quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Virando tudo de ponta-cabeça - ao pé da letra!

A Gap lançou um programa de fidelidade, chamado Sprize, no Canadá, que, segundo a marca, vai virar o varejo de cabeça pra baixo: os consumidores ganham crédito quando as roupas que compraram pelo preço integral entrarem em promoção (em um prazo de 45 dias).

E esse crédito pode ser usado não apenas na Gap, mas na Banana Republic e na Old Navy (marcas pertencentes ao grupo).

Como esta é uma iniciativa arrojada, resolveram chamar a atenção das pessoas da mesma forma: tudo (o que foi possível) na rua da principal Gap de Vancouver foi virado de cabeça pra baixo, incluindo a placa com o logo na fachada, as roupas expostas e até os carros em frente!

  • Tão bom ver que existe tanto para inovar no comércio, basta ter inteligência e vontade de pôr as mãos na massa.

  • Pena que, neste ramo, a maoria prefira a cópia e a imitação...

* vi primeiro no Upadteordie.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Marc Jacobs promove "troca troca" no West Village

Olha só que curioso: sabia que quando uma loja do Marc Jacobs no West Village, em Nova York, vende menos do que outra, elas "trocam" de endereço?

Pois é isso mesmo! Jacobs tem cinco unidades no bairro e, vez ou outra, promove uma espécie de dança das cadeiras. Por exemplo, a Little Marc Jacobs, que era na Bank street até o começo do ano, trocou com a linha masculina, que estava na Bleecker. Foi a única mudança de 2009, mas já aconteceu outras vezes, no ano passado e anterior.

  • Então, fica a dica, quando for a Nova York, cheque antes o endereço onde Marc Jacobs decidiu instalar suas lojas!

  • Eu fico aqui me perguntando como o cliente absorve estas mudanças.

  • Deve rolar uma "confusãozinha básica", não?

* li no Chic.

sábado, 7 de novembro de 2009

Cliente oculto - sua loja está preparada?

No fim da tarde de uma segunda feira, a empresária Stella Kochen Susskind está em seu escritório, no Morumbi, e reclama de como havia sido recebida com descaso horas antes em um magazine próximo. Dentro ou fora do horário de expediente, ela tem o costume de avaliar nos mínimos detalhes o serviço dos lugares que frequenta.

Há vinte anos, a mania virou negócio. Stella desenvolveu a metodologia do freguês oculto e, no início de 2009, abriu sua própria firma, a Shopper Experience. Empresas que desejam saber como o público as vê contratam Stella, que manda ao local um de seus clientes secretos, como ela chama as pessoas cadastradas para esse fim em seu banco de dados. O espião visita a loja ou restaurante e se comporta como um consumidor comum. É orientado a realizar uma compra apenas se for bem atendido. Só ao chegar em casa preenche o relatório.

Para não ser flagrado em ação, vale gravar as observações na caixa postal do próprio celular ou usar um microgravador camuflado no guardanapo. Como numa missão secreta, antes de iniciar o serviço, o avaliador assina um contrato de confidencialidade e a remuneração varia de acordo com a complexidade da ação. Segundo Stella, um cliente misterioso recebe entre 50 e 200 reais para testar o atendimento de uma loja de departamentos ou até R$ 1 mil para passar um fim de semana num resort, sempre com todas as despesas pagas.

As empresas que usam esse tipo de pesquisa podem desembolsar entre R$ 5 mil e R$ 1 milhão. "O que diferencia é o tamanho do estudo. O mais caro é em nível nacional e contínuo - com cerca de mil avaliações por mês durante 12 meses. O dono do negócio quer saber se o cliente vai voltar, se vai recomendar o estabelecimento e, principalmente, se vai gastar mais na próxima compra", afirma Stella, que trabalha para empresas tão distintas quanto C&A, Bradesco e Hospital Veterinário Sena Madureira. Sua mais nova empreitada é conferir como anda o atendimento a deficientes físicos.

O relatório final do cliente oculto é uma excelente ferramenta de treinamento. Os resultados são imediatos e se for apresentado de forma positiva aos funcionários, cria comprometimento e melhorias na operação da loja.

"Trata-se de um serviço que permite identificar com precisão o grau de satisfação do consumidor", explica Anselmo Milani, coordenador do projeto Cliente-Espião do Centro de Tecnologia do Varejo do Senac-SP. "Em geral, o dono do negócio está querendo checar a eficácia de um investimento feito em treinamento. Os resultados, porém, são tão promissores que o número de empresas varejistas dispostas a bancar o serviço vem aumentando. O Senac faz questão de que seus próprios consultores façam as visitas nas lojas. Isto porque o roteiro inclui não só a tradicional provocação verbal mas também a observação da loja e do vendedor. Tivemos o caso de um consultor que foi numa loja de móveis e quando abriu um armário encontrou uma pizza dentro. Parece absurdo ou divertido, mas o cliente pode deixar de comprar por algo assim", finaliza Milani.

Concorrência amiga

Em dois bairros paulistanos, grupos de lojas concorrentes estão sendo formados para atrair mais consumidores.

Na Vila Olímpia, quatro lojas voltadas a gestantes deram a largada, na intenção de firmar a imagem do bairro como um circuito completo de compras para as grávidas. Funciona assim: quem compra pela primeira vez em uma das lojas do grupo ganha um cupom que dá direito a 15% de desconto nas outras. "Existem entre 20 e 25 lojas dedicadas às gestantes no bairro. A grávida pode resolver sua vida por aqui", diz Flávia Lemes, dona de uma das lojas.

Na Vila Madalena, a coalizão também acontece no ramo de mãe e criança, mas é mais ampla. Envolve oito lojas e produtos de moda infantil, decoração e brinquedos educativos. O grupo vai oferecer atividades de rua para as famílias,com ateliês e brincadeiras, na praça do bairro.

O horário das lojas foi unificado e todas vão funcionar também aos domingos, de 29 de novembro a 20 de dezembro. "Queremos, com essa união, sinalizar que o bairro tem esse mercado infantil forte", diz Paula Moreno, uma das comerciantes participantes.

  • As atividades na Vila Madalena estão sendo divulgadas no site
    circuitovilinha.com.br.
  • As da Vila Olímpia estão em roteirodasgravidas.com.br.
  • Adoro estas iniciativas e acho uma perda de tempo encarar a concorrência como inimiga.
  • Ora, concorrentes são adoráveis! Sem eles ninguém iria a lugar nenhum, não é?

* li na Folha de São Paulo

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

A incrível arte de vender sapatos

Uma crônica bem humorada sobre esta subestimada profissão, sob a ótica de uma jornalista aficcionada por sapatos.

Hoje fui a uma loja de calçados para tentar achar uma sandália com algum salto. Algo que acrescentasse ao menos uns 5 cm aos meus portentosos 1,55m.

Encontrei uma que me pareceu muito confortável e com preço atraente. Como estava com pressa, já fui adiantando: "Olha, eu quero esta aqui ó, preta, 36". E a moça sumiu loja adentro. Depois de quase uns 10 minutos ela volta com três caixas. Logicamente que nenhuma delas continha a minha elegida, preta, 36. Quando eles vêm com duas ou mais caixas, pode esquecer, porque o que você pediu, eles não têm - bingo!

"- Olha, a preta 36 não temos, mas tem esta branquinha, esta amarelimha (tudo no diminutivo!) e a pretinha 37. Quem sabe com uma palmilha?" - Obrigada, moça, eu queria mesmo a preta 36. E palmilha faz o pé suar pra dedéu, Deus me livre!"

Entrei em mais duas lojas e a situação se repetiu, com poucas variações. Pedia a mesma sandália e os vendedores voltavam com pilhas de três metros de caixas, tais quais malabaristas chineses. Claro, sem minha sandália, que suponho, estava a anos-luz daqui, quiçá apenas na fábrica.

Fiquei pensando depois nesta maravilhosa arte do "ah, se não tem tu, vai tu mesmo." Deve haver uma razão para os vendedores agirem assim, provavelmente porque alguns incautos devem acabar desistindo de comprar o que realmente queriam e levar algum outro sapato "empurrado" pelo vendedor.

Agora imaginem isso aplicado em outras áreas do varejo. Na livraria: "Oi, por acaso vocês têm Os irmãos Karamázov? O vendedor volta com dois livros: "- Olha, este não tem, mas tem esta Bíblia e este aqui que é um best seller, da Aparecida Liberato, aquela irmã do Gugu, sabe, sobre numerologia, tá vendendo bem que só… E é grande também, já que você deve gostar de livro grande, pelo jeito…". "Ah, sim, vou levar o da Aparecida, afinal o conteúdo deve ser quase o mesmo."

E como seria a mesma situação em outras situações, vida afora? No trabalho, o seu chefe lhe pede: "Ricardo, traz pra mim aquele relatório que te pedi ontem." Você demora uns quinze minutos e volta esbaforido com três pastas: "Olha, seu Aderbal, aquele relatório não tem, mas tem este aqui que foi feito no mesmo período do ano passado, este outro que é muuuuito similar àquele, apenas houve mudanças na cotação do dólar, que estava a dois pra um àquela altura, e este…"

Nem preciso avançar pra sabermos que isso é exponencial. Eu, por exemplo adoro imaginar-me na redação do jornal e atender ao pedido do chefe de redação nos mesmos termos: "Patrícia, cadê a matéria sobre o Prêmio Nobel de Literatura?" "… Ah, esta não fiz, mas olha que legal essa matéria sobre cachorros hipertensos…"

Agora me digam: por que vendores de sapatos podem agir assim impunemente? (Alguns que vendem roupas também agem assim, mas é mais raro. No ramo dos calçados isso parece ser pré-requisito pra poder trabalha!)

Lutemos pois, pelos mesmos usufrutos dos vendedores de sapatos! Chega de tanto maniqueísmo. Não dá pra ser assim "ou isso ou nada feito", precisamos variar, dar e ter opções.

Alguém aí quer me contratar para vender sapatos?*

  • Antes que algum vendedor de sapatos com pouca presença de espírito venha me atirar pedras, aconselho a entrar no link original de onde copiei o texto e ler os comentários lá deixados...
  • Leitor(a) amigo(a), já esculachararam a autora do texto antes de você - e com tanta propriedade - que não sobraram mais palavras de desagrado que valham a pena ser escritas para criticar este post.
  • Válido também para quem se divertiu com a leitura e quer estender a diversão...

* por Patrícia Köhler, no blog
Cinta Liga.

Socorro, tem um homem de cueca no provador!

Se você ainda não sabe, já desconfiava: homens não costumam gostar de comprar roupas para si. São as mulheres as responsáveis por mais de 50% das compras de roupa masculina - fato já confirmado em dezenas de pesquisas. Um resultado que não parece ser cultural, mas da espéci,pois foi confirmado em dezenas de países, não importando classe econômica ou nível cultural dos pesquisados, contrariando as expectativas alardeadas pelas mudanças de comportamento masculino deste início de século.

E como isso se dá no ambiente das lojas? Nem sempre funciona. Para além das dúvidas e do desperdício de tempo, muitas dessas compras enfrentam problemas na escolha do tamanho e caimento.

Com a proposta de minimizar as trocas e oferecer maior satisfação tanto para quem compra como para quem recebe o produto, uma cadeia de lojas de moda masculina francesa, a Celio inovou com a contratação dos Shoppenboys - garotos das compras, numa mistura de alemão e inglês - já em sua terceira edição.

Os Shoppenboys são um grupo de homens reais - não modelos! - selecionados em concurso (vídeos e fotos enviados pelos concorrentes, ao estilo BBB) e com tipos físicos variados, que passeiam pelas lojas em datas importantes e comerciais, vestindo apenas uma cueca tipo samba canção na cor vermelha (cor principal na logo da marca).

Eles são baixinhos, muito altos, magros, gordos, corcundas, barrigudos... com idade entre 19 e 63 anos e vestem tamanhos que variam de PP (extra pequeno) a XXGG (super extra grande). Nada comparável com uma versão de "Clube das Mulheres". A intenção é auxiliar as clientes femininas, servindo como manequins ao experimentarem as peças que correspondem a morfologia dos seus companheiros e repassando dicas das preferências masculinas. Tudo de forma leve e bem humorada.

O sucesso da ação pode ser explicado por sua simplicidade e por trazer, na sua essência, um conceito muito buscado nos dias de hoje: a aproximação da moda com as pessoas reais, comuns e verdadeiras, sem o falso glamour das passarelas e das fotos de revistas (com corpos surreais, redesenhados com o auxílio luxuoso de muito photoshop).

Desde a primeira aparição dos Shoppenboys, em 2008, na inauguração da nova loja Celio em Nice, no sul da França, a repercussão ultrapassou as expectativas e a empresa decidiu repetir a dose, nas grandes cidades da França, com farto material de propaganda com o tema, inclusive com um divertido calendário de fotos "sensuais" dos rapazes.

    Aplaudo a iniciativa e simpatizo com os meninos - mas não sei o que faria com um calendário destes em casa...

  • As lojas Celio são lídereres no mercado francês de roupa prêt-a-porter masculina. Atuam em 28 países, com 680 lojas.
  • Desde a primeira edição do evento, o número de correspondências solicitando o serviço aumentou exponencialmente, e no momento há estudos de como atender os consumidores sem banalizar a idéia.
  • Mais que isso, não foi só as mulheres que gostaram da iniciativa. Os homens, também insatisfeitos com a pressão da mídia de moda, estão se cadastrando para, voluntariamente, se transformar em um Shoppenboy por um dia.
  • A lista já conta, no momento, com cerca de 900 nomes que desejam protestar contra a ditadura da moda para os corpos masculinos.
  • E tudo isso, na França!
  • Para entender o clima da campanha, vale se divertir assistindo um dos vídeo enviados:
Foi selecionado, sem dúvida!

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Dançarinos fazem mudança de loja

Coreografias com manequins e araras chamam atenção para a troca de endereço

Ao invés de lidar com a mudança de endereço como um mero transporte de objetos, a rede de lojas Pompéia (RS) aproveitou a ocasião para criar uma série de mobilizações e divulgar o endereço novo.

Para a reinauguração de uma loja em Novo Hamburgo, dançarinos fizeram o trajeto da antiga para a nova sede. Vestidos de vendedores, aproximadamente 10 artistas dançavam enquanto transportavam caixas, araras e manequins. A música escolhida, Celebration, da banda Kool & the Gang, já foi trilha de algumas propagandas da marca e embalou as coreografias.

  • As fotos são de uma das performances realizadas.

  • Ao longo do dia foram realizadas outras 3 apresentações, todas diferentes.
  • As lojas Pompéia, especializadas em varejo popular (classes C, D e E),nunca deixam de inovar na maneira de se apresentar a seus clientes. Lembram do desfile dentro de um galpão de estocagem de produtos?

* do Portal Use Fashion