade. Certeza que muitos vão achar que a grife (de 1982!) poderia ser mais original na escolha do nome...
  • Desculpem aí, ô. É que acabo de voltar do afiador: - a língua tá tinindo...
* fotos, Ray

domingo, 1 de março de 2009

Os feriados de 2009 (com plus para feriados judaicos)

Só mesmo um mês curtinho como fevereiro pra ter uma semana como esta, com dois dias e meio! Passei a semana feito doida, tentando agarrar o tempo com as unhas, mas o tempo é feito areia, escorre pelos dedos... Daí que me dei conta que 2009 terá onze feriados nacionais em dias úteis!Não sabia? Com certeza você é profissional autonômo ou dono do seu negócio. Agora, pergunta pro seu funcionário. Aposto que ele te diz todas as datas, sem errar nenhuma! Feriados podem significar mais descanso para muitos, mas também ganhos para alguns setores da economia e prejuízos para outros. Para os que trabalham no comércio em cidades turísticas como a minha, feriados podem representar um acréscimo de 40% no total de vendas de um mês.
Feriados em 2009
1º de janeiro, quinta-feira - Confraternização universal 23 de fevereiro, segunda-feira - Carnaval 24 de fevereiro, terça-feira - Carnaval 10 de abril, sexta-feira - Sexta-feira Santa 21 de abril, terça-feira - Tiradentes 1º de maio, sexta-feira - Trabalho 11 de junho, quinta-feira - Corpus Christi 7 de setembro, segunda-feira - Independência do Brasil 12 de outubro, segunda-feira - Nossa Senhora Aparecida 2 de novembro, segunda-feira - Finados 15 de novembro, domingo - Proclamação da República 20 de novembro, terça-feira - Dia da Consciência Negra 25 de dezembro, sexta-feira - Natal
  • Segundo o Ministério do Planejamento, o Governo Federal não considera como feriados Carnaval, Sexta-feira Santa e Corpus Christi.
  • O dia da Consciência Negra (20 de novembro, morte de Zumbi dos Palmares) é comemorado em 360 cidades brasileiras (número que tende a aumentar).

E já que entramos nesta seara, para todos os que realizam negócios em São Paulo ou com empresas sediadas na cidade (alguém não?) não podemos esquecer de levar em conta os feriados judaicos (diz que os promotores de evento paulistanos observam estas datas com carinho. Uma que um evento sem os judeus poderosos da cidade fica parecendo menos bem sucedido; outra que eles ficam extremamente ofendidos quando marcam eventos importantes em datas que eles têm de guardar). Por isso tudo, já deixo avisado aqui: 8 de abril, é o seder de Pessach, a Páscoa judaica, este ano dois dias antes da Sexta Feira Santa. No dia 18 de setembro comemora-se o Rosh Hashaná e nos dias 27 e 28 de setembro, o jejum do Yom Kipur (estas festas são como o Natal dos católicos, mesmo os judeus não ortodoxos fazem festa em família nestes dias).
  • Mesmo não sendo judia, arrasto um pé pelas tradições judaicas. Eita povo que sabe negociar! Além de fazerem parte fundamental da História do Comércio Mundial.
  • Quer saber como atrair clientes em datas especiais como feriados? Tem algumas idéias aqui.