segunda-feira, 9 de março de 2009

Nova loja Cavalli em Paris

Inaugura amanhã, 9/03, a maior loja de Roberto Cavalli em Paris, na esquina da rua Saint-Honoré com a rua Cambon. No edifício com 3 andares, o primeiro piso será dedicado somente aos acessórios, como bolsas, perfumes, óculos e bijoux. No segundo, as roupas do dia-a-dia (pret-à-porter). No terceiro andar, uma área reservada para os vestidos de noite, um ateliê para roupas feitas sob medida e, surpresa!, a exclusiva linha de lingeries e um espaço destinado para "brinquedinhos sexies" (ui!). Em outra área do mesmo piso ficarão as peças da linha casa, com espaço ainda para uma coleção de produtos para pets. A idéia de vestir os cães com mais estilo, surgiu porque Roberto e sua esposa, Eva, têm vários deles em casa e adoram animais (como também suas peles e as estampas nelas..) CAVALLI CARD

Além da nova loja de Paris, o estilista italiano (foto) lançou no começo do mês um cartão de crédito da MasterCard. Dá para adivinhar a padronagem? Oncinhas, cobras, zebras e tigresas!

Quem tiver o Cavalli Card fará parte de um grupo VIP com acesso à vendas especiais, será o primeiro a saber das liquidações e ganhará descontos em pacotes de viagens, shows e em compras de produtos de beleza. O cartão já está disponível em todas as lojas Cavalli no mundo e através do website, desde 1º de março.

* fotos Wish Report e Petiscos.

domingo, 8 de março de 2009

Carmen Steffens troca 300 demissões por redução da jornada e dos salários

A fábrica calçadista Carmen Steffens, de Franca, desistiu ontem de demitir 300 de seus 1.300 funcionários a partir da próxima segunda-feira após fechar acordo. Os empregados aceitaram reduzir para três dias a jornada de trabalho durante 70 dias, com queda também nos salários, mesmo com o sindicato desaprovando o acordo.
A empresa anunciou que faria as 300 demissões devido à falta de pedidos. O anúncio foi feito no serviço de som da fábrica. Não houve divulgação de nomes. A situação começou a ser revertida quando parte dos funcionários se reuniu para negociar flexibilização de direitos e jornada.
Para o presidente do Sindicato das Indústrias de Calçados de Franca, José Carlos Brigagão, outras empresas devem tentar seguir esse caminho. "É preferível fazer uma flexibilização do que dispensar. "A situação da indústria em Franca é preocupante, segundo Brigagão. Ele afirmou que as fábricas estão sem pedidos e que "o primeiro semestre já está comprometido".
  • Ver o semblante preocupado destas mulheres, no Dia Internacional da Mulher (a notícia é de ontem, mas só li hoje) me faz refletir. As mulheres do mundo nunca mais foram as mesmas após aquele fatídico 8 de março de 1857, onde 130 mulheres foram mortas, carbonizadas, dentro de uma fábrica de tecidos en NY, após greve por melhores condições de trabalho. O mundo mudou, as mulheres se transformaram, nossos homens, filhos e leis se adaptaram. Só os problemas que nos afligem ainda são os mesmos...
* notícia e foto da Folha Ribeirão, 07/03/09

sábado, 7 de março de 2009

"Um passo à frente e você não está mais no mesmo lugar"

Conheci a história da Ana há um mês, enquanto dividíamos a mesma mesa do café, à tardinha, naquela hora em que a fome se confunde com o desejo de pausa. Ana é gerente da franquia de calçados e acessórios em couro Luz da Lua, que fica em frente à minha loja. Ela também gerencia a Evidencia Acessórios, no Balneário Camboriú Shopping, da mesma rede de lojas. Ana tem 57 anos e foi chamada para gerir estas duas lojas no ano passado, quando estava com 56. Ana não era inexperiente, ao contrário, sempre trabalhou no comércio. Nos últimos 14 anos administrou uma das mais conceitudas rede de lojas voltada ao público infantil. Era o braço direito da proprietária. Ana acreditava que trabalharia na empresa até o fim de sua vida. Mas a inquietação surgiu... No começo Ana julgou que era sinal da idade. Mas, em um curso de aperfeiçoamento, no CDL, vendo toda a empolgação dos jovens colegas, procurou o professor e, em particular, confessou sua insatisfação: ansiava por um novo desafio; precisava se reinventar. Daquela conversa com o professor até iniciar no novo emprego foram 3 meses de ebulição interna. Mas Ana enfrentou. Atreveu-se. E mudou. Assim como as mulheres deste comercial peruano:

  • Saga Falabella é uma das mais importantes cadeias de lojas de departamentos da América do Sul, presente no Peru, Chile, Argentina e Colômbia.
  • Para a trilha sonora do comercial, músicos peruanos interpretaram um trecho de "Verão", das "Quatro Estações" de Vivaldi. O curioso é que na primeira parte do vídeo, as notas foram tocadas de trás para frente, para reforçar o desconforto que o medo causa. A música volta à sua versão original no segundo trecho do comercial, quando acontece a "mudança" (câmbio).
  • Um brinde às empresas que investem em comerciais institucionais deste teor. Bons anúncios não só os que vendem produtos, mas que criam conceitos e encantam o cliente. "Sucesso e vida longa!"
  • A Ana não é uma personagem fictícia. Existe. E é tão confiante que se deixou fotografar sem saber o que exatamente eu pretendia com a foto. Afinal, medo para quê?

  • Este post é uma homenagem às mulheres que vão além de suas limitações e escrevem seu próprio destino.
  • Este post é dedicado à minha mãe, a mulher mais poderosa e a mãe mais generosa do meu mundo.

* o título do post é a frase que inicia a canção "Um passeio livre", de Chico Science.

Enquanto isso, em Baln. Camboriú...

Ajude a redigir este blog: qual o melhor comentário para a foto acima?
  1. Balneário Camboriú sente os efeitos da Obamania
  2. Farmácias da cidade em campanha contra o racismo
  3. Fiscais do Procon e da Secretaria da Saúde municipais em greve
  4. Pesquisadores americanos comprovam que o tempo está mesmo voando: One day agora tem 2 horas de duração!

* flagrante feito no calçadão de Balneário Camboriú no domingo, 01/03. Sim, eu reparei nos erros de ortografia, mas só depois de rir por 2 horas!

quinta-feira, 5 de março de 2009

Especialista diz que tratamento dado ao consumidor é a chave das marcas fortes

Varejo busca fidelização

Em razão do frágil momento que a economia global vem passando, muitos empresários do varejo em geral e especialmente de moda têm repensado as maneiras com que atingem seu público-alvo. Reposicionamentos e novas formas de comunicação com o consumidor nunca tiveram tanta força como atualmente.
Em razão disso e também do "Dia Mundial dos Direitos do Consumidor", comemorado no dia 15 de março, a ACEB (Associação Comercial Empresarial do Brasil) divulgou um comunicado que relembra algumas ações que se ainda não foram devem ser adotadas pelos empresários do setor.
Segundo Fabrízio Quirino, gestor de comunicação e marketing da ACEB, é a satisfação dos consumidores que gera um resultado positivo para a empresa, qualitativa e quantitativamente. "Nossa tarefa é descobrir a verdadeira expectativa do público-alvo para atingí-lo. Devemos agir como 'detetives da satisfação', pesquisando melhores maneiras a fim de alcançar resultados esperados baseados nos desejos dos consumidores", explica.
Além disso, Quirino lembra que os consumidores atuam como agentes do marketing empresarial. "Por exemplo, se um produto/serviço o agrada ele irá enaltecê-lo a outras pessoas que por sua vez ficarão curiosas para conhecer ou talvez utilizá-los. Assim, conseguiremos manter o mercado aquecido", acrescenta.
A qualidade no atendimento também é ressaltada por ele, pois faz com que o consumidor sinta-se parte integrante da organização e seja fiel aos produtos e serviços oferecidos. "Mas isso só é obtido quando é feita a avaliação das necessidades do consumidor e quando é observada a oportunidade de supri-las".
O resultado final para ele é uma imagem bem construída. "Desta forma, temos a chave para fazer com que os produtos e serviços estejam entre os melhores do mercado", finaliza o gestor de comunicação e marketing.

  • Até aqui, nenhuma novidade... O que me incomoda é por que é sempre tão difícil manter um bom padrão de atendimento? Por que é tão difícil para os vendedore(a)s (incluem-se aí muitos proprietários e seus gerentes) iniciar uma negociação com o que há de mais básico nas vendas - o sorriso?

* li no Portal Use Fahion

quarta-feira, 4 de março de 2009

Criança, a alma do negócio

Virou documentário aquilo que todo pai, mãe, irmão ou quem convive com criança sabe: as crianças são responsáveis por uma fatia enorme do mercado. Crianças, consumismo, publicidade dirigida ao público infantil, a pressão da indústria da estética sobre as meninas - tudo isso está no documentário "Criança, A Alma do Negócio", de Estela Renner e Marcos Nisti. O documentário que está no YouTube (dividido em 5 partes + Créditos) mostra depoimentos das crianças, dos pais e de especialistas. Alguns trechos são impactantes - a rapidez com que os garotos reconhecem logomarcas de fabricantes de celular ou operadoras de telefonia. A menina que não sabe o que é um pimentão, mas conhece um pacote de salgadinhos... Confira o trailer abaixo... para ver e pensar, pensar e pensar.

  • "Criança, a alma do negócio" foi lançado durante o 2º Fórum Internacional Criança e Consumo, em setembro de 2008, em São Paulo.
  • Para assistir o documentário na íntegra, tem aqui uma versão on-line.
  • Para saber mais sobre o filme, esta entrevista com a diretora Estela Renner é a minha dica.

* via Coruja[parenting]

Cartilha do consumidor

A inadimplência é uma espécie de ralo onde escoa boa parte dos lucros do comércio. E cliente endividado significa problema, não só para o credor. São frequentes os casos de stress e desatenção no trabalho, desenvolvimento de doenças nervosas e psicossomáticas e desordens na esfera familiar.
A Associação Brasileira dos Consumidores e Mutuários (Abcom) lançou uma cartilha exclusiva relacionada ao assunto. Segundo dados da entidade, dos 180 milhões de brasileiros, pelo menos 18 milhões estão devendo uma ou mais parcelas de algum tipo de contrato. O lançamento da cartilha faz parte das atividades relacionadas ao Dia Internacional do Consumidor, celebrado em 15 de março.
De acordo com o presidente da Abcom, Lyncoln Hebert da Silva, a saída, aos devedores, é sempre tentar buscar o parcelamento da dívida ou obter desconto em multas ou juros pelo atraso. "Aconselho sempre, muita calma nesta hora. Em situações de crise, as chances de obter uma negociação são maiores, já que o dinheiro está escasso e as empresas preferem perder um pouco a deixar de receber", salienta.
Na cartilha, que está disponível, gratuitamente, no site da Abcom, é possível encontrar dicas de planejamento para saldar dívidas, como, por exemplo, separar, conforme a renda mensal, um valor para quitar as dívidas, iniciando pelas referentes ao cartão de crédito, que são, geralmente, as de juros mais elevados
OUTRAS DICAS DA CARTILHA
Em tempos de crise financeira, alta no dólar e instabilidade no mercado econômico, o diretor da Associação Brasileira dos Consumidores e Mutuários (Abcom) de Presidente Prudente, Lyncoln Hebert da Silva, alerta os clientes sobre os "perigos ocultos" na compra de produtos em liquidação.
De acordo com Silva, este é o momento onde o consumidor está mais vulnerável para efetuar uma compra compulsória. "O lojista sabe disso e prepara vários atrativos para induzir o consumidor a efetuar diversas compras. É uma espécie de armadilha", diz ele. "Antes da compra, é essencial que a pessoa faça uma pesquisa de preços. Não se deixe impressionar com as facilidades que o fornecedor oferece e, nas compras a prazo, não deve apegar-se apenas ao valor das parcelas, mas sim analisar o valor total da compra. É fundamental não comprar por impulso", orienta o diretor da Abcom.
Ele também diz que, em liquidações, é sempre preferível comprar à vista, em dinheiro e ter a oportunidade de negociar descontos com a loja. "O que importa é o preço final do produto e não o tamanho do percentual do desconto", explica.
Quanto às propagandas e folhetos com preços de produtos, aconselha a guardar todo o material publicitário, para ter argumento e prova no caso de propaganda enganosa, como, por exemplo, se o cliente chegar à loja e o fornecedor dizer que o produto em oferta acabou e lhe oferecer outro. Caso não esteja identificado na publicidade que o estoque é limitado, a loja é obrigada a fornecer o produto no preço anunciado.
Já em relação às trocas, esclarece, de acordo com o Código de Defesa do Consumidor, o direito de troca só é assegurado em caso de defeito na mercadoria. "Se o presente não agradou, não serviu ou não era bem da cor esperada, o jeito é contar com a boa vontade da loja. Mas o lojista não pode criar condições abusivas para a troca de mercadoria, como impor dia e hora para isto" , diz Lyncoln Silva. "Já na compra de eletrônicos ou eletrodomésticos, o cliente tem o direito de testar a mercadoria antes de levá-la", pontua.
E finaliza, "o preço à vista e no cartão de crédito são a mesma coisa. O lojista não pode diferenciar os valores de acordo com a forma de pagamento, sendo em dinheiro, cartão ou cheque à vista".