quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Precoces

Suri Cruise, pelas ruas de Boston. Só no saltinho...

Noa Leijdesdorff (14) e Lev Livnev (13). Noa é editora chefe do blog Brains + Beauty. Lev é o fotógrafo (na semana de moda de Londres, SS 2009).

Garoto asssiste a desfile de Gareth Pugh, na Semana de Moda de Paris (setembro, 2009). Reparou na sacolinha de compras?

Tavi, a americana do interior de Chicago, tem apenas 13 anos, mas escreve e fotografa todo o conteúdo do seu blog, o Style Rookie. Já foi capa de revista e tema de muitas matérias. É considererada o fenômeno 2009 da moda mundial.

  • "A publicidade é o maior ataque ao mundo mental da criança, porque ela não tem capacidade crítica para rejeitar a ideia de que sua identidade está vinculada aos objetos que possui" Ana Olmos, psicanalista infantil (na Folha de São Paulo de 06/06/09)

* crédito das imagens, por ordem de aparição: Petiscos; Vanessa Jackman; Ana Clara Garmendia; A Crítica. Para saber mais sobre a força da publicidade na infância, releia o que já foi publicado aqui.

terça-feira, 6 de outubro de 2009

"Tudo o que você precisa vestir..."

Fuçando em um site de publicidade (o Updateordie, fonte de novidades frescas e "da hora") encontrei estas fotos que me encheram de boas idéias...

Recentemente foi lançada uma "ação de guerrilha" (que vem a ser uma campanha arrojada de marketing) para divulgar o perfume Christina Aguillera em Israel. O perfume já havia sido lançado oficialmente nos Estados Unidos em meados de 2007, mas só agora chegou em Israel. Como despertar o desejo por um produto (aparentemente) datado?

Que delícia de surpresa... quem não gosta de perfume?

Baseado no slogan "sometimes it’s all you need to wear..." (às vezes, é tudo que você precisa vestir...), os publicitários responsáveis pela campanha criaram uma campanha de sensibilização original. Espalharam 150.000 cabides acompanhados com uma amostra do perfume, pendurando-os em diversos locais públicos e estratégicos pelo país.

Os cabides, por toda a ciclovia, nas árvores e no detalhe

Resultado: o sucesso foi tanto que o perfume esgotou em apenas 3 dias após o seu lançamento oficial, alcançando mais de 1.500.000 de consumidores! Não só, a ação ganhou destaque nos principais jornais, mídias online e TV de Israel. No vídeo dá para ver bem o alcance e o sucesso retumbante da campanha:

  • Gostei da ação porque inspira uma boa campanha para perfumarias, lojas de lingerie, de bijoux ou joalherias.

  • E também uma vitrine poderosa.
  • Pensa comigo: imagine uma joalheria expondo em sua vitrine um poderoso colar ou par de brincos em um cabide (charmoso) e uma etiqueta, com a frase "às vezes, é tudo o que você precisa vestir..."
  • Uau! Eu gosto deste conceito...
  • E fica bem power com lingerie, também. Um belo sutiã ou só as ligas, o cabide e a frase (parecidinha com aquela atribuída à Marilyn Monroe - "para dormir, só uso três gotas do Chanel Nº5", mas tudo bem - boas frases são eternas).

  • Interessante reparar que vidro e a embalagem do perfume acompanham a imagem da cantora: pin-up, retrô, sexy e chic.
  • E se liga na tendência: o bege cor de pele (nude), as transparências e as rendas estão no auge neste verão, mas continuam fortes até o verão 2010/11, como mostraram os últimos desfiles de Londres, Paris e Milão (neste final de setembro e começo de outubro).

Desfile Dior, spring/summer 2010, Paris (4/10/09)

* para entender como funcionou a campanha, tem que assistir o vídeo. Para saber mais, as inúmeras fotos do flickr vão te dar uma boa idéia. As fotos do desfile Dior também saíram do flickr.

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

A força de consumo da terceira idade

Há uma semana de comemorarmos o Dia das Crianças no Brasil, preciso voltar para a semana que passou - no domingo passado, 27/09, comemorou-se o Dia do Idoso. A data foi criada há dez anos, pela Comissão de Educação do Senado, em reconhecimento ao progressivo envelhecimento das populações brasileira e mundial. As comemorações se estenderam por toda a semana (Semana do Idoso) e durante estes dias, selecionei algumas informações pertinentes.

O Brasil se acostumou a ser chamado de nação de jovens e não se preparou para as mudanças na pirâmide etária

Quais os desafios para os consumidores mais velhos? Os idosos têm alguns direitos diferenciados, como as filas preferenciais em bancos e o passe livre em ônibus e metrôs, mas nem sempre são bem tratados, o que é uma contradição: pessoas da terceira idade cada vez mais frequentam shoppings centers, cruzeiros de navios, saem para jantar fora, namoram, navegam na internet, fazem aplicações financeiras e cuidam da aparência. Não só, pesquisa da Anep - Associação Nacional das Empresas de Pesquisa de Mercado informa que os idosos são consumidores assíduos, que procuram por qualidade e costumam ser fiéis às marcas e lojas onde são bem atendidos. Essa fidelidade, inclusive, vai além do nome da loja, vinculando-se, muitas vezes, ao próprio vendedor.

Vender produtos para a terceira idade passou a ser um grande negócio

"O público da terceira idade é cada vez mais independente, possui mais qualidade de vida e, consequentemente, consome mais", afirma o mestre em marketing Luiz Eduardo Amaro. Segundo o consultor, hoje em dia os idosos contam com uma renda melhor que as gerações passadas, muitas vezes não dependendo exclusivamente de aposentadorias do governo. "Muitos deles ainda pertencem ao mercado de trabalho".

Amaro diz que o idoso é mais confiável no pagamento de suas contas. "Pessoas maduras são naturalmente mais responsáveis e mais atentas quanto à importância de manter seus pagamentos em dia e seu nome limpo no mercado".

Atendimento especializado

Além de experientes, os idosos são conhecidos por serem exigentes não só com os produtos que estão sendo vendidos, mas também com o atendimento prestado nas lojas. Atentos aos seus direitos como consumidores, nesta fase da vida não admitem mais enfrentar filas nos caixas ou ter a sua preferência no atendimento repassada a outros.

Um vendedor atencioso, paciente e que esteja disposto a conversar terá mais chances de obter êxito nas vendas, pois muitos se sentem solitários e procuram nas compras algum tipo de convívio social. Explicar detalhes do produto, por exemplo, também é fundamental. Muitas das novidades tecnológicas não são ainda de conhecimento do idoso, que pode não entender ainda novos tipos de solado que ajudam a evitar queda, costuras invisíveis que ajudam a não machucar, amortecedores para diminuir o impacto ao caminhar, tecnologias que evita odores e absorvem a transpiração, enfim... tudo vai muito além do que fazia parte do universo de consumo de tempos atrás. Não podemos esquecer que o ser humano é curioso por natureza, não importa a idade que tenha.

A estrutura física das lojas não pode ser menosprezada

As empresas que estão se preparando para atender este público, devem atentar às necessidades diferenciadas durante o processo de atendimento, mas também com a sua proteção, o que envolve a estruturação física da loja. São fatores importantes:
  1. boa iluminação;
  2. facilidade de acesso (rampas e elevadores ao invés de escadas);
  3. pisos antiderrapantes;
  4. bancos ou cadeiras não muito baixos, confortáveis, com encosto e braços;
  5. letras maiores no caso da necessidade de assinar algum documento;
  6. música ambiente que não atrapalhe a conversa nem interfira no entendimento das explicações sobre o produto e formas de pagamento;
  7. as eventuais deficiências de locomoção, auditiva e visual merecem atenção;
  8. atendimento médico de urgência em shoppings e lojas de grande afluência de público.

Mercado ávido por compras e por boas ofertas

20% dos consumidores com mais de 60 anos confessam que ir às compras é uma forma de lazer e 82% deles adoram uma promoção. Em geral, os idosos não estão dispostos a pagar mais, a não ser que isso signifique livrá- los de algum desconforto físico para conseguir preços melhores. Se tiverem condições físicas, os consumidores irão atrás de melhores preços, já que, na sua grande maioria, tem mais tempo para pesquisar e encaram esta tarefa com prazer, pois tendem a ver o momento de compra como um processo de relações pessoais.

Além disso, para este nicho de mercado, condições como comodidade, preço e condições competitivas são atrativos especialmente para aqueles que dependem da aposentadoria.

E a indústria está preparada para este "novo consumidor"?

Quantas marcas de moda voltam seus esforços para terceira idade? Nas prateleiras das lojas é vísivel a presença de um estereótipo equivocado sobre as preferências de consumo do idoso. O mercado se engana quando acredita que a senhorinha vai comprar para sempre aquele sapatinho sem salto, com bico arredondado, nas cores preto, bege e marrom... Os tempos mudaram e aquela avó que passa o dia tricotando e cozinhando quitutes reina sozinha - como personagem dos livros de Monteiro Lobato!

Hoje, os idosos fazem questão de ser e parecerem joviais - sem segregação. O produto "ideal para a terceira idade" não deve se diferenciar dos outros, mas também ser consumido por este nicho, observando-se as tendências, a boa utilização de materiais, o apuro técnico (com especial atenção ao conforto) e o cuidado estético.

  • Mais alguns dados relevantes: no Brasil, pessoas com mais de 60 anos consomem R$12,2 bilhões por mês.

  • A expectativa é que, em 2025, 13 % da população brasileira seja de idosos, ultrapassando os 30 milhões de pessoas.
  • Ou seja, seremos a sexta maior população idosa do mundo, conforme indica o Estatuto do Idoso.
  • Há muitas outras ações que poderiam sugerir que respeitamos aqueles que nos deram a vida, os cuidados de saúde, a educação e os primeiros conhecimentos.
  • Torço que não sejam só os números aqui apresentados a suscitarem este respeito.

* dados do Jornal Exclusivo On Line; Portal Terra; Maria Alice Rocha e Folha On Line. Imagens do Google Images. Para ler o que já publiquei sobre este tema, clique aqui.

domingo, 4 de outubro de 2009

Mais uma!

Será aberta no final de novembro no Shopping Iguatemi São Paulo, a primeira loja Missoni do Brasil.

Com área de 164 m², a loja da grife italiana terá intens com a linha masculina e feminina, linha casa, móveis e tecidos de decoração.

No comando da operação estão Vicente Mello, Roberto Jorge e Rodrigo Martinez.

  • A Missoni é uma das grifes que mais aprecio. Não só pelo apreço ao trabalho artesanal ou a maestria com o uso das cores, mas pelo respeito às origens da marca e por se manterem (ainda) uma empresa familiar.

  • A Missoni tem repetido o caminho de muitas grifes de luxo mundo afora: a abertura de lojas em novas praças, mais precisamente, nos mercados emergentes (Brasil, China e Rússia) para driblar a recessão norte-americana.
  • Corrijo. A crise não é só norte-americana, "na Europa, é impressionante o freio que foi dado nesse mercado”, declarou Carlos Ferreirinha, a "autoridade" em mercado de luxo no Brasil, durante a apresentação que abriu a 2° edição do seminário Atualuxo – Conferência Internacional do Mercado de Luxo, que aconteceu no começo de setembro, em São Paulo.
  • "Estamos em um momento de redesenho mundial por causa da crise", explicou ele.
  • Exemplo do "redesenho": as marcas que conseguiram manter ou aumentar o faturamento no último ano foram as que investiram em internacionalização.
  • Então tá confirmado: o Brasil está na rota dos grandes grupos de moda.

* as fotos são da última campanha Missoni e mostram a coleção outono/inverno 2009/10. O fotógrafo é Ryan McGinley. O que eu mais gostei? A idéia de movimento em tudo: dá até para sentir o vento no rosto... E o zero glamour - os modelos estão na boléia de uma pick-up!

O luxo e o trabalho do artesão

  

"SEBASTIÃO é um adolescente de 13 anos com quem converso com frequência. Gosto dele, e ele tenta gostar de mim, embora, às vezes, eu seja chato.Por exemplo, recentemente, Sebastião me confessou que tinha o sonho de sacudir e explodir um magnum de champanhe - isso quando ele ganhar um Grand Prix de Fórmula 1 ou algo equivalente.
Eu comentei que, nessa ocasião, ele deveria escolher um espumante de terceira -não pelo custo, mas "por respeito". "Respeito pelo quê?", ele perguntou. Improvisei uma dissertação sobre a "méthode champenoise". Expliquei como, numa região específica da França, as uvas chardonnay e pinot são colhidas, seu mosto é fermentado em tanques e, logo, durante seis anos ou mais, transvasado repetidamente em garrafas, retirando do gargalo, a cada vez, o sedimento e as levuras. Evoquei a vida do viticultor, entre a espera e o cuidado da vinha. Falei da invenção do champanhe, no século 17, por um monge que se chamava Dom Pérignon, e das novidades introduzidas pela senhora Clicquot, no século 19. Em suma, estraguei a festa imaginária de Sebastião só para lhe lembrar que o líquido que ele se propunha despejar era o resultado do trabalho paciente de artesãos obstinados e orgulhosos de sua arte. Chatice, não é? Mas tenho uma desculpa. A conversa com Sebastião acontecia em Milão, enquanto: 1) eu estava lendo o novo livro de Richard Sennett, "The Craftsman" (O Artífice, Ed. Record), 2) o centro da cidade, onde a gente estava, era tomado por hordas de compradores de moda e design, entre os quais a maioria absoluta era de "emergentes" de sociedades que, hoje, vivem uma rapidíssima mobilidade social (Rússia e China). Ou seja, eu era circundado por consumidores pouco interessados na qualidade do trabalho embutido nos objetos que eles adquiriam e muito interessados no status que esses objetos e suas marcas podem conferir aos usuários. Ao mesmo tempo, eu era encantado pelo texto de Sennett - seu comovente elogio da perícia que encontra seu maior prêmio no orgulho da obra benfeita. Certo, se nem todo trabalho é alienação, é graças à mestria do artesão, ou seja, à alegria de quem exerce sua destreza, mas é também porque, EM TESE, o usuário do produto artesanal reconhece e admira, no objeto manufaturado, a arte de quem o fabricou. Digo "em tese" porque, de fato, é cada vez menos assim: na extrema insegurança produzida pela rápida mobilidade social ("Será que os outros sabem que eu me enriqueci?"), o novíssimo-rico acumula produtos de luxo (supostamente artesanais) sem ter o tempo de acumular a cultura mínima para apreciá-los. Como assim, que cultura? Quando eu era criança, o senhor Columbaro era o humilde alfaiate da família: ele sabia recortar os ternos velhos do meu pai para confeccionar calças e casacos para nós e, também, ele conseguia dar uma segunda vida a ternos puídos, reconstituindo-os depois de ter virado o tecido pelo avesso. Pois bem, uma vez, o senhor Columbaro me explicou longamente por que um terno de Seville Road cai solto ao redor do corpo (só para começar: a tela interna não é colada, mas costurada com centenas de pontos). Comecei assim a enxergar, nos produtos manufaturados, o esforço e a habilidade de quem os fabrica. É possível que, um dia, o preço de um produto artesanal não seja decidido pela excelência do trabalho do artífice, mas seja apenas função do status que sua posse confere (inevitavelmente) numa sociedade em que o consumo aparente define as diferenças sociais. A partir daquele dia, aos poucos, só sobrarão produtos medíocres, que não dirão nada sobre a perícia do artesão -apenas bradarão o status de seus consumidores. Os leitores de "Gomorra", de Roberto Saviano (ed. Bertrand Brasil), assim como os espectadores do filme homônimo, sabem que já há porões em que se fabricam, ao mesmo tempo, do mesmo jeito e no mesmo molde, a suposta alta-costura e suas "cópias" destinadas a quem só quer passear com uma marca famosa gravada no peito. Qual a relevância disso tudo? Pois é, vou parecer catastrofista, mas penso assim: no dia em que formos incapazes de reconhecer e respeitar, no produto, a excelência do artesão, quando não soubermos mais enxergar o trabalho humano nos objetos que usamos, teremos perdido todo interesse pela vida concreta -inclusive pela nossa própria. Era isso que eu tentava dizer a Sebastião."

  • A foto acima é de Ana Clara Garmendia e mostra um artesão da Fendi, exibindo sua arte na noite de celebração da Vogue, o Fashion's Night Out, em 10 de setembro deste ano, em Paris.
  • Gosto ainda mais deste texto porque repete os ensinamentos que passei a vida ouvindo, da boca de meu pai
  • Ensinamentos que voltam à minha mente sempre que vejo uma liquidação em lojas que, supostamente, deveriam vender produtos artesanais de alto luxo, como Dior, Louis Vuitton ou Salvatore Ferragamo.
  • Se os administradores destes negócios pensassem como meu pai ou o escritor do texto acima, jamais rebaixariam o preço de produtos criados com tanto esforço e habilidade.
  • É que este tipo de "valor" não anda em voga nestes dias...
 
 
*



* crônica de Contardo Calligaris, publicada em janeiro de 2009, na Folha de São Paulo. ** tela "Ute the Craftsman", do pintor realista Scott Brough, 1999.

sábado, 3 de outubro de 2009

Mama África!

Festa em Copacabana para celebrar o Rio - 2016

Este final de semana o assunto de todo lugar são as Olimpíadas no Rio de Janeiro, em 2016.

2016... Dei-me conta que teremos muito chão pela frente quando começei a fazer alguns cálculos: meu filho caçula, que hoje tem 7 e está sendo alfabetizado, estará com 14!

Prefiro pensar em "futuros mais próximos". Antes teremos a Copa do Mundo (de Futebol). Não a do Brasil, em 2014. A da África do Sul, no ano que vem, 2010!

Vestidos "fera" , por Christopher Kane

A onda africana já está por todos os lados. Primeiro com as estampas de animais (nas roupas, sapatos, acessórios, papéis de parede, móveis, roupa de cama, louças, celulares...) e agora com os safáris, os beges e cáquis, as bijoux poderosas e com apelo étnico, o retorno dos cabelos crespos - tudo bem explorado pela nova novela da Rede Globo, Viver a Vida.

A atriz Taís Araújo, protagonista da novela Viver a Vida

Para mim, o grande desafio de quem trabalha com tendências - seja com moda, decoração, vitrines ou publicidade - será criar algo novo, longe dos estereótipos já desgastados e que estamos carecas (e depiladas) de ler/ouvir/ver.

Pois foi uma boa surpresa pra mim deparar-me com estes dois trabalhos que me pareceram um sopro de frescura e modernidade dentro do tema.

Pintura externa de pub inglês, patrocinado pela cerveja Beck's e inspirado em capa de LP do The Cure

Lookbook da novíssima coleção Fall/Winter adidas Originals por Jeremy Scott (nas lojas, a partir de 19 de outubro)

  • Os dois "transpiram" anos 80, mas... give a break, ainda assim soam novos.

  • Na minha cidade está para sair uma lei anti-poluição visual que proíbe faixas, placas e grandes cartazes em estabelecimentos comerciais (como a já existente em São Paulo). Pinturas diferenciadas, como esta vista acima, podem ser o grande diferencial visual de uma loja de rua...

  • No vídeo, reparem na trilha - sensacional! A música é Get It Up, de Esau Mwamwaya, M.I.A & Santogold. Mais uma para o set list da sua loja (capaz que te chamem para discotecar na próxima festinha que pintar, te prepara!).

* quer saber se estou feliz com a vitória do Rio como sede das Olimpídas em 2016? ESTOU! Concordo com o jornalista Xico Sá quando ele diz que, se formos esperar a corrupção acabar para fazer as coisas, não vamos fazer nada nunca. E paralisia, pra mim, é doença, morte, não é vida não!

Vestidas para vender ou para comprar?

Na foto acima, quem é cliente quem é vendedora?

No momento que acabei de escrever o post anterior, fui ler o suplemento Vitrine (leitura obigatória!), da Folha de São Paulo de sábado, 26/09. Não é que eles foram investigar o estilo das vendedoras da Oscar Freire? Olha só a chamada de capa (e alguns trechos do texto):

Quem consome faz pose, quem vende também. E todas são doentes por grifes.

"Do outro lado do balcão, as vendedoras precisam estar apresentáveis, com roupas da marca vendida pela loja. O que as deixa maravilhadas é a chance de ter de graça, ou pagando menos, aquilo que vendem por uma fortuna. É comum que se tornem mais viciadas em compras que suas perdulárias clientes.

"O problema é que os looks excessivos das vendedoras, nessas butiques de luxo, podem intimidar a consumidora potencial e fazê-la relutar a entrar na loja. "Se eu tiver saído de casa de chinelo e camiseta, só entro se tiver o dinheiro e a certeza de que vou comprar. Uma vez, entrei na Daslu e a vendedora me encaminhou direto para as promoções", diz a bailarina Rejane Cruz, 37. "Você se sente diminuída, é horrível."

"Muitas dessas meninas que trabalham em loja são arrogantes. Não sei se é inveja, mas parece que avaliam a gente antes de atender. Isso é péssimo para a marca", diz a arquiteta Alessandra Cavalcanti, 38. No provador da Dior, a relações-públicas Heloísa Bandeira, 20, dá "graças a Deus" de já ter entrado "em uma loja assim" fora do Brasil: "Quando você já esteve em uma Dior na Europa, ou numa Gucci, numa Prada, você desmistifica essa aura que envolve as grifes importadas aqui."

"Mal avaliada na Louis Vuitton do shopping Iguatemi, a estudante de direito Andréia Natel conta que saiu sem a bolsa que pretendia comprar. "Minha avó me deu R$ 2.500 no meu aniversário, especialmente para comprar a bolsa. Não sei se porque eu estava de jeans e havaianas, as vendedoras me deixaram num canto um tempão, até que fui embora".

A vendedora, de vestido laranja NK Store, é Melissa Radke. A loja é a NK Store, da Oscar Freire. (Na primeira foto, a moça lá atrás, de shorts e blazer cáqui também é vendedora)

* Este post foi programado para ser publicado no domingo, 27 de setembro. Quer dizer, mal programado. Como só voltei de viagem ontem, começo a organizar os textos a partir de agora...